sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

REMA



A minha primeira música.
Cantei-a no Salão Paroquial, provavelmente há 27 anos. Teria então 10 anos.
Numa das festas da Escola de Música de Caldas de S. Jorge.

Lindíssima! Ainda hoje.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Para reflectir...

Aqui está o que um português comum talvez tivesse... reservas... em escrever.

Artigo do Embaixador da GB ao deixar Portugal: Expresso 18 Dez 2010

COISAS QUE NUNCA DEVERÃO MUDAR EM PORTUGAL

"Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento é de pessimismo, não de alegria, nesta velha Europa. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.

9:55 Segunda feira, 20 de Dezembro de 2010

1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.

2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.

3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.

4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.

5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.

6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.

7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.

8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.

9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.

10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.

Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal".

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Lembrando MEU PAI

MEU PAI

Grato por tudo o que propiciou ao meu ser,
E na certeza que era grande, a alegria que o moldava,
serenamente, por dentro,
Arrisco estas simples mas sentidas palavras.

Chegarão ao seu destino,
Levadas pela brisa do amor e embebidas em gratidão que,
Seguramente, jamais se apagará.
Mas serão sempre poucas.

Poucas porque os seus gestos me ensinavam.
Poucas porque o seu olhar me orientava.
Poucas porque a sua bondade me comovia.
Poucas porque a sua serenidade me acalmava.
Poucas porque, simplesmente...
FOI SEMPRE MEU PAI.

Por isso, recuso dizer-lhe Adeus.
Prefiro antes lembrar os nossos sorrisos,
Prefiro antes guardar os nossos abraços,
Prefiro antes ouvir a sua voz,
Prefiro antes sentir o seu calor.
Prefiro antes, fazer com que esses momentos sejam... eternos.

Jamais o esquecerei.

Eu sei que ele não morreu.
Apenas partiu antes nós!

(27 Dezembro 1928 - 20 Outubro de 2008)

***Republicação***

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Certo dia em 2017... (?)

Certo dia, em 2017 (de acordo com os meus cálculos), dois indivíduos abriram a porta do seu híbrido, e saíram, na praça central do resort localizado a sudeste das termas (do outro lado do rio). Mesmo na direcção do buraco 18.

Caminharam um pouco e, um deles, entrou no hotel. Olhando por entre os painéis semi-transparentes, percebeu-se que o tipo estava ao telefone. Soube-se depois que fez cinco ou seis chamadas, todas elas para os jornais referência do burgo, regressando, novamente, à praça central.

Denotava-se segurança nos dois indivíduos que usavam à lapela, mesmo ao lado da gravata, uns pins cor prata. Um deles, dirigiu-se ao automóvel e de lá retirou um embrulho, do qual, libertou, sofregamente, um pão doce. O outro, após um rápido tratamento higiénico das mãos, deu duas "sopradelas" na pequena arma branca que tinha sacado do bolso mais pequeno. De seguida, sentaram-se, e deram, então, umas dentadas, enquanto esperavam.

Três quartos de hora depois, as copas das palmeiras começaram a baloiçar, inspiradas pelo aterrar de dois helicópteros. Eram elementos da "brigada das forças especiais". Ao mesmo tempo, começavam a aproximar-se os automóveis dos jornalistas.

De um dos helicópteros saiu, então, um indivíduo: vestia umas calças de corte requintado, tom azul marinho e gravata azul-grená; completava a irrepreensível imagem com um blazer tipo trespasse e botões dourados. Era o enviado especial do "governo regional". Ao largo, as restantes "tropas" aguardavam orientações enquanto o representante do governo regional, colhia algumas informações de última hora.

Após breves instantes, e já de megafone em punho, o representante da tal organização regional (após o aceno de cabeça de um dos seus acólitos) gritou:
-Ei! Vocês aí na Praça Central!...
Sem ter tempo de prosseguir, notou que os senhores do híbrido gesticulavam abundantemente.

Os dois, com o seu típico bom receber, abanavam os braços, sussurrando para o homem do casaco tipo trespasse, o tal do governo regional, que se aproximasse, pois só assim lhe poderia ofertar as boas vindas.

Mas, num gesto espontâneo, logo os acompanhantes do senhor que chegou de helicóptero (sim, porque isso de pagar portagens não está com nada) , se apressaram a dizer:
- Perguntem lá o que quiserem, mas rapidamente. Não temos o dia todo.
E era verdade. Soube-se então que estavam à espera de uma comitiva anglo-saxónica, disposta a investir lá para os lados do Europarque.
Retorquiram, timidamente, os homens dos pins prateados:
- Mas... Mas... Então não é possível fazer um arraial ou uma festinha popular aqui no campo de golfe, junto ao hotel? Nós já tínhamos tudo organizado, com tasquinhas e tudo.
Logo uma voz forte e impiedosa veio do outro lado:
- Nem pensar. Vamos ter cá esta semana uns empresários orientais e outros americanos. E continuou: - E de qualquer modo, como podem verificar nos outdoors ali à entrada, isto é " Private Property". Esqueçam. Organizem essas coisas lá para o passal.

Mas, como os senhores dos pins, não são assim tão bons de levar, retorquiram:
- Nós queremos apenas fazer aqui umas animações para o povo. Isso é ponto de honra. E de mais a mais, garantimos que a relva não será pisada. Vá lá!?
(Era amplamente conhecida a forma como anteriormente tinha sido divulgado o interesse público daquele punhado de terra…).

Alguns segundos após se ter feito silencio, o senhor do governo regional lá acedeu e disse:

- Está bem! Mas só durante a primeira quinzena de Agosto. Que fique desde já assente, que isto aqui tem regras! Já não é Vosso...

Convictos do dever cumprido, e depois de um inicialmente tímido aperto de mão, os dois senhores do híbrido despediram-se dos tipos do "Governo Regional" que de seguida se foram embora, apressando-se logo a comunicar aos jornalistas e à malta cá da terra que a negociação tinha sido difícil, mas que, afinal de contas, as coisas até correram melhor do que pensavam.

O povo ficara contentado !!!???

E assim será, um dia, lá para 2017?


Post Scriptum: Qualquer semelhança com a realidade é pura ficção...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

FÉRIAS!!!

- Hã?

sexta-feira, 18 de junho de 2010

sábado, 29 de maio de 2010

"Espaço Ilha" hoje no EXPRESSO




Edição "online" do caderno "espaços&casas", EXPRESSO

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Peço imensa desculpa...

De vez em quando, a gente exagera. E não havia necessidade.

Felizmente, há sempre alguém, dotado de alguma destreza e do bom-senso que nos falta, que tem a generosidade de nos fazer entrar nos eixos e encarrilar nos trilhos da moralidade.

É verdade… Acho que me tenho excedido, nos últimos anos, em algumas acções que pretendem, tão somente, contribuir para a melhoria do local que me viu nascer.

Acredito mesmo que, esses meus actos, possam ser considerados uma “blasfémia”. A tal “vontade de sonhar” com uma terra mais desenvolvida, onde seja agradável viver, sem recurso à desconfiança e à inveja, tem destas coisas. Até porque há sempre os “anónimos” do costume, que nos gostam de “mimar” com a história do “insensato” e da falta de sentido prático das coisas...

