quinta-feira, 23 de abril de 2009

“Boa noite. Eu sou MMG – Parte III”

Na sequência da entrevista de José Sócrates à RTP1, transmitida na passada Terça-Feira, a jornalista Manuela Moura Guedes anunciou que irá processar o Primeiro-Ministro por difamação.

Nessa entrevista, Sócrates referiu-se ao telejornal das 20h de Sexta-Feira na TVI, apresentado por MMG como sendo “travestido” e feito “de ódio e perseguição”. “Aquilo não é um telejornal, é uma caça ao homem”, afirmou Sócrates.

Para a jornalista, estas frases demonstram "que a pessoa que exerce o cargo de primeiro-ministro lida muito mal com a liberdade de informação".

Ainda nessa sequência, pelos vistos, o director da TVI e marido da jornalista (coincidência), José Eduardo Moniz, também irá processar o Primeiro-Ministro.

Dizem os senhores da (des)informação que, sobre o caso Freeport, “a TVI só relatou factos e não inventou imagens, sons ou afirmações, que o país tem assistido com espanto".

Ora muito bem...

Lembram-se do que aqui eu escrevi há uns dias?

Nem mais... Sócrates não disse nada que eu (e muitos portugueses) já não tenhamos pensado.

Não é o caso Freeport que a mim, particularmente, me incomoda. O que me incomoda é o histerismo irritante da senhora MMG e o facto do referido telejornal ser quase exclusivamente dedicado ao Primeiro-Ministro (que por acaso é o Sócrates). De jornalismo aquilo não tem nada. Aliás, o tom depreciativo e brejeiro leva-me a pensar que existirá um indisfarsável ódio de estimação que a MMG nutre pelo Primeiro-ministro.

Que a Justiça funcione é o que todos necessitamos. Que a justiça seja feita pelos tribunais é o que desejamos.

Por isso, na ausência de provas claras e documentadas, que ninguém seja levianamente julgado à Sexta-Feira à noite, num qualquer televisor perto de si.


(Nota: Se, como diz MMG, o Primeiro-Ministro lida mal com a liberdade de expressão, já a referida jornalista parece lidar mal com a liberdade de opinião...)

Um comentário:

Ângelo M. M. Cardoso disse...

Como diz o Brasileiro;

“Pimenta no cu dos outros para mim é refresco…”

Fica tudo reduzido a estas palavras,