sexta-feira, 16 de outubro de 2015
RMUE - Município de Santa Maria da Feira
Após a entrada em vigor da revisão do Plano Director Municipal de Santa Maria da Feira, foi hoje publicado, em Diário da República, o novo REGULAMENTO MUNICIPAL DE URBANIZAÇÃO E EDIFICAÇÃO (D.R. Aviso n. 11903/2015).
O novo RMUE, que entra em vigor na próxima segunda-feira, pretende ser o corolário de todas as inovações e alterações legislativas e regulamentares, designadamente da estratégia definida no âmbito do processo de revisão do PDM e do resultado da prática e da experiência acumuladas que tenha reflexo directo na paisagem urbana.
sábado, 3 de outubro de 2015
Conversas nas paisagens da diversidade urbana
“Por dentro da AMP” é um projecto que pretende debater a contemporaneidade urbana da Área Metropolitana do Porto (AMP).
Através de visitas-guiadas a lugares metropolitanos seleccionados, reflecte-se e questiona-se a ideia de um espaço coeso, compacto e centralizado no Porto, dando a conhecer a natureza diversa e complexa dos processos de transformação urbana e paisagens deles decorrentes.
“Sob a abrangência territorial da AMP e as temáticas mais reveladoras da explosão do urbano, a construção dos percursos interpela e provoca os intervenientes das instituições locais e da investigação urbanística que guiarão estas viagens metropolitanas”.
O primeiro encontro realizou-se, esta tarde, em Santa Maria da Feira.
Com um conjunto de investigadores e técnicos de alguns municípios da AMP (guiados por Ivo Oliveira, autor da tese de doutoramento “Revisões da Infraestrutura Viária Local: o reconhecimento do Lugar Público no Território Desruralizado e Extensamente Urbanizado de Santa Maria da Feira”) visitamos e conversamos sobre a questão da infraestrutura e urbanização em Santa Maria da Feira.
Reflectindo sobre alguns “fenómenos urbanos do território, iniciamos o percurso através da linha do Vouga entre a estação da “Vila da Feira” na sede do concelho, e a estação/apeadeiro de “Sampaio de Oleiros” (são assim denominadas).
A caminhar entre Oleiros e o Museu do Papel de Paços de Brandão fomos “trocando ideias” sobre a relação entre a indústria e o actual padrão territorial em que se destacam alguns loteamentos urbanos dos anos 70, 80 e 90 bem como as quintas e espaços verdes que resistem e contribuem para a manutenção do equilíbrio e dimensão urbana do território.
Percorremos depois, de autocarro, o eixo “Paços de Brandão-Lamas-Lourosa-Fiães” para reflexão sobre os principais fenómenos urbanos de Santa Maria da Feira, a industria corticeira, a sua relação com a estrutura urbana, a Estrada Nacional 1, as conexões a explorar ao nível transportes colectivos. Contemplamos também, por momentos, o Vale do Uíma e abordamos o papel do sistema hidrográfico e dos espaços agrícolas na caracterização da urbanização (os passadiços do Uíma tornar-se-ão, naturalmente, uma espécie de rede capilar que potenciará a relação entre o espaço urbano e o espaço natural).
De regresso a Santa Maria da Feira, percorremos ainda a EN 326 (passando pelo cruzamento com a EN 223, na Corga de Lobão) até Louredo, inflectindo aí em direcção aos limites entre Romariz e Guisande local onde pudemos “observar” o canal da A32 e tentar perceber as transformações resultantes da inserção das novas infraestruturas viárias e sua potencial relação com o desenvolvimento futuro do território local.
Tempo também para explorar a área envolvente às Termas de S. Jorge, sua relação com o Uíma e dar a conhecer o “cluster” nacional da industrial de puericultura.
Mesmo a finalizar, uma passagem pela “Estrada Real” e reflexão acerca do seu papel na história, a sua transformação e o seu potencial como referência urbana e turística da região.
Este projecto integra-se no âmbito da “ARQ OUT 2015” da Ordem dos Arquitectos (SRN): a celebração do Dia Mundial da Arquitectura é na primeira segunda-feira do mês de Outubro e tem nestes e noutras iniciativas o prolongamento das comemorações a todo o mês de Outubro.
PNCS, 03 de Outubro de 2015
domingo, 22 de março de 2015
JORGE PALMA
JORGE PALMA ao piano, na companhia do filho Vicente Palma e do acordeonista Gabriel Gomes (Sétima Legião), proporcionou-nos no Sábado, 21 de Março, um concerto memorável no cineteatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira.
Integrado na tour acústica “íntimo”, Palma viajou pelos seus 40 anos de carreira.
Um espectáculo diferente. Um espectáculo único.
Excelente.
”...Enquanto houver estrada p´ra andar
a gente vai continuar...”
sábado, 7 de março de 2015
Lavam. Lavam tudo...
Lavam. Lavam tudo.
Lavam. As “lavadeiras” da minha terra lavam tudo. Lavam as roupas, as suas mágoas, as suas frustrações.
As “lavadeiras” da minha terra lavam a roupa suja, impregnada de secreções da sua pele, lançadas por rios de suor, causado por dias e dias sem descanso. Trabalho por vezes duro, por vezes sujo, outras vezes limpo. Debaixo do sol, por vezes, impiedoso do Verão, do vento agreste que todos os Invernos varre as ruas e recantos da nossa aldeia.
As “lavadeiras” da minha terra lavam as suas mágoas, oriundas das dificuldades e carências desta sociedade, cada vez mais sedenta de vil metal, cujos meses longos são repletos de indesejáveis surpresas, e qui ça de enormes carências para colmatar. As doenças batem à porta, sem apelo.
A noite cai. Escura, sem lume. Triste.
As “lavadeiras” da minha terra lavam as suas frustrações. Cumprindo o velho ritual, carregam grandes “bacias” de frustrações que depositam sobre as pedras gastas de tanto esfregar.
E lavam. Lavam tudo.
Lavam a roupa, as suas mágoas e as suas frustrações...
(2010, 27/01)
Lavam. As “lavadeiras” da minha terra lavam tudo. Lavam as roupas, as suas mágoas, as suas frustrações.
As “lavadeiras” da minha terra lavam a roupa suja, impregnada de secreções da sua pele, lançadas por rios de suor, causado por dias e dias sem descanso. Trabalho por vezes duro, por vezes sujo, outras vezes limpo. Debaixo do sol, por vezes, impiedoso do Verão, do vento agreste que todos os Invernos varre as ruas e recantos da nossa aldeia.