Sempre pensei que, por mais pequena que seja, uma acção que vise a melhoria de qualquer aspecto do quotidiano da nossa pequena Vila, seria olhada com compreensão e, porque não, respeito.

Mas não. Ele há gente que não suporta essa capacidade. Não suporta a capacidade ou vontade de sonhar.

Ele há gente que, com a sua mestria, destreza, e “grande” dose de “pedagogia”, “malha” em tudo o que mexe.

Porquê?
Não sei! Mas talvez a resposta possa ser encontrada na seguinte questão:

- Quem poderá desafiar os “verdadeiros e humildes” reféns de um passado distante e que não conseguem sentir o simples prazer de sonhar?

Espaço "Ilha" - Abertura (20 de Maio 2010)

Espaço "Ilha" - o antes e o depois

Espaço "Ilha" - Lançamento 1.ª Pedra

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Espaço Ilha - Inauguração a 20 de Maio de 2010



Do Conceito
NOTAS de Autor

“Marco Polo descreve uma ponte, pedra a pedra.
- Mas qual a pedra que sustém a ponte? Pergunta Kublai Kan.
- A ponte não é sustida por esta ou aquela pedra – responde Marco – mas sim pela linha do arco que elas formam.
Kublai Kan permanece silencioso, reflectindo.
Depois acrescenta: - Porque me falas das pedras? É só o arco que me importa.
Polo responde: - Sem pedras não há arco.”


(In “As Cidades invisíveis”, Italo Calvino)


Tal como a ponte que o viajante descreve, também o sistema de espaços colectivos não é substituído por esta ou aquela praça, por este ou aquele parque, por uma ou outra alameda, mas pelo conjunto integrado que todas elas formam. Afinal, é este o suporte físico de todo o ambiente urbano. Ambiente esse que define as “Terras” e do qual dependem todas as suas vivências.

É pois, nesse contexto da promoção de um melhor ambiente urbano e de uma maior qualificação dos espaços públicos, que surge o projecto do “espaço ilha”, uma proposta que pretende “unir os tempos”, criando ligações em falta entre fragmentos e memórias do passado e as novas realidades e necessidades do presente.

Trata-se, desde logo, de uma intervenção que respeita a memória de um rio, de um povo e de um lugar que viu crescer várias gentes. Uma intervenção que aproxima o objecto à escala e ao espírito do lugar, reinventando a imagem arquitectónica do antigo edifício e conferindo-lhe uma nova linguagem contemporânea.

Nessa perspectiva, a intervenção tem como objectivo, promover a instalação de um novo edifício de carácter colectivo e público – bar/restaurante (substituindo o velho bar da ilha) bem como a renovação e estabilização das margens da ilha e espaços envolventes.

O conjunto intervencionado apresentava-se bastante desqualificado, em que sobressaía o carácter de corpos em ripados de madeira apoiados directamente no solo maltratado, abraçado pelo Rio Uíma, numa ilha criada na década de 60, através da construção de uma represa que “parou” aquele espelho de água.

Na compatibilização do programa estabelecido com as pré-existências naturais e o lugar, instala-se então o novo edifício, o “ZIP ZIP ilha rest caffé”. Um edifício em estrutura metálica, revestido a viroc, aço corten e vidro, parecendo “levitar” em relação ao solo natural. E depois, todo o espaço exterior, com sucessivos pavimentos em deck que, envolvidos em verde, transportam os visitantes até à cota da água.

A volumetria, que dá continuidade ao “natural”, permite perceber o que está para “o lado de lá…”. Os seus planos transparentes, desenhados numa “caixa” branca, tremendamente ortogonal, retocada por uma mancha de cor ocre, completam a paleta em tons verde.

Um convite à reflexão…

O Uíma corre agora mais calmo e poético. Belo como sempre. A esplanada está lá, como outrora. Mas agora coberta, mais convidativa à reunião e à contemplação do plano de água e espaço natural.

De acordo com as necessidades impostas pelo tipo de equipamento, bem como as imposições legais da legislação em vigor, concebeu-se um edifico que engloba: zona de entrada, área social (interior e exterior), área de atendimento (balcão de bebidas), cozinha/copa, despensa geral e despensa de vasilhame, instalações sanitárias separadas por sexos, instalações sanitárias para deficientes; instalações sanitárias e balneários para o pessoal de serviço.

Trata-se de uma solução que pretende usufruir do mais amplo espaço dentro do contexto existente. Pelo facto do estabelecimento se desenvolver no sentido longitudinal do rio, bem como pelo tipo de ocupação e conceito, estamos perante uma solução do tipo “open space”, com a sua extremidade Nascente, a funcionar como “bolsa” de estar e de lazer (esplanada coberta) e de fácil fruição. A “praça de chegada”…

Uma solução que procura tirar partido das transparências, permitindo a leitura de todo o espaço natural envolvente.

Atento às questões da mobilidade, o edifício possui, necessariamente, condições para o acesso, a todos os espaços, de cidadãos de mobilidade condicionada ou reduzida. Neste caso, de realçar a ponte/rampa prevista sobre o Rio Uíma que, além de substituir a antiga travessia pedonal, será um elemento arquitectónico de referência no conjunto.

A proposta exigia a “total” reconfiguração do existente, de modo a criar um espaço com uma qualidade e uma atmosfera de acordo com o tipo de serviço que se pretende oferecer.

Retirou-se pois, do desenho, tudo o que se poderia considerar supérfluo. Pode agora, o visitante, contemplar o espaço natural existente.


Caldas de S. Jorge, Maio de 2010
Pedro Castro e Silva, arquitecto

domingo, 16 de maio de 2010

15.ª


(Foto JN)

F .C. Porto conquistou hoje a sua 15.ª Taça de Portugal de futebol.
Derrotar o (interessante) Desportivo de Chaves por 2-1, revalidando o título conquistado na última temporada.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Presente para Bento XVI desenhado por Alvaro Siza



Um «ovo» de prata desenhado por Siza Vieira é o presente que vão oferecer a Bento XVI os representantes do mundo da Cultura que com ele se vão encontrar a 12 de Maio, em Lisboa.
A peça de ourivesaria foi apresentada esta Sexta-feira aos jornalistas, a quem Siza confessou ter ficado “aflito” quando recebeu o convite.
“Primeiro veio a ideia de uma pomba, porque é hábito dar à pomba uma simbologia com múltiplos significados”, referiu.
Depois, veio a ideia de criar uma “caixa” com a forma de um ovo. Em declarações à ECCLESIA, o arquitecto português admitiu ter-se inspirado a “referências que todos temos no espírito”.


in agência ecclesia

domingo, 25 de abril de 2010

25 de Abril SEMPRE!



E DEPOIS DO ADEUS (*)

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.



Paulo de Carvalho : E depois do Adeus
Música: José Calvário
Letra: José Niza

(*)Primeira senha para o início da revolução de 25 de Abril de 1974

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Brasília - 50 Anos



BRASÍLIA, capital e sede do Governo do Brasil, comemorou, no passado dia 21 de Abril, 50 anos.

A fabulosa cidade (que já tive o privilegio de visitar), projectada por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, foi na altura mandada construir pelo então Presidente da República, Juscelino Kubitschek, com o objectivo de se transformar na capital do Brasil (substituindo-se ao Rio de Janeiro) e com na expectativa de desenvolver o interior daquele país.

