terça-feira, 1 de dezembro de 2009

DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA A SIDA



39.5 Milhões de infectados em todo o mundo.

Vinte e cinco anos depois de detectado o primeiro caso, a Sida já matou mais de 25 milhões de pessoas em todo o mundo.

Em Portugal, há cerca de 30 mil pessoas identificadas com o vírus HIV, mas estima-se que o número de casos existentes seja muito superior aos dados oficiais.

Amílcar Soares foi infectado em 1986, tinha então 20 anos. Passados quatro anos teve a coragem de dar a cara pelos doentes mas pagou o preço: foi despedido. Um desvinculamento que ocorreu, não no local de trabalho, como seria de esperar, mas na sua casa.

Metade dos infectados em Portugal é heterossexual.

António Variações (3 de Dezembro de 1944 - 13 de Junho de 1984), morre a 13 de Junho de 1984, vítima de uma broncopneumonia, ligada à sida, sendo uma das primeiras figuras públicas portuguesas (e praticamente a única até hoje) a morrer vítima desta doença, embora a família sempre tenha negado o facto.

Tu estas só e eu mais só estou
Tu que tens o meu olhar
Tens a minha mao aberta
À espera de se fechar
Nessa tua mao deserta

Vem que o amor
Nao é o tempo
Nem é o tempo
Que o faz
Vem que o amor
É o momento
Em que eu me dou
Em que te das


Não comente. Faça antes um minuto de silêncio por aqueles que morreram vítimas desta doença.


In SOL

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

"Política" de vão-de-escada

Se a política caseira é indigesta, já a política de café e de vão-de-escada se está a tornar, a cada passo, mais intragável.

Trata-se da eterna lógica entre predadores e vítimas, cujos contornos, mais parecem retirados de um qualquer conto ficcionado da literatura de segunda escolha.

De facto, certa “política” que hoje se vai fazendo à nossa volta, funciona como balão de oxigénio para aqueles que, à sombra da sua própria insignificância, tentam, a todo o custo, ser objecto de observação.

As dores da inveja, do ciúme e da maledicência são tão agudas que nada lhes serve de apoio nem de amparo para, nem que por instantes, reflectirem sobre o mal que causam em seu redor.

Enfim...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Tolerância e Autocrítica

Em tudo, como na vida, a razão mede-se pela força e qualidade das ideias, e não pelo insulto fácil a quem não pensa como nós...

Desse modo, a força de um partido mede-se pela capacidade de convencer as pessoas a votar nos seus projectos, principalmente quando têm ideias diferentes ou estão indecisas...

Por isso, caso afrontemos, à partida, malcriadamente e desavergonhadamente quem não pensa como nós, será extremamente difícil recrutar uma qualquer pessoa para a nossa causa...

Uma terra, uma região, um país, não é um partido, uma ideia, um projecto, uma coutada...
Uma terra, uma região, um país, é um sistema complexo de interesses antagónicos que têm de ser conciliados.

Logo, jamais algum partido poderá governar para todos satisfazer ao mesmo tempo. Pode sim, interpretar as necessidades e desejos da maioria...

Mas existirão sempre minorias vencidas, que não podem ser ignoradas...
A democracia é uma coisa difícil...

Exige de nós mais... Tolerância e Autocrítica.

Talvez em ditadura fosse mais fácil. Mas não seria, certamente (tenho a certeza), tão bom...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Equacionar Estratégias - um desafio para os nossos tempos...

É hoje quase universalmente aceite, pelo menos nos meios mais técnicos e académicos, que nos encontramos numa época em que as análises macro e olhadas a uma escala mais ampla são, de facto, os grandes desafios que se colocam às cidades e ao território em geral.

Convirá então reflectir, sobre o significado de PLANEAMENTO ESTRATÉGICO e o modo como esse “exercício”, ao nível local e regional, pode constituir desafios e possíveis abordagens territoriais que contribuam para o crescimento saudável dos espaços que vivemos. No fundo, perceber que só com este tipo de abordagens se podem estabelecer princípios e valores de intervenção no território: identificar os pontos menos bons e desenvolver as potencialidades.

Nesse sentido, o processo de planeamento estratégico e o novo ciclo de desenvolvimento urbano emergente, deve apontar caminhos e estabelecer os princípios a seguir na organização do nosso território, quer seja na reabilitação, na criação de uma harmonia urbana, na problemática da integração, quer seja na ocupação selectiva e prudente dos vazios urbanos, na democratização do espaço público e, porque não, no cosmopolitismo.

Como se sabe, e convirá referir, os planos não são intemporais. É necessária uma atenção permanentemente aos ciclos civilizacionais bem como às mutações do território e da estrutura social.

Por isso, a cada momento, é necessário pensar, reflectir, discutir, criar desígnios comuns de desenvolvimento. Saber para onde queremos ir. Perceber para onde vamos…
No entanto, é fundamental a participação de todos os agentes. A definição de um bom plano estratégico será aquele que resultar de um diálogo e de um processo participativo dos agentes sociais, económicos e culturais. O processo participativo é, portanto, prioritário no que diz respeito à definição de conteúdos, na medida em que, desse processo, dependerá a viabilidade dos objectivos e actuações que se proponham para as nossas terras. Só assim se poderão recolher e unificar diagnósticos bem como estabelecer marcos coerentes para uma mobilização e uma cooperação de todos os agentes da cidade.