As “lavadeiras” da minha terra lavam as suas mágoas, oriundas das dificuldades e carências desta sociedade, cada vez mais sedenta de vil metal, cujos meses longos são repletos de indesejáveis surpresas, e qui ça de enormes carências para colmatar. As doenças batem à porta, sem apelo.
A noite cai. Escura, sem lume. Triste.
As “lavadeiras” da minha terra lavam as suas frustrações. Cumprindo o velho ritual, carregam grandes “bacias” de frustrações que depositam sobre as pedras gastas de tanto esfregar.
E lavam. Lavam tudo.
Lavam a roupa, as suas mágoas e as suas frustrações...
(2010, 27/01)
sexta-feira, 6 de março de 2015
2015 / Março
2015, Março.
Para que a amnésia, o esquecimento e o amadorismo não sejam a tónica dominante neste pequeno lugar chamado Portugal.
Novamente crónicas, pensamentos, desabafos. O registo de "certas confidências".
Vila Meã I Casa Rodrigo Marques
Na edição de Janeiro/Março 2003 da Revista Arquitectura & Construção, tive o privilégio de ver publicado um dos meus primeiros trabalhos profissionais realizado "a solo".
Talvez em breve, possa revisitar o meu amigo Rodrigo Marques, no seu retiro de fim-de-semana, lá no pequeno lugar de Vila Meã, pertinho do centro de Cerveira.




Talvez em breve, possa revisitar o meu amigo Rodrigo Marques, no seu retiro de fim-de-semana, lá no pequeno lugar de Vila Meã, pertinho do centro de Cerveira.




segunda-feira, 10 de novembro de 2014
"Os pobrezinhos" (*)
"Na minha família os animais domésticos não eram cães nem gatos nem pássaros; na minha família os animais domésticos eram pobres. Cada uma das minhas tias tinha o seu pobre, pessoal e intransmissível, que vinha a casa dos meus avós uma vez por semana buscar, com um sorriso agradecido, a ração de roupa e c...omida.
Os pobres, para além de serem obviamente pobres (de preferência descalços, para poderem ser calçados pelos donos; de preferência rotos, para poderem vestir camisas velhas que se salvavam, desse modo, de um destino natural de esfregões; de preferência doentes a fim de receberem uma embalagem de aspirina), deviam possuir outras características imprescindíveis: irem à missa, baptizarem os filhos, não andarem bêbedos, e sobretudo, manterem-se orgulhosamente fiéis a quem pertenciam. Parece que ainda estou a ver um homem de sumptuosos farrapos, parecido com o Tolstoi até na barba, responder, ofendido e soberbo, a uma prima distraída que insistia em oferecer-lhe uma camisola que nenhum de nós queria:
- Eu não sou o seu pobre; eu sou o pobre da minha Teresinha.
O plural de pobre não era «pobres». O plural de pobre era «esta gente». No Natal e na Páscoa as tias reuniam-se em bando, armadas de fatias de bolo-rei, saquinhos de amêndoas e outras delícias equivalentes, e deslocavam-se piedosamente ao sítio onde os seus animais domésticos habitavam, isto é, uma bairro de casas de madeira da periferia de Benfica, nas Pedralvas e junto à Estrada Militar, a fim de distribuírem, numa pompa de reis magos, peúgas de lã, cuecas, sandálias que não serviam a ninguém, pagelas de Nossa Senhora de Fátima e outras maravilhas de igual calibre. Os pobres surgiam das suas barracas, alvoraçados e gratos, e as minhas tias preveniam-me logo, enxotando-os com as costas da mão:
- Não se chegue muito que esta gente tem piolhos.
Nessas alturas, e só nessas alturas, era permitido oferecer aos pobres, presente sempre perigoso por correr o risco de ser gasto(- Esta gente, coitada, não tem noção do dinheiro)
de forma de deletéria e irresponsável.
O pobre da minha Carlota, por exemplo, foi proibido de entrar na casa dos meus avós porque, quando ela lhe meteu dez tostões na palma recomendando, maternal, preocupada com a saúde do seu animal doméstico
- Agora veja lá, não gaste tudo em vinho
o atrevido lhe respondeu, malcriadíssimo:
- Não, minha senhora, vou comprar um Alfa-Romeu
Os filhos dos pobres definiam-se por não irem à escola, serem magrinhos e morrerem muito. Ao perguntar as razões destas características insólitas foi-me dito com um encolher de ombros
- O que é que o menino quer, esta gente é assim
e eu entendi que ser pobre, mais do que um destino, era uma espécie de vocação, como ter jeito para jogar bridge ou para tocar piano.
Ao amor dos pobres presidiam duas criaturas do oratório da minha avó, uma em barro e outra em fotografia, que eram o padre Cruz e a Sãozinha, as quais dirigiam a caridade sob um crucifixo de mogno. O padre Cruz era um sujeito chupado, de batina, e a Sãozinha uma jovem cheia de medalhas, com um sorriso alcoviteiro de actriz de cinema das pastilhas elásticas, que me informaram ter oferecido exemplarmente a vida a Deus em troca da saúde dos pais. A actriz bateu a bota, o pai ficou óptimo e, a partir da altura em que revelaram este milagre, tremia de pânico que a minha mãe, espirrando, me ordenasse
- Ora ofereça lá a vida que estou farta de me assoar
e eu fosse direitinho para o cemitério a fim de ela não ter de beber chás de limão.
Na minha ideia o padre Cruz e a Saõzinha eram casados, tanto mais que num boletim que a minha família assinava, chamado «Almanaque da Sãozinha», se narravam, em comunhão de bens, os milagres de ambos que consistiam geralmente em curas de paralíticos e vigésimos premiados, milagres inacreditavelmente acompanhados de odores dulcíssimos a incenso.
Tanto pobre, tanta Sãozinha e tanto cheiro irritavam-me. E creio que foi por essa época que principiei a olhar, com afecto crescente, uma gravura poeirenta atirada para o sótão que mostrava uma jubilosa multidão de pobres em torno da guilhotina onde cortavam a cabeça aos reis".
(*)por LOBO ANTUNES
sábado, 7 de dezembro de 2013
M A D I B A
"Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos".
Nelson Rolihlahla Mandela
(Mvezo, 18 de julho de 1918 — Joanesburgo, 5 de dezembro de 2013)
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
domingo, 2 de dezembro de 2012
Não falo do que não sei
Não falo do que não sei. Sei que não sei de tudo.
Irritam-me pois, aquelas pessoas que insistem numa opinião sobre algo que lhes surge, assim como que... repentinamente.
Toda a gente precisa de ter "razão" na sua "interacção social".
Pois um dos defeitos graves que Portugal enferma é no argumento de que todas as opiniões são válidas.