Simplesmente... Sublime...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

94.608.000 seg

Noventa e quatro milhões, seiscentos e oito mil segundos depois...
Caldas de S. Jorge está... diferente. Para melhor.

O www.caldas-são-jorge.blogspot.com entrou pelas nossas casas “adentro”. Deu-nos notícias boas e menos boas, fez humor e gerou polémicas, foi motor para sólidas amizades e causou desentendimentos, trouxe conhecimento e fez conhecer novos desafios. Ajudou a celebrar Abril.

Evidentemente que há, nestas coisas da blogosfera, um misto de democracia e de impunidade face a posições e/ou comentários sem identidade e sem rosto que, não raras as vezes, promovem ataques ferozes aqueles que, de uma ou de outra forma, se destacam no panorama social da freguesia. Claro que não nos revemos nesta última forma de fazer critica ou de ajuste de contas. Mas, como em tudo, as coisas tenderão a melhorar.

Porque as pessoas se vão conhecendo e porque, nada faz calar a verdade.

Como dizia José Afonso: “seja bem vindo quem vier por bem”...


Post Scriptum: Parabéns a todos os que tornaram e tornam possível o caldas-sao-jorge.blogspot, com especial referência ao ATM e, principalmente, ao AMMC, pelo pioneirismo e dedicação.

quarta-feira, 24 de março de 2010

"Abril" chegou mais cedo...

Este ano, “Abril” chegou mais cedo. Pelo menos ao nível desportivo.

De facto, o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol reduziu hoje para três e quatro jogos (Hulk e Sapunaru, respectivamente) os castigos de quatro e seis meses impostos pela Comissão Disciplinar da Liga, após os incidentes no final do jogo Benfica-FC Porto, de 20 de dezembro de 2009.

Talvez tenha ficado assim desmontada mais uma “habilidade jurídico-desportiva” consumada pela CD da LPFP e exibida publicamente durante muito tempo, qui ça por uma enorme sede de protagonismo ou, talvez, por outros interesses com origem mais–ou-menos conhecida (a Sul?). Ficamos na expectativa de saber se esse “acto de contrição” e de reposição da verdade que agora se impõe terá o mesmo tratamento jornalístico.

Entretanto, desde a famosa suspensão dos jogadores do FCP passaram 17 jogos das competições nacionais e mais de três meses.

E será caso para perguntar como teria sido a prestação do FC Porto durante esse período, caso os dois atletas estivessem disponíveis? Estaria o FCP na mesma posição da tabela classificativa? Estariam determinados clubes tão “folgados” na sua caminhada triunfal para a champions?

Do mesmo modo, fica a duvida se, eventualmente, mesmo que “muito remotamente”, o pedido de demissão do Senhor Presidente da Liga Portuguesa de Futebol, Hermínio Loureiro, é sinónimo (para Ele) de “missão cumprida”...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Inevitabilidade? – NÃO!

Hoje, mais do que nunca, o grande desafio que se coloca aos agentes que participam na temática do ordenamento, é a definição de modelos operativos de desenvolvimento que perspectivem uma visão a longo prazo das nossas cidades e do nosso território em geral. No fundo, trata-se de tentar perceber naquilo em que o território se pode transformar num horizonte temporal alargado.

Vamos chamar-lhe “Visão Estratégica”.

Nesse contexto, Visão estratégica constitui, por exemplo, a realização de estudos sectoriais que permitam um melhor conhecimento da cidade e do território; a procura de oportunidades para a concretização de propostas, objectivos e medidas de intervenção; a possibilidade de se minimizar os pontos fracos do território e desenvolver as potencialidades encontradas.

Mas isso, de facto, não parece fazer parte da doutrina que serviu de base à elaboração do estudo do IDAD da UA, relativo à identificação de locais para a eventual instalação do novo aterro do sistema multimunicipal da Suldouro.

Por isso, recuso-me a participar nesta tendência quase institucionalizada na nossa classe de comentadores (e políticos) em considerar aquele um estudo bem feito, só porque resultou do trabalho de investigadores ou colaboradores da conceituada e “intocável” Universidade de Aveiro.

- Não! Não aceito os resultados daquele estudo como uma inevitabilidade, nomeadamente a identificação da fronteira entre Caldas de S. Jorge e Pigeiros para uma suposta localização de um aterro sanitário.
Não quero participar nesta quase conspiração eclética do politicamente correcto.

Porquê?

- Porque os pressupostos foram, desde o início, incompreensivelmente mal delineados;
- Porque o resultado apresentado pela equipa é, diria, contrário ao que, em certa medida, o próprio estudo acaba por realçar;
- Porque existem no estudo contradições que não consigo entender;
- Porque tenho a leve impressão que não estudaram nem conhecem o local “in situ”;

Para nós, interessa-nos um modelo de desenvolvimento urbano e uma cultura social capaz de PERCEBER AS ORIGENS E DINÂMICAS SOCIAIS DE CADA LUGAR, de VALORIZAR AS POTENCIALIDADES DO TERRITÓRIO, de CRIAR NOVAS OPORTUNIDADES e de RENOVAR A COMPETITIVIDADE DAS NOSSAS TERRAS.

Mas isso, definitivamente, o dito estudo não contempla.

Não podemos pois, considerá-lo, como um sinal positivo do que deverá ser uma (razoável) Visão Estratégica do nosso território.

- Porque não o é... definitivamente!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Planeamento Estratégico

"O planeamento estratégico do território e o urbanismo são indispensáveis para garantir um desenvolvimento sustentável, hoje entendido como a gestão prudente do espaço comum, que é um recurso crítico, de oferta limitada e com procura crescente nos locais onde se concentra a civilização".

Conselho Europeu de Urbanistas, “A Nova Carta de Atenas 2003 – a Visão do Conselho Europeu de Urbanistas sobre as Cidades do Séc. XXI.”

quarta-feira, 17 de março de 2010

Gosto de Sonhar! E depois?

Gosto de Sonhar. Pronto.
E depois?

Ninguém tem culpa de ter nascido para isto. E logo a mim, que sou um tipo mais ou menos bem comportado, me tinha de calhar tal "fava" do bolo rei da vida. Sim, porque essa história de "desperdiçar" algum tempo desta vida agitadíssima naquela coisa quase intolerável de sonhar e de exercitar o raciocínio está, cada vez mais, com os dias contados.

Antigamente, ainda existiam alguns visionários que se dispunham a disseminar algum do seu conhecimento pelas suas terras de origem e, honra lhes seja feita, conseguiram alguns agradáveis resultados. Eram os Senhores Doutores, Professores, Regedores, Agricultores e outros "ores" quaisquer que, não raras as vezes, "embebedados" de sapiência, arregimentavam as populações, só permitindo, de quando em vez, que os "profanos" (qual maçonaria) dissessem qualquer coisinha. Em todo o caso, já nessa altura, os menos letrados e que só falavam de quando em vez, pensavam (e pensavam bem).

Sinto alguma nostalgia e, porque não, até alguma raiva de não ter vivido esses tempos.
Seriam tempos em que as pessoas eram, efectivamente, respeitadas – Dizem...