Entretanto, será fundamental uma clarificação: o resultado de um plano estratégico não deverá ser uma norma, nem tão pouco um regulamento. Deverá ser, se assim quisermos, uma espécie de instrumento ou contrato político entre as instituições públicas e a sociedade civil.

Acima de tudo porque o mundo mudou. E temos de perceber estas novas dinâmicas.
Sabemos por isso que temos de definir renovados modelos de desenvolvimento.
Há 10/15 anos por exemplo, víamo-nos confrontados com uma fortíssima pressão urbanística, que fez o território crescer, algumas das vezes, com menor qualidade.
Hoje, as coisas são diferentes. Diferentes porque as pessoas evoluíram e hoje exigem mais qualidade. Exigem espaços mais qualificados.
Hoje, exige-se um território Revitalizado. Um território capaz de valorizar as suas potencialidades. Capaz de criar novas oportunidades. Um território mais competitivo.
Por isso, enquanto cidadãos, não devemos pois resignar-nos à crítica pela crítica. Devemos, sim, ter uma atitude proactiva contribuindo, à maneira de cada um, para a definição dos desígnios e filosofias de desenvolvimento do nosso território.

É por aí que, do meu ponto de vista, temos de prosseguir.
Devemos então discutir o ambiente urbano. Aquilo que nos rodeia. O espaço em que vivemos e trabalhamos. Devemos pensar no património. Na mobilidade e transportes. Nos equipamentos. No uso do solo. Na vivência urbana. No principio da democratização do território. No estimulo da comunicação entre os cidadãos.

Nem que seja por uma questão de... Cidadania.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Novas Disposições Normativas para a construção de Rotundas

É evidente o número crescente de rotundas por todo país. Uma boa solução para aumentar a segurança rodoviária, mas que não dispõe de regras formais de apoio ao seu dimensionamento.

Sabe-se, entretanto, que tal situação irá mudar, a breve prazo, com a entrada em vigor do Projecto – Disposições Normativas para Dimensionamento de Rotundas (concepção geométrica e cálculo de capacidades).

O documento técnico é da autoria de uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), elaborado por solicitação da EP – Estradas de Portugal, e vai ser editado pelo Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias (InIR), passando assim a ser obrigatório o cumprimento de um conjunto de requisitos na concepção de rotundas.

Ficamos a aguardar o documento final...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Nobel da Paz - 2009



Barack Obama

"...é possível que comece a dizer-se que o Prémio Nobel da Paz foi prematuro, mas não o é se o tomarmos como um investimento".
José Saramago

"...É um prémio absolutamente merecido (...) Ele é um grande humanista e uma grande figura moral do nosso tempo, talvez a maior de todas..."
O Presidente norte-americano distinguiu-se por ter "...a capacidade de perceber que não é pela violência que se resolvem os conflitos, mas sim pelo diálogo, pela paz, pela tolerância, pelo bom entendimento entre as pessoas."
Mário Soares

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Ecos da Conferência: Uma Visão Estratégica sobre Lourosa - III





(Imagens Câmara Municipal de Santa Maria da Feira)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Indícios III



“Se queres ser universal começa por pintar a tua aldeia”

(Tolstoi)


Eu talvez (re)começasse pelo quarteirão delimitado pela “Praça das Termas”, Ponte dos Candeídos, Rua Rio Uíma e Rua António Henriques Ribeiro…

sábado, 26 de setembro de 2009

Ecos da Conferência: Uma Visão Estratégica sobre Lourosa - II



In Diário de Aveiro, edição de 26/09/2009

Ecos da Conferência: Uma Visão Estratégica Sobre Lourosa



(...)
Santa Maria da Feira: Lourosa “do futuro” prevê equipamentos de lazer para as pedreiras

"Visão estratégica para o desenvolvimento da cidade lança ideias e pontes para os empreendedores privados. Construção de “showroom da cortiça” é outra das propostas.

As pedreiras abandonadas de Lourosa ocuparam lugar de destaque no debate sobre o futuro desta cidade do concelho de Santa Maria da Feira, levado a cabo, por iniciativa da Câmara Municipal, na noite de anteontem.
Segundo o arquitecto Pedro Castro Silva, da Divisão do Planeamento da autarquia - que respondia a uma questão sobre o assunto colocada por António Cardoso, docente e candidato do PS à presidência da Assembleia Municipal –, nas duas antigas pedreiras poderão nascer “equipamentos ludico-desportivos”.
Em concreto, este técnico enumerou um parque de merendas, um parque radical “e eventualmente uma escola de ténis”. Para ressalvar, no final, que “são só ideias que vão surgindo”, ainda dependentes do prévio tratamento do “passivo ambiental” que as pedreiras representam.
Recorde-se que, em recente reunião do Executivo municipal, foi aprovada, por unanimidade, a compra das pedreiras de Lourosa por 100 mil euros, a pagar faseadamente. E que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) é parceira da edilidade no processo de compra e de requalificação ambiental dos terrenos envolvidos, havendo, ainda, uma candidatura – visando este projecto - ao QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional)".