- Não! Não é verdade. Sou alérgico a isso.
Mas sim, sou um tipo com "fair-play".
- Existir debate é vital!
sábado, 17 de novembro de 2012
2012
........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ ......... ......... ...... ..... .... ... .. . :)
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
Da "Multifuncionalidade" do CCTAR ao seu posicionamento estratégico...
A multifuncionalidade do Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua, permite-lhe valências, para as mais diversas artes performativas, que são difíceis de encontrar na generalidade das salas do país. Não se pode pois, dissociar, o interesse estratégico do complexo (Pólo 1 e Pólo 2) que criará uma enorme aptência nos produtores culturais e nas escolas de formação de teatro e de música.
Não esquecendo a determinação de minimizar o investimento, numa época de difícil conjuntura económica de Portugal e da Europa, e numa perspectiva de controlo rigoroso e minimização dos custos de exploração e manutenção, Santa Maria da Feira ficará a dispor de um equipamento de elevada qualidade, com uma especificidade única no país e marcante em toda esta vasta região da Grande Área Metropolitana do Porto.
Esta é uma oportunidade única para que Santa Maria da Feira possua um complexo de cariz cultural criado de raíz e que contribua para a confirmação do muncípio como a “capital” do teatro e artes de rua no país.
Hoje, como dantes, é importante que a arquitectura e as artes em geral, revelem e marquem a sua época, não apagando “memórias” nem as marcas da história e cultura antecedentes.
O Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua, contemporâneo, moderno, versátil, substituirá o que já foi ultrapassado, respeitando contudo, a memória dos que, noutros tempos, já viveram a cultura e o território com alegria…
(...)
Não esquecendo a determinação de minimizar o investimento, numa época de difícil conjuntura económica de Portugal e da Europa, e numa perspectiva de controlo rigoroso e minimização dos custos de exploração e manutenção, Santa Maria da Feira ficará a dispor de um equipamento de elevada qualidade, com uma especificidade única no país e marcante em toda esta vasta região da Grande Área Metropolitana do Porto.
Esta é uma oportunidade única para que Santa Maria da Feira possua um complexo de cariz cultural criado de raíz e que contribua para a confirmação do muncípio como a “capital” do teatro e artes de rua no país.
Hoje, como dantes, é importante que a arquitectura e as artes em geral, revelem e marquem a sua época, não apagando “memórias” nem as marcas da história e cultura antecedentes.
O Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua, contemporâneo, moderno, versátil, substituirá o que já foi ultrapassado, respeitando contudo, a memória dos que, noutros tempos, já viveram a cultura e o território com alegria…
(...)
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
CCTAR - Caixa das Artes
Apresentação pública do projecto do "Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua" .
Sexta-Feira, 11 de Novembro de 2011.
Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, 21h00.
Sexta-Feira, 11 de Novembro de 2011.
Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, 21h00.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Cultura
“A cultura não deve sofrer nenhuma coerção por parte do poder, político ou económico, mas ser ajudada por um e por outro em todas as formas de iniciativa pública e privada conforme o verdadeiro humanismo, a tradição e o espírito autêntico de cada povo”.
Papa João Paulo II
Papa João Paulo II
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
CCTAR no Correio da Feira

"Projecto(s) merecem elogios do PS"
"O PS elogiou o projecto para a construção do Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua, destacando a sua qualidade. A obra será erguida em dois pólos, distanciados três quilómetros entre si".
(...)
"O projecto do Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua (CCTAR), a construir em Santa Maria da Feira, foi reformulado e mereceu os elogios dos vereadores do PS, com António Bastos a destacar a qualidade do trabalho desenvolvido pelos serviços da autarquia. O valor da obra atinge agora o 7.7 milhões de euros, menos 4.3 milhões do que o inicialmente previsto. "Foi reduzido o volume de construção e alterados os materiais a usar, mas sem que isso tivesse colocado em causa a sua qualidade" - reconheceu António Bastos.
O CCTAR pretende constituir-se como uma aposta multidisciplinar nas áreas de criação e apoio a artistas, pelo que acolherá residências artísticas; uma incubadora da criatividade para artistas emergentes; um sector de acolhimento empresarial de negócios criativos; um serviço de aprendizagem e educação criativa; um departamento de investigação para artes do espaço público e espaços cénicos, de (re)criação e representação artística".
(...)
in "Correio da Feira", edição de 7 de Novembro de 2011
CCTAR no "Terras da Feira"
Novo centro de artes é mais transparente e mais barato
(...)
O CCTAR – Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua de Santa Maria da Feira mantém os dois pólos do projecto inicial: um no lugar do Cine-Teatro António Lamoso e outro na zona industrial do Roligo, em Espargo. Mas há mudanças estruturais, uma nova abordagem depois da decisão de aproximar os 12 milhões aos 7,3 milhões da comparticipação comunitária. O orçamento previsto emagreceu assim para os 7,5 milhões de euros. Na última reunião de Câmara, o projecto foi aprovado por unanimidade. Segue-se agora a abertura do concurso para a concretização da obra.
(...)
in "Terras da Feira", edição de 7 de Novembro de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
UEFA EUROPA LEAGUE
segunda-feira, 25 de abril de 2011
25 de Abril

ESPERANÇA
Quero que sejas
A última palavra
Da minha boca.
A mortalha de sol
Que me cubra e resuma.
Mas como à despedida só há bruma
No entendimento,
E o próprio alento
Atraiçoa a vontade,
Grito agora o teu nome aos quatro ventos.
Juro-te, enquanto posso, lealdade
Por toda a vida e em todos os momentos.
Miguel Torga
quarta-feira, 20 de abril de 2011
COMPETÊNCIA!
sexta-feira, 15 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Prémio Prtitzker 2011: Eduardo Souto Moura
Eduardo Souto Moura é o vencedor do Prémio Pritzker 2011. Mais uma vez a Arquitectura Portuguesa é distinguida ao mais alto nível mundial, depois de Álvaro Siza Vieira em 1992.
Eduardo Souto de Moura was awarded the 2011 Pritzker Architecture Prize.

Museu Paula Rego, Casa das Histórias, Cascais, Portugal, 2009
Eduardo Souto de Moura was awarded the 2011 Pritzker Architecture Prize.

Museu Paula Rego, Casa das Histórias, Cascais, Portugal, 2009
quinta-feira, 3 de março de 2011
Coisas... de cidade...
As cidades, como as civilizações, nascem, crescem, declinam e morrem quando lhes faltam os recursos que as mantêm vivas e, acima de tudo, quando não possuem um projecto de vida próprio.