Hoje, para (a)variar, as coisas não serão bem assim.
Um gajo que ouse mandar uns bitaites mais ou menos articulados sobre um qualquer tema que diga respeito à sua terra é logo motivo de reparo. E então, se esses bitaites tiverem alguma consistência e perspectivarem um desígnio, uma filosofia, um modus operandi para a terra, isso é que não pode ser: vêm logo os verdadeiros representantes do povo (dizem eles) alegar que isso são coisas de indivíduos intelectuais, que não põem as "mãos na massa" (acho que é assim que vociferam).

Começo a ficar farto dessas histórias e de "falsas modéstias". Já "enchi o saco".
Há pessoas que não merecem.

A partir de agora, vou começar a puxar dos "galões" (de preferência mornos e com pouco café) e armar-me em "importante" quando me disserem que não sei o que são as agruras da vida, que não dou erros ortográficos, que não sou do povo, que tenho a mania que sou letrado.

- É verdade. Sou isso tudo! E quê? Tens algum problema com isso? – Direi eu.

Não me importo. Estou a escrever "sem rede". Mas garanto que vai ser assim.

Era só o que faltava eu ter de me acanhar perante indivíduos que, além de darem “erros” (não necessariamente os ortográficos, mas também), jamais fizeram algo para o desenvolvimento e defesa da sua terra, não querem sonhar e, cúmulo dos cúmulos, não se predispõem a aprender.

Não está (longe disso) em causa o valor humano de cada um – nesse campo, somos todos iguais. Sempre abominei a questão das segregações: pela cor, pelo credo, pela ideologia, pelo grau de riqueza, pelo grau de escolaridade. Repito, nessas matérias somos todos iguais.

Está em causa, sim, quando tentam, à luz de um discurso populista, retrógrado e ressabiado, diminuir a importância do saber e do sonho, enquanto modos de vida.
Faz bem sonhar sim senhor. Faz bem à alma, ao espírito, ao corpo, à terra, aos outros.

E ainda faz melhor quando (o sonho) é feito de uma forma desprendida e na perspectiva de contribuir para um melhor futuro dos vindouros.

Meus caros, tinha de Vos transmitir isto. Estava cá "entalado" há tempos.

Assim sendo, se ainda tiverem o virtuosismo da atenção perante esta longa e “certa confidência”, permitam-me um conselho e, porque não, um "desafio": tenham a ousadia de Sonhar. Sonhem. Sonhem muito. Sonhem como a vossa terra pode ser daqui a uns anos. Sonhem numa terra colorida. Sonhem numa terra onde é bom viver.

Sonhem... Sonhem sempre...
Divirtam-se…

Porque, como já alguém dizia, "…O Sonho comanda a Vida…".

- Há! E se possível... Sem erros ortográficos!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Claro que já subscrevi!

ABAIXO ASSINADO

"Nós, abaixo assinados, no âmbito do período de consulta pública relativa ao Relatório Preliminar do procedimento de “selecção do local para a Instalação do novo aterro do sistema multimunicipal de Suldouro”, apresentado pelo IDAD, da Universidade de Aveiro, manifestamos a TOTAL OPOSIÇÃO E REPROVAÇÃO quanto à eventual localização da referida Infra-Estrutura em Caldas de S. Jorge/Pigeiros.

Assim, atendendo a que:

1. Temos o dever de contribuir para ordenar e promover o ordenamento do território, tendo em vista uma correcta localização das actividades, um equilibrado desenvolvimento sócio-económico e a valorização da paisagem, salvaguardando a estabilidade ecológica, a qualidade ambiental das povoações e da vida urbana;

2. As TERMAS de Caldas de S. Jorge se encontram a uma distância de 1800 metros de uma das áreas identificadas pelo estudo, ficando por isso extremamente vulneráveis a potenciais riscos de contaminação das suas águas bem como degradação das condições naturais da sua área envolvente;

3. O local identificado se caracteriza pela proximidade e influência do RIO UÍMA e adjacente à importante área de lazer de Pigeiros;

4. Existem zonas habitacionais próximas do local, sendo certo o impacto negativo que tal infra-estrutura causaria à POPULAÇÃO residente nas duas freguesias;

Os Abaixo Assinados, pelos motivos acima expostos, vêm por este meio exigir a ANULAÇÃO IMEDIATA DA POSSIBILIDADE DE INSTALAÇÃO DO ATERRO SANITÁRIO NAS FREGUESIAS DE CALDAS DE S. JORGE E PIGEIROS".

terça-feira, 9 de março de 2010

Ser ou não ser...

Uma das razões pelas quais me levanto, todos os dias, com uma estonteante alegria e saio de casa com o olhar bem levantado, é pelo facto de me ter feito homem e de não precisar de rapar os pelos nas pernas e das axilas.

Pronto, também pelo facto de não precisar de furar as minhas orelhas.
Ok. Levanto-me feliz porque sou relativamente barrigudo, devido à cerveja, mas... ponto final, não se fala mais nisso!
Confesso que já pensei tratar desse assunto, mas... desisto sempre ao terceiro dia...

Quero com isto dizer que, com um bocadinho de esforço, conseguimos mudar o corpo, mas não de corpo. Muito menos conseguimos fugir de nós mesmos...
Das nossas fraquezas...

E como existem desses casos na nossa sociedade.
Como existem casos de pessoas que, criticando tudo o que mexe, são no entanto incapazes ou têm dificuldades de defender uma ideia ou um projecto para o bem colectivo.
Como existem casos de indivíduos, na nossa política, que se servem dos outros e dos lugares pelos outros proporcionados para, de forma egoísta e egocêntrica, fazerem a sua auto-promoção e para se “esconderem” da sua própria insignificância.

Pois é!
É tudo uma questão de... ser ou não ser...

Casa JP - duas formas de vêr a "coisa"


quarta-feira, 3 de março de 2010

INCONGRUÊNCIAS - II

Nota prévia 1: a discussão em torno da identificação dos eventuais locais para a instalação do Novo Aterro do Sistema Multimunicipal da Suldouro não deve, do meu ponto de vista, resumir-se a uma mera discussão partidária. Considero, aliás, tratar-se de uma questão de natureza apartidária.

Nota prévia 2: acredito, sinceramente, que a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, não tem quaisquer responsabilidades nas conclusões emanadas do (dito) estudo efectuado pelo IDAD da Universidade de Aveiro. Nos últimos anos, houve, de facto, sinais comprovativos de que o município de Santa Maria da Feira, se interessa pelo desenvolvimento sustentado de Caldas de S. Jorge.

***** *****

Gostaria de acreditar, que esta suposta “selecção” da fronteira entre Caldas de S. Jorge e Pigeiros para a “concorrer” à localização do novo Aterro Sanitário Multimunicipal da Suldouro se trata, apenas, de um mero exercício académico.
Mas não será assim.
De facto, tal documento, elaborado no conforto do Campus Universitário de Aveiro, a cerca de 80km do nosso território, contribuirá, provavelmente, para enquadrar o “caderno de encargos” que servirá de base ao “teste” da Avaliação Ambiental Estratégica, a elaborar numa fase seguinte.

- Dois locais. Apenas dois locais a “concurso”: Canedo e Caldas de S. Jorge/Pigeiros.
Ora, se o primeiro é já “repetente” nestas coisas dos resíduos sólidos, o segundo, e é desse que quero falar, foi realmente, uma verdadeira e mui desagradável surpresa.