(...)

In Diário de Aveiro, edição de 26/09/2009

U2 em Coimbra: Outubro de 2010



Depois de Alvalade, os U2 vão voltar a Portugal no próximo ano, para se estrearem em Coimbra no dia 2 de Outubro de 2010, no Estádio Cidade de Coimbra.(*)

A banda constituída por Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Muller, que em 2005 foram condecorados pelo então Presidente da República Jorge Sampaio com a Ordem da Liberdade, vem a Portugal promover o novo álbum, No line on the horizon.

Ainda em 2010, mas ainda sem confirmação definitiva (Bono já o admitiu), os U2 devem dar um concerto num local pouco usual: uma ponte. Para celebrar Istambul como capital europeia da cultura, a Turquia quer os U2 a tocar sobre a Ponte do Bósforo.

(*) Claro que lá estarei.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Conferência: Uma Visão Estratégica Sobre Lourosa



Lourosa, 24 de Setembro
21h00
Auditório da Junta de Freguesia

Abertura: Presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira
Oradores: Pedro Castro e Silva (arq.º) e Nuno Pinheiro (arq.º)
Moderador: Orlando Macedo

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Outras vistas



Vivemos o nosso quotidiano habituados a uma visão do território à nossa escala. Vamos percepcionando o espaço onde vivemos quando nos deslocamos a pé ou quando nos deslocamos de automóvel. Por vezes o avião também nos permite olhar para o solo de forma diferente.

Devo dizer que, apesar de não ser viciado em adrenalina, gosto bastante de emoções.
E parecendo que não... a minha profissão, já proporciona, por vezes, fortes emoções. Mas nada é comparado a andar de helicóptero.

Foi o que consegui “apurar” há cerca de 4 anos quando tive o privilégio de sobrevoar o concelho de Santa Maria da Feira, para um (re)conhecimento territorial.

Além da surpresa que foi perceber a intensidade de “tráfego” que a toda a hora se verifica (é necessário obter autorizações permanentes para mudar de altitude, devido ao movimento de aparelhos comerciais, militares e civis que ocupam o espaço aéreo), posso assegurar-vos que a vista é fantástica. É uma coisa do outro mundo.

Ficamos a ver o território de forma diferente.

Como não podia deixar de ser, sobrevoei a nossa Vila de Caldas de S. Jorge.
Uma vista soberba...

É com uma dessas imagens que na altura consegui assegurar que vos deixo.

- “Um outro ponto de vista...”.

(Entretanto, a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, lançou o ATLAS de Santa Maria da Feira. Existem dezenas de imagens aéreas (actuais) do concelho - entre as quais, algumas de Caldas de S. Jorge - Vale a pena adquirir)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Indícios II



Um Rio.
Um Vale.
Um Legado.

Que se têm de aproveitar... e potenciar...

Ilha e espaços adjacentes



(imagem retirada a partir do ATLAS de Santa Maria da Feira)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Indícios



Podemos hoje dizer que Caldas de S. Jorge possui um projecto a médio e longo prazo?

A esse nível, “coisas” há que já foram feitas. E “coisas” há que estão pensadas…

No entanto, para a definição de uma visão estratégica e de múltiplas oportunidades para a renovação urbana de Caldas de S. Jorge, para o aumento da sua competitividade e para a sua afirmação no panorama regional, nacional e mesmo internacional (sobretudo ibérico) como um espaço de excelência ao nível do turismo e da especificidade da industria da puericultura, muitos caminhos ainda temos de trilhar.

O caminho a percorrer é longo e o horizonte temporal de muitas acções e projectos ainda não está traçado.

Mas existem “sinais” que podem significar indícios. Que foram, despretensiosamente, por aí deixados.

Queiram os agentes saber interpretá-los…

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Novo World Trade Center - concluído até 2012

O que realmente aconteceu no World Trade Center

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Caso resolvido

Confesso que não percebo determinadas reacções, um pouco por toda a minha direita, à “liquidação” do Jornal Nacional da TVI, apresentado às Sextas pela MMG.

Foi, de facto, um verdadeiro hino ao bom senso que a Prisa proporcionou aos telespectadores portugueses.

Pensar que Sócrates deu ordem para sanear a suposta “jornalista” MMG a 20 dias das eleições, parece mais um guião de uma qualquer comédia em cena no Parque Mayer. Só pode.

Haverá, certamente, muito por onde criticar este governo. Mas a este nível, não creio ser, objectivamente, o caminho mais correcto.

Admitamos, por isso, que a Prisa tenha escolhido apostar na credibilidade da estação em alternativa à tentação de ceder ao poder das audiências.

Talvez o Mário Crespo tenha encontrado a colega ideal para a escrita dos seus artigos...