Julgo, se a memória não me atraiçoa, que Santa Maria da Feira tem hoje, com o CCTAR, uma oportunidade quase “épica” de “fazer contas” com alguns elementos urbanos, fundamentais para a definição de “memórias colectivas” e para a consciencialização global de melhores vivências.
Criar condições para levar a cultura às pessoas é, em si (creio), também um nobre acto de cultura. De cidadania. Mas também o é a opção de criar praças, espaços de vivência urbana, equipamentos. Qualificar o espaço público.
Torna-se pois, importante, discutir pontos de vista. Visões. Soluções.
Mas sem “saudosismos”. E sem arregimentações...
Ser “do-contra-porque-sim”... não será, estou certo, o melhor caminho.
Julgo, se a memória não me atraiçoa, que Santa Maria da Feira tem hoje, com o CCTAR, uma oportunidade quase “épica” de “fazer contas” com alguns elementos urbanos, fundamentais para a definição de “memórias colectivas” e para a consciencialização global de melhores vivências.
Criar condições para levar a cultura às pessoas é, em si (creio), também um nobre acto de cultura. De cidadania. Mas também o é a opção de criar praças, espaços de vivência urbana, equipamentos. Qualificar o espaço público.
Torna-se pois, importante, discutir pontos de vista. Visões. Soluções.
Mas sem “saudosismos”. E sem arregimentações...
Ser “do-contra-porque-sim”... não será, estou certo, o melhor caminho.
terça-feira, 1 de março de 2011
CCTAR - a nova CAIXA DAS ARTES
"CAIXA DAS ARTES promove indústrias criativasCom uma longa e consolidada experiência no domínio das Artes e Teatro de Rua, associada a eventos culturais de referência como o festival Imaginarius, a Viagem Medieval e a Terra dos Sonhos, que potenciam a oferta turística da Região Norte, o município de Santa Maria da Feira avança agora para um novo patamar de desenvolvimento nesta área, com a construção do Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua (CAIXA DAS ARTES).

A experiência adquirida nesta área, as condições criadas e a atractividade que exerce sobre públicos e criadores constituem uma oportunidade única para o município feirense agregar recursos e conteúdos criativos de uma forma estruturada e organizada, através da CAIXA DAS ARTES, que constituirá uma alavanca para o Turismo Cultural e Criativo.
Investimento de 8,5 milhões
O contrato de financiamento assinado dia 23 de Fevereiro, na BTL – Feira Internacional de Turismo 2011, por Alfredo Henriques, presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, e Mário Rui Silva, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDR-N), representa um investimento de 8,5 milhões de euros, comparticipados em 80 por cento por fundos comunitários, destinados à construção de espaços e equipamentos vocacionados para a criação e apoio a artistas, acolhimento empresarial de negócios criativos, e investigação e produção de conhecimento. O Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua resulta de uma candidatura ao Sistema de Apoio ao Cluster de Indústrias Criativas, do programa ON.2 – Novo Norte. Os trabalhos terão início no decurso de 2011 e deverão estar concluídos até ao final de 2014.

A CAIXA DAS ARTES é uma plataforma interdisciplinar e multifuncional, constituída por dois pólos distintos, mas complementares, que congrega seis valências: residências artísticas; incubadora de criatividade para artistas emergentes; acolhimento empresarial de negócios criativos; departamento de investigação para artes do espaço público; serviço de aprendizagem e educação criativa; e espaços cénicos de (re)criação e representação artística.
Academia e Villa
A implantar numa zona de fácil acesso, próxima do centro da cidade de Santa Maria da Feira, o Pólo I (ACADEMIA) é um espaço amplo, vocacionado para a criação, que privilegia uma íntima relação entre a produção e o consumo artístico. Aqui ficam instaladas as valências de residências artísticas, incubadora de criatividade para artistas emergentes e acolhimento empresarial de negócios criativos, com oficinas para produção de todo o tipo de objectos, adereços e cenários para teatro, apresentação de pequenos espectáculos de teatro e artes performativas, artes de rua, concertos, conferências, entre outros, assim como as residências para artistas. O programa completa-se com uma praça exterior para representação.

A construir em plena área central da cidade de Santa Maria da Feira, o Pólo II (VILLA) é um espaço de intercâmbio entre criadores e consumo de projectos criativos. Aqui ficam instaladas as valências de serviço de aprendizagem e educação criativa, assim como espaços interiores (AUDITÓRIO ANTÓNIO LAMOSO) e exteriores para apresentação de espectáculos de grande formato: teatro e artes performativas, concertos, espectáculos de dança, cinema (tecnologia digital) e conferências. Para o exterior está contemplado um grande espaço para representação, que aproveita o lago existente numa antiga pedreira e o transforma num palco ao ar livre, assente sobre sistema de jangada, apto a acolher espectáculos de teatro de rua, som, iluminação e pirotecnia. Numa segunda fase, toda a zona envolvente deste pólo será transformada numa grande praça da cidade, palco de variados espectáculos.
Considerando que as artes de rua são uma área artística pouco desenvolvida no plano da oferta no nosso País, mas com um potencial de crescimento de mercado, registando um constante aumento da procura, a CAIXA DAS ARTES assume-se como a única alternativa nacional à oferta estrangeira de grandes projectos para o espaço público e uma resposta à escassez de espaços de criação multidisciplinar com estas características. A construção deste Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua em Santa Maria da Feira perspectiva, por isso, um forte impacto na criação artística e abertura de novos mercados, e um significativo aumento do valor económico para estas actividades na Região Norte e no País".
in www.cm-feira.pt

A experiência adquirida nesta área, as condições criadas e a atractividade que exerce sobre públicos e criadores constituem uma oportunidade única para o município feirense agregar recursos e conteúdos criativos de uma forma estruturada e organizada, através da CAIXA DAS ARTES, que constituirá uma alavanca para o Turismo Cultural e Criativo.
Investimento de 8,5 milhões
O contrato de financiamento assinado dia 23 de Fevereiro, na BTL – Feira Internacional de Turismo 2011, por Alfredo Henriques, presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, e Mário Rui Silva, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDR-N), representa um investimento de 8,5 milhões de euros, comparticipados em 80 por cento por fundos comunitários, destinados à construção de espaços e equipamentos vocacionados para a criação e apoio a artistas, acolhimento empresarial de negócios criativos, e investigação e produção de conhecimento. O Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua resulta de uma candidatura ao Sistema de Apoio ao Cluster de Indústrias Criativas, do programa ON.2 – Novo Norte. Os trabalhos terão início no decurso de 2011 e deverão estar concluídos até ao final de 2014.