Desde logo porque se trata da única freguesia da Área Metropolitana do Porto que possui um balneário termal. Quanto mais não fosse, só esse facto, já deveria ser suficientemente esclarecedor quanto à inidoneidade do local para a eliminação dos resíduos sólidos urbanos dos concelhos da Feira e de Gaia (este último com três vezes mais habitantes do que o primeiro) e instalação de um aterro sanitário.

Mas existem mais, muitas mais razões que me levam a considerar incompreensível e intolerável o pensamento, nem que seja por instantes, que a encosta da Várzea seja um potencial local para a instalação de um aterro sanitário.

É incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que a fronteira entre Caldas de S. Jorge e Pigeiros, pela sua localização e morfologia, pelas suas características geológicas, hidrológicas, de ar e de paisagem, seja considerada como um local viável para a construção de um aterro sanitário para nele se proceder á deposição de resíduos.

É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, do ponto de vista da estabilidade ecológica das águas, da sua capacidade de renovação e da defesa da saúde pública, que se construa um aterro sanitário num local impróprio, situando-se tal local sobre o Rio Uíma, próximo, de várias nascentes e de fontes daquela área do concelho.

É absolutamente incompreensível e intolerável, e repugna ao direito e às normas que visam salvaguardar e preservar a pureza das águas e a saúde das pessoas que se equacione, nem que seja por instantes, a construção de um aterro sanitário e se proceda à deposição de lixos num local onde as condições naturais existentes permitem a infiltração de efluentes que possam provir dos alvéolos de deposição de lixos e a contaminação das águas.

É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que se proponha como local com condicionantes moderadas para a construção do referido aterro, uma área de drenagem natural de águas pluviais, que se direccionam para a principal linha de água que atravessa o concelho, o Rio Uíma.

É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que se identifique, como local favorável à instalação de uma estrutura susceptível de causar impacto visual, libertação de maus cheiros, de biogás e lixiviados (que em contacto com componentes ambientais, lhes provocam lesões, tantas vezes irreparáveis), um espaço sempre defendido por (quase) todos como potencialmente perfeito para a promoção de actividades de lazer.

É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que se imagine, como local aparentemente apto à instalação de uma lixeira, uma encosta confinante com uma linha de água cujas especificidades excepcionais e muito próprias, contribuem para a importante biodiversidade existente na zona, de onde se destaca a aptidão, quase única, do Uíma, para o desenvolvimento do habitat da truta ou de mamíferos como a Lontra.

É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que se defina, como potencial espaço para albergar um aterro sanitário, um local que em termos de ordenamento e paisagem, não se encontra condicionado nem desvirtuado, sendo por isso uma reserva e espaço a preservar.

É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que se promova, como potencial lugar para albergar um depósito de lixiviados, um local que criaria fortíssimos e inenarráveis impactos paisagísticos negativos para as localidades (e suas gentes) a nascente do vale do Uíma.

É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que se escolha, para uma possível instalação de um depósito de resíduos sólidos, um local que ainda há poucos anos foi objecto de um projecto de vocação turística, que pretendia transformar aquele magnífico local, num espaço de atractividade internacional (projecto MARVA).

É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que um estudo (que a bem da razoabilidade, deveria ser considerado um mero exercício académico), promova o maior ataque de que há memória à boa imagem da Vila Termal de Caldas de S. Jorge.
A título de exemplificativo, para este último caso, imagine-se, por exemplo, que as Caldas do Gerês, de Caldelas ou do Luso, eram noticiadas e identificadas por um qualquer jornal de referência nacional, como local potencialmente indicado para a construção de um aterro sanitário. Que imagem isso transmitiria aos utentes?
- Provavelmente não acreditariam...

E por aí fora...
Curiosa é, também, a forma como o (dito) estudo foi conduzido. Os argumentos e metodologias das “selecções”. Mas isso, fica, eventualmente, para uma próxima.

Por isso, sem querer alongar-me mais, por agora, faço apenas referência ao facto de que, às regras da experiência comum, existe fundado e fundamentado receio que, através da execução das obras de construção de um aterro sanitário e da deposição de resíduos naquele local, se efective uma lesão grave e dificilmente reparável do direito a um ambiente de vida humano sadio e ecologicamente equilibrado.
Como se sabe, o acesso ao ambiente e à qualidade de vida constituem direitos constitucionais fundamentais de natureza análoga aos direitos, liberdades e garantias consagrados no nosso diploma fundamental.
É disso que nos fala o Artigo 66.º da Constituição da República Portuguesa!



Post Scriptum: a minha formação, origem e paixão por Caldas de S. Jorge, não me permite aceitar, como uma inevitabilidade, as conclusões do (dito) estudo. As pessoas devem ter direito à indignação. O “repto” que nos lançam, deve pois, do meu ponto de vista, ser levado a sério...

terça-feira, 2 de março de 2010

INCONGRUÊNCIAS...

Foi apresentado o Relatório Preliminar (e aberto o período de consulta pública) sobre o processo de selecção do local para implantação do Novo Aterro do Sistema Multimunicipal da SULDOURO.

Desenvolvido pelo IDAD - Instituto do Ambiente e Desenvolvimento da Universidade de Aveiro, o documento, trás à cena um conjunto de dados e argumentos que, obviamente, estão repletos de... INCONGRUÊNCIAS.

O problema é que, esse (dito) estudo, que a bem da razoabilidade, só poderia ser considerado um mero exercício académico, aponta desde logo, dois únicos locais possíveis para a eventual localização do novo aterro sanitário, a sujeitar ao "teste" da Avaliação Ambiental Estratégica.

Claro que o questionaremos e, certamente... o contestaremos.

Até breve.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Comentário do Américo Almeida à crónica "Musica, Sol e Clerasil - II (claro que o comentário merece ser postado)

"É claro que as gerações mais velhas têm sempre a tendência de comparar os seus valores e as suas referências com as gerações mais novas e quase sempre consideram que no seu tempo é que era e que a malta de agora vale pouco.
Apareceram assim as "gerações da tanga" e as "gerações rasca". Todavia, é cinzento e verdadeiro o retrato que pintas e eu, como algo mais velho, ainda consigo usar cores mais negras.
Relativamente aos meus tempos de criança e juventude, destaco sobretudo a perda e desconsideração de valores outrora fundamentais, como o respeito, pelos outros e sobretudo pelos pais e pelos mais velhos; outros valores como a disciplina e espírito de sacrifício estão totalmente fora de contexto e de moda.
Já nem vou pelos valores marcadamente religiosos, que esses já nem entrem nas contas actuais.
É claro que os tempos eram outros, sem computadores, sem internet, sem telemóveis, sem automóveis e poucas com bicicleta. Hoje as facilidades são por demais e não surpreende que as crianças e os jovens não tenham a mínima noção do que passaram os seus pais e avós.
Os tempos e os contextos são diferentes mas, apesar de todo o actual progresso, não vejo com optimismo o futuro das coisas e das pessoas. De facto hoje os filhos representam um cada vez maior encargo para os pais, nem sempre com possibilidades de sustentar a sua formação. Não surpreende ainda que o próprio futuro e velhice de muitos pais esteja a ser hipotecada pela formação dos filhos já que o Estado, ampliando os limites da escolaridade obrigatória, nunca foi capaz de criar condições que permitissem aos pais e famílias suportar esse acréscimod e investimento.
Veja-se por mim: De uma família de quase uma dezena de irmãos, a partir dos 12 anos estávamos todos a trabalhar para ajuda do sustento da casa; HOje, com uma filha na Universidade, não estou a vê-la a autonomizar-se antes dos 26/30 anos e todos nós sabemos quanto importa tal encargo.
Certamente que alguns destes filhos saberão um dia retribuir o esforço e amparar os pais em caso de necessidade, mas serão sempre poucos os casos e por isso que ninguém conte com esse "ovo no cu da galinha".
Em todo este cenários, é verdade que os pais actuais têm muita responsabilidade por este estado de coisas, este estado de permanente diversão dos filhos, num mundo de irresponsabilidades, mas o Estado e a sociedade em muito contribuiram para esta situação. Retiraram ou limitaram a autoridade à própria autoridade e aos pais e hoje ninguém pode dar um tabefe num filho. A escola há muito que se demitiu da sua função educativa e chegamos a estre ponto onde ninguém respeita ninguém, onde ninguém teme ninguém, tanto ao nível da autoridade, como disse, como da própria justiça.
Perante este negro quadro, que pode ser visto diariamente quando se ouve as notícias e se lê os jornais, atrevo-me a dizer um palavrão: -Agora a sociedade que se foda. Tem o que merece. Permitiu que a liberdade se transformasse em libertinagem, incentiva a malandrice, apoia a irresponsabilidade e paga a incompetência.
- Que se foda!"