A CAIXA DAS ARTES é uma plataforma interdisciplinar e multifuncional, constituída por dois pólos distintos, mas complementares, que congrega seis valências: residências artísticas; incubadora de criatividade para artistas emergentes; acolhimento empresarial de negócios criativos; departamento de investigação para artes do espaço público; serviço de aprendizagem e educação criativa; e espaços cénicos de (re)criação e representação artística.
Academia e Villa
A implantar numa zona de fácil acesso, próxima do centro da cidade de Santa Maria da Feira, o Pólo I (ACADEMIA) é um espaço amplo, vocacionado para a criação, que privilegia uma íntima relação entre a produção e o consumo artístico. Aqui ficam instaladas as valências de residências artísticas, incubadora de criatividade para artistas emergentes e acolhimento empresarial de negócios criativos, com oficinas para produção de todo o tipo de objectos, adereços e cenários para teatro, apresentação de pequenos espectáculos de teatro e artes performativas, artes de rua, concertos, conferências, entre outros, assim como as residências para artistas. O programa completa-se com uma praça exterior para representação.

A construir em plena área central da cidade de Santa Maria da Feira, o Pólo II (VILLA) é um espaço de intercâmbio entre criadores e consumo de projectos criativos. Aqui ficam instaladas as valências de serviço de aprendizagem e educação criativa, assim como espaços interiores (AUDITÓRIO ANTÓNIO LAMOSO) e exteriores para apresentação de espectáculos de grande formato: teatro e artes performativas, concertos, espectáculos de dança, cinema (tecnologia digital) e conferências. Para o exterior está contemplado um grande espaço para representação, que aproveita o lago existente numa antiga pedreira e o transforma num palco ao ar livre, assente sobre sistema de jangada, apto a acolher espectáculos de teatro de rua, som, iluminação e pirotecnia. Numa segunda fase, toda a zona envolvente deste pólo será transformada numa grande praça da cidade, palco de variados espectáculos.
Considerando que as artes de rua são uma área artística pouco desenvolvida no plano da oferta no nosso País, mas com um potencial de crescimento de mercado, registando um constante aumento da procura, a CAIXA DAS ARTES assume-se como a única alternativa nacional à oferta estrangeira de grandes projectos para o espaço público e uma resposta à escassez de espaços de criação multidisciplinar com estas características. A construção deste Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua em Santa Maria da Feira perspectiva, por isso, um forte impacto na criação artística e abertura de novos mercados, e um significativo aumento do valor económico para estas actividades na Região Norte e no País".
in www.cm-feira.pt
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
A fantástica década de 90... (*)
Vamos ficando mais velhos. Digo isto como quem se confessa. Começamos a perceber que, mesmo não querendo, o nosso corpo dá mostras de cansaço nas noites mais longas.
Mesmo os pequenos nadas com que nos deslumbrávamos começam a ser, cada vez mais, uma miragem.
Os dias e, principalmente as noites, ficaram mais curtos. Passaram entre 10 e 15 anos, e estamos em Julho de 2007. Julho de 2007? Já?
O trabalho e as preocupações com a casa ocupam-nos a maior parte do tempo. Em determinados momentos, damos até por nós a ter atitudes mais conservadoras. Dizemos coisas do tipo "... no meu tempo é que era...", o que, em certa medida, até se poderá considerar perigoso.
Mas, mesmo assim, e tendo em conta esse risco de repetir muitas vezes "no meu tempo é que era", vou falar-vos um pouco dessa fantástica década de 90.
Para muitos, as notas do décimo segundo eram o pronuncio de que, feliz ou infelizmente, o final de Agosto estava aí à porta e era tempo de arranjar um emprego que permitisse assegurar o compromisso mensal da quota do Seat Ibiza cinzento metalizado (ou do Renault Clio "de dois lugares").
Seria esse meio de transporte que nos levaria, futuramente, a percorrer os mais diversos recantos de "diversão" e a assumir a (quase) verdadeira independência paternal (quase porque era só em teoria).
Para outros, era tempo de recarregar baterias e das alucinantes noites de insónia na incerteza do ingresso na desejada universidade.
Deixáramos de ser putos fazia algum tempo.
- Os dois dígitos que carregam os dezoito, têm uma magia especial: a malta julga-se verdadeiramente autónoma, parece ter o mundo aos seus pés, qui çá, para o moldar à sua própria imagem.
Não demorará muitos anos a perceber que não é bem assim. Mas, em todo o caso, não é isso que importa por agora.
Dizia eu que essa fantástica década de 90, foi repleta de peripécias, umas agradáveis, outras nem por isso (a diferença está em que as primeiras foram em muito maior número).
Foram tempos em que a malta dispunha de algum do seu precioso tempo na defesa de algumas causas, entre elas, a ambiental, a associativa, a política (embora esta com menos adeptos), a musical, enfim, por aí fora.
Quem não se lembra das lutas contra a poluição no Uíma, contra o abate de árvores na freguesia, contra as podas desenfreadas dos plátanos do parque? Quem não se lembra dos registos videofotográficos do rio, desde as "suas nascentes" até às ribeiras?
Quem não se lembra do trabalho nas noites geladas a preparar o desfile no Carnaval? Quem não se lembra do saudável "combate" artístico que as pinturas de mensagens políticas no alcatrão proporcionavam?
Quem não se lembra ainda das "excursões" ao velho estádio de Alvalade para assistir aos memoráveis espectáculos dos U2 (ZooTV Tour), dos Dire Straits ou ainda dos sempre fantásticos concertos de música moderna portuguesa?
Sinto alguma nostalgia ao recordar esses tempos. Tempos das festas do chantily, das festas na relva, tempos da organização de campos de trabalho nacionais, tempos de noites de canções e guitarradas no saudoso México Bar, tempos de churrascadas ali p'rós lados da ponte dos candeídos.
Tudo era feito com militância (essa palavra cada vez mais em desuso) e, acima de tudo, impregnado de paixão.
Mas a malta vai ficando mais velha. Por isso, esses tempos já lá vão. Podem não ter representado muito para o actual dia-a-dia da nossa freguesia. Podem até não ter servido de nada.
No entanto, quero-vos assegurar que permitiram, quanto mais não seja, para o aprofundar das nossas raízes enquanto cidadãos e pensar, nem que fosse, por breves instantes que, afinal de contas, todos nós, sem excepção, podemos e devemos contribuir para o pulsar de Caldas de S. Jorge.
É isso que se espera de todos, e principalmente, das novas gerações. Para que, cada um, e à sua maneira, possa viver a sua fantástica década de 90…
(*)Crónica escrita em Julho de 2007
Mesmo os pequenos nadas com que nos deslumbrávamos começam a ser, cada vez mais, uma miragem.
Os dias e, principalmente as noites, ficaram mais curtos. Passaram entre 10 e 15 anos, e estamos em Julho de 2007. Julho de 2007? Já?
O trabalho e as preocupações com a casa ocupam-nos a maior parte do tempo. Em determinados momentos, damos até por nós a ter atitudes mais conservadoras. Dizemos coisas do tipo "... no meu tempo é que era...", o que, em certa medida, até se poderá considerar perigoso.
Mas, mesmo assim, e tendo em conta esse risco de repetir muitas vezes "no meu tempo é que era", vou falar-vos um pouco dessa fantástica década de 90.
Para muitos, as notas do décimo segundo eram o pronuncio de que, feliz ou infelizmente, o final de Agosto estava aí à porta e era tempo de arranjar um emprego que permitisse assegurar o compromisso mensal da quota do Seat Ibiza cinzento metalizado (ou do Renault Clio "de dois lugares").
Seria esse meio de transporte que nos levaria, futuramente, a percorrer os mais diversos recantos de "diversão" e a assumir a (quase) verdadeira independência paternal (quase porque era só em teoria).
Para outros, era tempo de recarregar baterias e das alucinantes noites de insónia na incerteza do ingresso na desejada universidade.
Deixáramos de ser putos fazia algum tempo.
- Os dois dígitos que carregam os dezoito, têm uma magia especial: a malta julga-se verdadeiramente autónoma, parece ter o mundo aos seus pés, qui çá, para o moldar à sua própria imagem.
Não demorará muitos anos a perceber que não é bem assim. Mas, em todo o caso, não é isso que importa por agora.
Dizia eu que essa fantástica década de 90, foi repleta de peripécias, umas agradáveis, outras nem por isso (a diferença está em que as primeiras foram em muito maior número).
Foram tempos em que a malta dispunha de algum do seu precioso tempo na defesa de algumas causas, entre elas, a ambiental, a associativa, a política (embora esta com menos adeptos), a musical, enfim, por aí fora.
Quem não se lembra das lutas contra a poluição no Uíma, contra o abate de árvores na freguesia, contra as podas desenfreadas dos plátanos do parque? Quem não se lembra dos registos videofotográficos do rio, desde as "suas nascentes" até às ribeiras?
Quem não se lembra do trabalho nas noites geladas a preparar o desfile no Carnaval? Quem não se lembra do saudável "combate" artístico que as pinturas de mensagens políticas no alcatrão proporcionavam?
Quem não se lembra ainda das "excursões" ao velho estádio de Alvalade para assistir aos memoráveis espectáculos dos U2 (ZooTV Tour), dos Dire Straits ou ainda dos sempre fantásticos concertos de música moderna portuguesa?
Sinto alguma nostalgia ao recordar esses tempos. Tempos das festas do chantily, das festas na relva, tempos da organização de campos de trabalho nacionais, tempos de noites de canções e guitarradas no saudoso México Bar, tempos de churrascadas ali p'rós lados da ponte dos candeídos.
Tudo era feito com militância (essa palavra cada vez mais em desuso) e, acima de tudo, impregnado de paixão.
Mas a malta vai ficando mais velha. Por isso, esses tempos já lá vão. Podem não ter representado muito para o actual dia-a-dia da nossa freguesia. Podem até não ter servido de nada.
No entanto, quero-vos assegurar que permitiram, quanto mais não seja, para o aprofundar das nossas raízes enquanto cidadãos e pensar, nem que fosse, por breves instantes que, afinal de contas, todos nós, sem excepção, podemos e devemos contribuir para o pulsar de Caldas de S. Jorge.
É isso que se espera de todos, e principalmente, das novas gerações. Para que, cada um, e à sua maneira, possa viver a sua fantástica década de 90…
(*)Crónica escrita em Julho de 2007
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Depois do "Expresso", o CCTAR sai na revista "Arquitectura&Construção"
CENTRO ARTÍSTICO
>'CAIXA MÁGICA' AO SERVIÇO DA POPULAÇÃO
(...)
"Santa Maria da Feira vai ter um Centro de Criação
de Teatro e Artes de Rua (CCTAR), um projeto
e obra a cargo da câmara municipal daquela
cidade, desenhado para ser uma “caixa mágica” e
espaço “produtor de cidadanias”, como salienta o seu
arquiteto e coordenador, Pedro Castro e Silva.
“Este centro deverá ser definido como um conjunto
de espaços multifacetados que, descentralizadamente,
promoverão uma nova abordagem às diversas
formas de produzir cultura e cidadania”, reforça.
O projeto submeteu-se a uma candidatura ao Sistema
de Apoio ao Cluster de Indústrias Criativas (integrado
no Programa Operacional Regional do Norte),
um processo já ganho, esperando-se para breve o
lançamento do concurso".
(...)
In Arquitectura&Construção
(Edição Fevereiro/Março 2011)
>'CAIXA MÁGICA' AO SERVIÇO DA POPULAÇÃO
(...)
"Santa Maria da Feira vai ter um Centro de Criação
de Teatro e Artes de Rua (CCTAR), um projeto
e obra a cargo da câmara municipal daquela
cidade, desenhado para ser uma “caixa mágica” e
espaço “produtor de cidadanias”, como salienta o seu
arquiteto e coordenador, Pedro Castro e Silva.
“Este centro deverá ser definido como um conjunto
de espaços multifacetados que, descentralizadamente,
promoverão uma nova abordagem às diversas
formas de produzir cultura e cidadania”, reforça.
O projeto submeteu-se a uma candidatura ao Sistema
de Apoio ao Cluster de Indústrias Criativas (integrado
no Programa Operacional Regional do Norte),
um processo já ganho, esperando-se para breve o
lançamento do concurso".
(...)
In Arquitectura&Construção
(Edição Fevereiro/Março 2011)
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Casa Rodrigo Marques: foi há 8 anos.
Há oito anos, na edição de Janeiro/Março 2003 da Revista Arquitectura & Construção, tive o privilégio de ver publicado um dos meus primeiros trabalhos profissionais realizado "a solo".
Talvez em breve, possa revisitar o meu amigo Rodrigo Marques, no seu retiro de fim-de-semana, lá no pequeno lugar de Vila Meã, pertinho do centro de Cerveira.




Talvez em breve, possa revisitar o meu amigo Rodrigo Marques, no seu retiro de fim-de-semana, lá no pequeno lugar de Vila Meã, pertinho do centro de Cerveira.




Ora então...