Já agora aproveitem e visitem A. Almeida em
http://americoalmeida.blogspot.com/

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(Re)lendo
A CRÓNICA COMENTADA

Musica, Sol e Clerasil - II

Passaram, seguramente, quase vinte anos.

A malta cresceu. Hoje, pode-se considerar que, salvo uma ou outra excepção, o pessoal se enquadra naquela franja de indivíduos relativamente bem sucedida (uns mais, outros nem por isso), com emprego, e tempo para tomar um café, ao fim de semana, num dos estabelecimentos da vila. Alguns deles, ainda apresentam marcas nos joelhos, que teimam em perpetuar, para todo o sempre, o fantástico tempo dos campeonatos de concharinha, realizados no parque das termas.

E entretanto, passamos a olhar para os "miúdos" nascidos na segunda metade da década de 80 com alguma perplexidade, embora, não raras as vezes, com um misto de reprovação e inveja.

Porquê?
Porque os gajos estão cheios de "sangue na guelra" e agora não faltam sítios ou locais para se divertirem. À grande e à francesa. E nós, os trintões ou quarentões, já com algumas brancas, andamos é preocupados em cumprir com as "obrigações" para com a banca, e em arranjar uns cobres para passar oito dias num apartamento manhoso da Quarteira (a 800 metros da praia), e a segunda quinzena de Agosto "enfiados" numa barraca alugada da Praia da Seca em Espinho.

Ainda por cima, já não estamos em tempo de ter as nossas escapadelas, para jogar um sobe e desce no final da noite. Ou ainda, ir tomar um copo, às Sextas-Feiras, a um desses novos locais da "moda" (os novos DJ´s não são capazes de passar nada do tipo Simple Minds, Dire Straits ou The Clash? Aposto até que não sabem o que é o Blitz...).

Chego portanto à conclusão que os miúdos nascidos na segunda metade da década de 80, são mais do tipo "...pum, pum, pum... Ya? Tá-se bem...".

É desses que eu vos quero falar.

Sempre a curtir um bom som, é usual vê-los, a partir de Quinta-Feira, com os seus óculos D&G, caminhando sobre uns sapatos de cabedal, desenhados pelo Vieira (o estilista de S. João da Madeira), a entrar num dos ginásios mais in da região. Daqueles ginásios ou, se quiserem, daqueles espaços de "pseudocultura urbana" que proliferam um pouco por todo o país e que têm uns aparelhos esquisitos onde se pratica um "desporto" que chamam de solário, ou "...qualquer cena do género...".

Apesar de serem raros os que terão aprendido a tabuada dos 7, e de terem chumbado duas vezes seguidas no décimo primeiro são, no entanto, geralmente, uns verdadeiros "Ases" no manuseamento dos telemóveis de última geração. Daqueles que fazem contas e têm jogos. Aprenderam também uma linguagem esquisita sms - "dakelas k qq ser hu mano tb keria e sonha aprender...".

Transformaram-se em catedráticos da noite. Raros são os segredos que a noite encerra aos tipos que, ainda continuam a tentar conquistar as garotas escondidos atrás de, pelo menos, dois centímetros de clerasil.

Pode ser que consigam ter uma profissão de referência, com futuro... Mas isto está cada vez mais difícil. Cada ano que passa, existem mais cursos superiores, e a maior parte deles (cursos) não servem rigorosamente para nada. Apenas para "sacar" o dinheirito aos "velhotes". Aliás, poucos são os que conseguiram entrar no curso desejado...

A "emancipação" dos jovens actuais será, portanto, muito tardia. Não têm solução: os tais "velhotes" (papás) vão ter que lhes "desenrascar uma ajudinha", pelo menos, por mais quinze anos.

É certo que há excepções.
Mas, essas excepções são tão poucas, que nem sequer lhes permite constituir uma equipa de futebol de "salão" para jogar ao Sábado à tarde nos "ringues" de Arcozelo ou de Azevedo... A esses, resta-lhes continuar, resignados à solidão da leitura do último livro do Rui Zink ou então, a preencher as palavras cruzadas do Público que, normalmente, se encontra impregnado de restos de café, em cima da mesa do canto (por vezes ainda conseguem apanhar o Sudoku a meio, podendo por isso, arriscar em decifrá-lo).

Mas, estas excepções, quase de certeza, não dizem respeito a miúdos normais.

Hoje, tal como há dias dizia, jovens normais, continuam a ser, mais do tipo ... MUSICA, SOL E CLERASIL, ao que se pode acrescentar um "... pum, pum, pum. Ya? Tá-se bem...".

Escusado será dizer que, provavelmente, terei de me ir habituando a esse cenário. Assim que os meus "rebentos" ou "herdeiros" começarem a crescer, terão de demonstrar perante a nossa sociedade que, afinal de contas, são putos normais...

Portanto, começo a perder a esperança de os ensinar a mergulhar na Várzea. Começo a perder a esperança de os levar à porta da discoteca e combinar a hora do regresso, antes da uma da manha. Começo a perder a esperança que eles não apreciem aquela bebida que alguém diz "dar asas" – uma tal de Red Bull.

Já perdi até a esperança que eles, algum dia, saibam o que é subir a uma árvore e mastigar uma maça de S. João.

Parece até, que já me estou a ver, ao Domingo, no Gaia Shopping, a comprar resmas e resmas de Clerasil...

Definitivamente, começo a ficar preocupado!


(crónica escrita em Maio de 2007)
- Postado a 10 de Fevereiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Madeira e Aluviões


(Planta do Funchal, Brigadeiro Reinaldo Oudinot, 1804)

As minhas primeiras palavras são de solidariedade para com os habitantes da Madeira, neste momento de tamanha consternação motivado pela catástrofe que atingiu a Ilha no passado Sábado, 20 de Fevereiro.

E, porque entendo que estas alturas não são próprias para procurar culpados, talvez os dados que consegui recolher possam ser úteis para melhor ajuizarmos o que está, de facto, em causa.

A actividade vulcânica submarina que formou as ilhas do Arquipélago da Madeira, actualmente adormecida, criou-lhes um relevo único e peculiar. Em milhões de anos, estas ilhas do Atlântico Norte contaram com agentes da natureza que as modificaram até à actualidade.

De entre esses agentes, a acção da água das chuvas e do mar, foram preponderantes no moldar o relevo das ilhas, que quimicamente e mecanicamente desgastaram as diferentes rochas vulcânicas.

Daí, há que identificar objectivamente, os desastres naturais que tradicionalmente acontecem na Madeira desde há séculos até a actualidade: as enxurradas (aluviões), as derrocadas, os “tsunamis” e os sismos (com pouca frequência).
No caso do passado fim-de-semana, tratou-se de um Aluvião, com dimensões similares aos desastres de 1724, 1803, 1815 ou 1993 (este último com menos vítimas).
- Tanto antes como depois, verificaram-se, até aos dias de hoje, vários desastres naturais deste género na Madeira.

Por isso, mesmo correndo o risco de ser considerado, para muita gente, “politicamente incorrecto”, não alinho, assim de repente, na tese do “caos urbanístico” e “desordenamento urbano”...
Acredito mais que a dimensão do fenómeno meteorológico ou natural explique, na generalidade, o sucedido. Independentemente de existirem (como existiriam e existirão), inúmeras construções mal implantadas que, não ajudaram, em nada, á garantia da boa permeabilidade dos solos.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

FABULOSO



Animação com areia

Kseniya Simonova, ucraniana nascida em 1985, é uma animadora de areia em seu país natal. Ela foi vencedora do Got Talent 2009, a versão ucraniana do America's Got Talent.
Na sua apresentação ela usa uma enorme caixa de luz, música dramática, imaginação e o seu talento para interpretar a invasão alemã e a ocupação da Ucrânia durante a 2ª Guerra.
Se há vídeos que vale a pena circularem na internet, este é um deles. Vejam e revejam!!!!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Não vale a pena rir...

Paulo Rangel concedeu, nesta Quinta-Feira, uma entrevista ao Jornal “i”.

Há uns meses, tinha garantido aos portugueses que só em caso de hecatombe não iria cumprir o mandato de deputado europeu até ao fim.

As coisas terão mudado... E a isso já vamos estando habituados entre a generalidade da comunidade política portuguesa.

Agora, dizer que “Sempre fui atento, vivi o 25 de Abril intensamente, aos 10 anos sabia a composição dos governos de cor - enquanto os meus amigos sabiam as equipas de futebol”, essa quase me faz cair de riso.

É que... por alturas do 25 de Abril, o homem só tinha 6 anos!
O ridículo a que se chega às vezes...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Tolerância e Autocrítica (*)

Em tudo, como na vida, a razão mede-se pela força e qualidade das ideias, e não pelo insulto fácil a quem não pensa como nós...

Desse modo, a força de um partido mede-se pela capacidade de convencer as pessoas a votar nos seus projectos, principalmente quando têm ideias diferentes ou estão indecisas...

Por isso, caso afrontemos, à partida, malcriadamente e desavergonhadamente quem não pensa como nós, será extremamente difícil recrutar uma qualquer pessoa para a nossa causa...

Uma terra, uma região, um país, não é um partido, uma ideia, um projecto, uma coutada...

Uma terra, uma região, um país, é um sistema complexo de interesses antagónicos que têm de ser conciliados.

Logo, jamais algum partido poderá governar para todos satisfazer ao mesmo tempo. Pode sim, interpretar as necessidades e desejos da maioria...

Mas existirão sempre minorias vencidas, que não podem ser ignoradas...
A democracia é uma coisa difícil...

Exige de nós mais... Tolerância e Autocrítica.

Talvez em ditadura fosse mais fácil. Mas não seria, certamente (tenho a certeza), tão bom...




(*) actualíssimo

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Citações

«Também "escutar" o telefone do próximo, por muito necessário que seja, é uma ideia que me repugna. E publicar a seguir o que se ouviu, ou foi ouvido, não me parece admirável, mesmo para defesa da democracia ou da limpeza pública. Isto para explicar que, por preguiça e aversão, me perdi completamente na trapalhada em curso. Não sei quem disse o quê e a quem; de que maneira, com que fim e em que circunstâncias. Não percebo o que se tramou ou não tramou, ou se por acaso não se tramou nada.»

Vasco Pulido Valente, Público 14.02.10

Para reflectir...



“Se queres ser universal,
começa por pintar a tua aldeia”

(Liev Tolstói)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Loucura total

As coisas vão mal neste Portugal Marítimo, Republicano e Laico. Anda à solta o disparate. A manipulação política está a entrar pelas nossas portas (a)dentro...

Nos últimos dias, noticias e mais notícias têm vindo a agudizar os níveis de “crispação” um pouco por todos os sectores da sociedade portuguesa.
Do futebol à política, da banca à função pública, a loucura não pára e parece estar em roda livre.

- Vemos um pequeno (muito pequeno) jovem administrador da PT que ganha num ano aquilo que muitas famílias juntas não ganham em toda a vida (e os nossos decisores acham uma situação normal...?);

- Conhecemos jornais que, descaradamente, violam a Lei, ao publicar assuntos que estão em segredo de justiça (e continuam impunes...?);

- Assistimos ao julgamento na praça pública de cidadãos que não são sequer arguidos em qualquer processo (ninguém se importa até baterem à porta...?);

- Para se defenderem, cidadãos tentam que os tribunais interponham providência cautelar de modo a que jornais não violem a Lei, o que é entendido com um acto de censura do governo e uma suposta interferência no trabalho da comunicação social (a justiça deve demitir-se das suas funções...?);

- Jornais, seus directores e jornalistas que se recusam a receber notificações judiciais (a Lei da selva...?) ;

- Blogueur’s que promovem manifestações frente à Assembleia da República, dizendo que há falta de liberdade de expressão em Portugal (como se os blogues não fossem a prova provada da liberdade de expressão em Portugal...?);

- Abertura de telejornais com directos a insinuar a existência de actos de censura levados a efeito pelos tribunais (o Haiti já vai longe...?);

- Partidos da oposição que afirmam constantemente a falta de condições que o primeiro-ministro tem para governar o país, mas não apresentam qualquer moção de censura ao governo (imagina-se porquê...?) ;

- Encerramento de empresas todas as semanas e outros quantos pedidos de insolvência sem fim à vista (e patrões a abrir empresas com outro nome...) ;

E mais... Muito mais...
Definitivamente, começo a ficar preocupado.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Ponte(s)

A propósito das obras de (re)construção do espaço “Ilha” (que se aproximam, rapidamente, da sua conclusão), tem havido, no decorrer de todo o processo, um conjunto de posições, comentários, desabafos e até inconfidências de algumas pessoas, acerca do projecto, da obra e sua legitimidade, do tipo de concessão, da maior ou menor valia do espaço para a dinâmica de Caldas de S. Jorge, entre outros aspectos.

Felizmente que os comentários abonatórios são em muito maior número do que os depreciativos (que são, aliás, muito poucos).

Como autor do projecto, obviamente que me abstenho de comentar tais posições. Por questões deontológicas e também, porque, não vou discutir arquitectura com alguns desses comentadores.