Desejando não Vos “aborrecer” com as minhas crónicas de escárnio e maldizer, espero, humildemente, que me aceitem, nem que por instantes, como companheiro destas navegações de insónia pelas bandas do blogspot.
Vai daí, nada melhor do que vos falar... por exemplo... de... eeeh... “Violência”.
Pois tá claro... Vamos falar de “Violência”.
Alerto, desde logo, que sou a favor dos "castigos físicos"!
Já vos estou a imaginar a pensar: “... o tipo enlouqueceu de vez...”.
Então, em pleno sec. XXI ainda existe gente que?...
- Sim! Existe. Eu!
Passo a explicar.
Meus amigos... Então se por todo esse mundo se fala uma linguagem (universal) violenta, será que as nossas crianças têm que ignorar essa forma de expressão colectiva?
Claro que não. A “violência” deve pois, começar nas nossas casas. Se o primeiro sopapo ou puxão de orelhas não for dado em casa, vai ser dado onde e por quem? Pelos de fora?
Nunca me esqueço do drama que era chegar a casa com as calças rotas nos joelhos ou ainda com as sapatilhas “de Domingo” esverdeadas dos chutos dados na “bola de capa” no passal. Houve sonhos desfeitos pois nem todos nascemos para essa coisa fantástica, elitista e, ao mesmo tempo, mundana, que é ser jogador de futebol.
Haverá melhor coisa do que dar uns chutos na bola, ser principescamente bem remunerado (alguns) e ainda por cima ter milhares de pessoas a gritar pela nossa equipa?
Mas pronto, cada um é para o que nasce.
- Íamos onde?
Há. Nos raspanetes e puxões de orelha que levava quando maltratava a roupa e sapatos novos.
Pois era. Que saudades eu tenho desse tempo...
O tempo do faz-de-conta, dos viramentos com casca de eucalipto, dos campeonatos de concharinha, do subuteo no café do Senhor Américo. O tempo do Frizze limão. O tempo dos raspanetes...
E é por essas e muitas mais, que não são para aqui chamadas, que quando vejo os problemas que emergem, a cada dia, a cada semana, nesses aglomerados que promovem as desigualdades sociais (como recentemente tem acontecido no nosso Bairro), que me recordo do quão importante era/foi a questão da “violência”.
Hoje, ai do professor que arrisque sugerir a um aluno que desligue o telefone, essa “sebenta” essencial no percurso escolar/académico de cada jovem...
Hoje, ai da mãe que repreenda um filho pela exigência feita, em frente ao dono da loja, pela compra das sapatilhas da última moda (mesmo que isso represente 1/8 do seu parco salário)...
Hoje, ai daquele pai que levante a voz à filha por não cumprir com o horário previamente estipulado para regressar a casa...
Definitivamente, hoje, as coisas complicaram-se.
Porquê?
Às tantas, porque deixou de haver a tal “violência”, passando a outra “violência” a ser praticada lá fora, com muito mais “violência”.
Pois é, meus caros:
- A sociedade que temos, é a sociedade que nós próprios ajudamos a construir.
Tudo começa nas nossas casas, nos nossos telhadinhos de vidro.
E depois, como não usamos da dita “violência” em casa, tratamos logo de exprimir os nossos dotes lá fora: condena-se, diz-se isto e aquilo, aponta-se o dedo, faz-se e desfaz-se, e por aí fora.
Apetece-me, por isso, sugerir que se olhe mais para a “violência” preventiva das nossas casas para que as próximas gerações não precisem de recorrer à “violência” degenerativa.
Quanto à “violência” do Bairro, porque não se tenta compreender as razões sem recorrer à “violência”?
A culpa é deles ou é da violência a que estão sujeitos?
Haveria necessidade do país ter optado por aquela fórmula?
Um dia alguém disse “...as pessoas não são coisas que se metam em gavetas...”.
E como estava correcto...
Post Scriptum:
Luto por uma sociedade mais justa.
Luto por um sociedade sem violência.
Mas uns raspanetes e uns puxões de orelhas nunca fizeram mal a ninguém...
(crónica escrita em Janeiro de 2010)
Vai daí, nada melhor do que vos falar... por exemplo... de... eeeh... “Violência”.
Pois tá claro... Vamos falar de “Violência”.
Alerto, desde logo, que sou a favor dos "castigos físicos"!
Já vos estou a imaginar a pensar: “... o tipo enlouqueceu de vez...”.
Então, em pleno sec. XXI ainda existe gente que?...
- Sim! Existe. Eu!
Passo a explicar.
Meus amigos... Então se por todo esse mundo se fala uma linguagem (universal) violenta, será que as nossas crianças têm que ignorar essa forma de expressão colectiva?
Claro que não. A “violência” deve pois, começar nas nossas casas. Se o primeiro sopapo ou puxão de orelhas não for dado em casa, vai ser dado onde e por quem? Pelos de fora?
Nunca me esqueço do drama que era chegar a casa com as calças rotas nos joelhos ou ainda com as sapatilhas “de Domingo” esverdeadas dos chutos dados na “bola de capa” no passal. Houve sonhos desfeitos pois nem todos nascemos para essa coisa fantástica, elitista e, ao mesmo tempo, mundana, que é ser jogador de futebol.
Haverá melhor coisa do que dar uns chutos na bola, ser principescamente bem remunerado (alguns) e ainda por cima ter milhares de pessoas a gritar pela nossa equipa?
Mas pronto, cada um é para o que nasce.
- Íamos onde?
Há. Nos raspanetes e puxões de orelha que levava quando maltratava a roupa e sapatos novos.
Pois era. Que saudades eu tenho desse tempo...
O tempo do faz-de-conta, dos viramentos com casca de eucalipto, dos campeonatos de concharinha, do subuteo no café do Senhor Américo. O tempo do Frizze limão. O tempo dos raspanetes...
E é por essas e muitas mais, que não são para aqui chamadas, que quando vejo os problemas que emergem, a cada dia, a cada semana, nesses aglomerados que promovem as desigualdades sociais (como recentemente tem acontecido no nosso Bairro), que me recordo do quão importante era/foi a questão da “violência”.
Hoje, ai do professor que arrisque sugerir a um aluno que desligue o telefone, essa “sebenta” essencial no percurso escolar/académico de cada jovem...
Hoje, ai da mãe que repreenda um filho pela exigência feita, em frente ao dono da loja, pela compra das sapatilhas da última moda (mesmo que isso represente 1/8 do seu parco salário)...
Hoje, ai daquele pai que levante a voz à filha por não cumprir com o horário previamente estipulado para regressar a casa...
Definitivamente, hoje, as coisas complicaram-se.