De facto, muito do que foi dito (e escrito) é de tal forma inconsequente e sem sustentabilidade técnica, que é bem capaz de ser revelador de eventuais complexos existenciais que por aí andam.

Felizmente que são poucos... Muito poucos por sinal. São até, diria, localizados... E talvez a Gente saiba algumas das suas motivações...

Mas, por agora, o importante é, de facto, a conclusão e abertura do espaço.

Neste momento, foi instalada a estrutura base da ponte.

Ponte que é, tão só, um acesso ao edifício, uma passagem... Uma passagem para a outra margem.

E que isso possa representar, quem sabe, o pronuncio de uma passagem para uma nova era de... mentalidades...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Apresentação do livro "Mar das Especiarias"



A apresentação do livro "Mar das Especiarias", de Joaquim Magalhães de Castro (Quim-Quim), no dia 6 de Fevereiro (Termas de S. Jorge), execedeu, claramente todas as expectativas. A sala estava cheia. De amigos...

Além da explicação, na primeira pessoa, dos passos dados no Arquipélago da Indonésia para a recolha de dados, o autor presenteou os presentes com a sua natural simplicidade, clareza e entusiasmante comunicação.

É de facto, uma enorme personalidade de Caldas de S. Jorge, um humanista, que não deixou de introduzir algumas notas sobre a importancia que teve Portugal na descoberta de novos mundos: "...a Europa é que nos tem de agradecer..."

sábado, 6 de fevereiro de 2010

"Mar das Especiarias"



Caldas de S. Jorge receberá, hoje, a partir das 20h30, mais uma iniciativa de grande qualidade que, suponho, poderá ter reflexos positivos no prestígio e na divulgação dos valores culturais da Vila ou a ela relacionados.

A apresentação do livro “Mar das Especiarias”, lançado em Abril do ano passado (Editorial Presença), do autor caldense Joaquim Magalhães de Castro (Quim-Quim), que reflecte e versa acerca do riquíssimo legado português existente na Indonésia, vai decorrer nas Termas de S. Jorge e contará com a presença do também nosso conhecido médico e escritor Miguel Miranda.

É também com este tipo de iniciativas de índole cultural que podemos, de facto, contribuir para a diferenciação e distinção de Caldas de S. Jorge, recuperando a sua grandiosidade sociocultural no contexto regional e mesmo nacional.

Queiram os nossos amigos conterrâneos responder à chamada...

Nota: uma palavra especial de incentivo para o grupo de cidadãos que, despretensiosamente, avançaram para a organização da iniciativa, nomeadamente os meus amigos P. António Machado, Manuel Azevedo e, principalmente, o Angelo Cardoso. Eu, ajudei no que pude...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ser do contra é fixe!!(?)

- Toca lá a ser do contra!!(?)

Ser do contra... Isso sim, um desígnio de vida.

Só falta formar um partido político que tenha como “contrato” com a população ser realmente contra tudo, contra todos, contra tudo o que se move.

E já agora, (e) principalmente, contra todos os políticos e políticas do contra que andam por aí...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Asseios

Admito que ninguém ficará aborrecido se eu afirmar que, uma das principais competências de uma Junta de Freguesia, é pugnar pelo asseio e limpeza das vias e locais públicos da respectiva “área de actuação”.

Vem isto a propósito depois de ter percorrido, há uns dias, várias ruas e caminhos desta nossa localidade. A pé... de modo a obter uma visão mais... terrena.

Caldas de S. Jorge, continua no geral, como sempre, belíssima. Não consigo mesmo, num raio considerável, encontrar terra tão bucólica, nostálgica e com tão grandes potencialidades como esta nossa pequena aldeia (eu sei que já somos vila).

No entanto, constatei, que muitos são os espaços e bermas que se encontram “desarrumados”, cheios de ervas, mal tratados. Bem sei que o clima deste ano tem sido particularmente propício ao crescimento rápido e desenfreado de ervas e silvados um pouco por toda a região.

Mas... vamos lá ver... esta é ou não a terra da princesa das termas de Portugal?
É que se for apenas de nome, a conversa passará a ser outra.

Por isso, há que, definitivamente, saber onde centrar a discussão. Dito de outra forma, teremos de perceber quem tem a responsabilidade de manter o nosso espaço urbano limpo e bem tratado? Da Junta? Da Câmara? Terão de se afectar funcionários das Termas para a limpeza da sua área envolvente?

Bom... do meu ponto de vista, uma possível solução passará por lutar pela “fidelização” de, pelo menos, 3 funcionários permanentes da Junta de Freguesia, a expensas ou, qui ça, protocolados com a Câmara Municipal - obviamente que também será necessária a aquisição do respectivo equipamento de apoio.

De uma vez por todas, temos de entender que, se esta é uma terra preferencialmente vocacionada para o termalismo, a imagem a conferir tem de ser outra: uma imagem de uma terra limpa, bem tratada, densamente arborizada, com parques e jardins cuidados.

Porque este compromisso não diz apenas respeito aos habitantes de Caldas de S. Jorge. Esta é uma questão de âmbito concelhio e regional.

Estamos a falar de qualquer coisa (creio) como aproximadamente 40000 euros anuais para pagamento de mais 3 ou 4 funcionários a tempo inteiro (a somar aos restantes funcionários da Junta) e que se dedicariam, EXCLUSIVAMENTE, ao tratamento dos jardins, dos passeios e dos espaços públicos da freguesia.

Porque “obra”... também é destas coisas. Porque “obra” de uma Junta é, principalmente, o acto de cuidar e tratar do seu território.

E que legado nos deixariam...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Lavam. Lavam tudo...

Lavam. Lavam tudo.
Lavam. As “lavadeiras” da minha terra lavam tudo. Lavam as roupas, as suas mágoas, as suas frustrações.

As “lavadeiras” da minha terra lavam a roupa suja, impregnada de secreções da sua pele, lançadas por rios de suor, causado por dias e dias sem descanso. Trabalho por vezes duro, por vezes sujo, outras vezes limpo. Debaixo do sol, por vezes, impiedoso do Verão, do vento agreste que todos os Invernos varre as ruas e recantos da nossa aldeia.

As “lavadeiras” da minha terra lavam as suas mágoas, oriundas das dificuldades e carências desta sociedade, cada vez mais sedenta de vil metal, cujos meses longos são repletos de indesejáveis surpresas, e qui ça de enormes carências para colmatar. As doenças batem à porta, sem apelo.

A noite cai. Escura, sem lume. Triste.

As “lavadeiras” da minha terra lavam as suas frustrações. Cumprindo o velho ritual, carregam grandes “bacias” de frustrações que depositam sobre as pedras gastas de tanto esfregar.

E lavam. Lavam tudo.
Lavam a roupa, as suas mágoas e as suas frustrações...

Crónicas do "baú das recordações"

Fui vascular o “baú das recordações” e encontrei um conjunto de crónicas, escritas algures, nos últimos anos.

Completamente actuais, postá-las-ei durante os próximos tempos, sem ter, necessariamente, uma preocupação com a sua ordem cronológica.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A AMIZADE segundo Vinícius de Moraes


“Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem
intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.”

sábado, 16 de janeiro de 2010

Sociedade / SOLIDÁRIA



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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Espaço "Ilha"


A bom ritmo...
A todos os níveis...