Porquê?
Às tantas, porque deixou de haver a tal “violência”, passando a outra “violência” a ser praticada lá fora, com muito mais “violência”.
Pois é, meus caros:
- A sociedade que temos, é a sociedade que nós próprios ajudamos a construir.
Tudo começa nas nossas casas, nos nossos telhadinhos de vidro.
E depois, como não usamos da dita “violência” em casa, tratamos logo de exprimir os nossos dotes lá fora: condena-se, diz-se isto e aquilo, aponta-se o dedo, faz-se e desfaz-se, e por aí fora.
Apetece-me, por isso, sugerir que se olhe mais para a “violência” preventiva das nossas casas para que as próximas gerações não precisem de recorrer à “violência” degenerativa.
Quanto à “violência” do Bairro, porque não se tenta compreender as razões sem recorrer à “violência”?
A culpa é deles ou é da violência a que estão sujeitos?
Haveria necessidade do país ter optado por aquela fórmula?
Um dia alguém disse “...as pessoas não são coisas que se metam em gavetas...”.
E como estava correcto...
Post Scriptum:
Luto por uma sociedade mais justa.
Luto por um sociedade sem violência.
Mas uns raspanetes e uns puxões de orelhas nunca fizeram mal a ninguém...
(crónica escrita em Janeiro de 2010)
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Foi você que pediu... um aterro?
Sabemos, que o Relatório do Estudo de Impacte Ambiental sobre os dois locais identificados para a eventual instalação do Novo Aterro do Sistema Multimunicipal da Suldouro, está por aí a "estourar"...
Acredito, sinceramente, que as "coisas" vão seguir a "lógica de todas as lógicas"...
Enquanto o resultado não é tornado publico, nunca é demais relembrar partes do que já foi escrito e enviado para as respectivas entidades responsáveis.
INCONGRUÊNCIAS - II
Nota prévia 1: a discussão em torno da identificação dos eventuais locais para a instalação do Novo Aterro do Sistema Multimunicipal da Suldouro não deve, do meu ponto de vista, resumir-se a uma mera discussão partidária. Considero, aliás, tratar-se de uma questão de natureza apartidária.
Nota prévia 2: acredito, sinceramente, que a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, não tem quaisquer responsabilidades nas conclusões emanadas do (dito) estudo efectuado pelo IDAD da Universidade de Aveiro. Nos últimos anos, houve, de facto, sinais comprovativos de que o município de Santa Maria da Feira, se interessa pelo desenvolvimento sustentado de Caldas de S. Jorge.
***
Gostaria de acreditar, que esta suposta “selecção” da fronteira entre Caldas de S. Jorge e Pigeiros para a “concorrer” à localização do novo Aterro Sanitário Multimunicipal da Suldouro se trata, apenas, de um mero exercício académico.
Mas não será assim.
De facto, tal documento, elaborado no conforto do Campus Universitário de Aveiro, a cerca de 80km do nosso território, contribuirá, provavelmente, para enquadrar o “caderno de encargos” que servirá de base ao “teste” da Avaliação Ambiental Estratégica, a elaborar numa fase seguinte.
- Dois locais. Apenas dois locais a “concurso”: Canedo e Caldas de S. Jorge/Pigeiros.
Ora, se o primeiro é já “repetente” nestas coisas dos resíduos sólidos, o segundo, e é desse que quero falar, foi realmente, uma verdadeira e mui desagradável surpresa.
Desde logo porque se trata da única freguesia da Área Metropolitana do Porto que possui um balneário termal. Quanto mais não fosse, só esse facto, já deveria ser suficientemente esclarecedor quanto à inidoneidade do local para a eliminação dos resíduos sólidos urbanos dos concelhos da Feira e de Gaia (este último com três vezes mais habitantes do que o primeiro) e instalação de um aterro sanitário.
Mas existem mais, muitas mais razões que me levam a considerar incompreensível e intolerável o pensamento, nem que seja por instantes, que a encosta da Várzea seja um potencial local para a instalação de um aterro sanitário.
É incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que a fronteira entre Caldas de S. Jorge e Pigeiros, pela sua localização e morfologia, pelas suas características geológicas, hidrológicas, de ar e de paisagem, seja considerada como um local viável para a construção de um aterro sanitário para nele se proceder á deposição de resíduos.
É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, do ponto de vista da estabilidade ecológica das águas, da sua capacidade de renovação e da defesa da saúde pública, que se construa um aterro sanitário num local impróprio, situando-se tal local sobre o Rio Uíma, próximo, de várias nascentes e de fontes daquela área do concelho.
É absolutamente incompreensível e intolerável, e repugna ao direito e às normas que visam salvaguardar e preservar a pureza das águas e a saúde das pessoas que se equacione, nem que seja por instantes, a construção de um aterro sanitário e se proceda à deposição de lixos num local onde as condições naturais existentes permitem a infiltração de efluentes que possam provir dos alvéolos de deposição de lixos e a contaminação das águas.
É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que se proponha como local com condicionantes moderadas para a construção do referido aterro, uma área de drenagem natural de águas pluviais, que se direccionam para a principal linha de água que atravessa o concelho, o Rio Uíma.
É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que se identifique, como local favorável à instalação de uma estrutura susceptível de causar impacto visual, libertação de maus cheiros, de biogás e lixiviados (que em contacto com componentes ambientais, lhes provocam lesões, tantas vezes irreparáveis), um espaço sempre defendido por (quase) todos como potencialmente perfeito para a promoção de actividades de lazer.
É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que se imagine, como local aparentemente apto à instalação de uma lixeira, uma encosta confinante com uma linha de água cujas especificidades excepcionais e muito próprias, contribuem para a importante biodiversidade existente na zona, de onde se destaca a aptidão, quase única, do Uíma, para o desenvolvimento do habitat da truta ou de mamíferos como a Lontra.
É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que se defina, como potencial espaço para albergar um aterro sanitário, um local que em termos de ordenamento e paisagem, não se encontra condicionado nem desvirtuado, sendo por isso uma reserva e espaço a preservar.
É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que se promova, como potencial lugar para albergar um depósito de lixiviados, um local que criaria fortíssimos e inenarráveis impactos paisagísticos negativos para as localidades (e suas gentes) a nascente do vale do Uíma.
É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que se escolha, para uma possível instalação de um depósito de resíduos sólidos, um local que ainda há poucos anos foi objecto de um projecto de vocação turística, que pretendia transformar aquele magnífico local, num espaço de atractividade internacional (projecto MARVA).
É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que um estudo (que a bem da razoabilidade, deveria ser considerado um mero exercício académico), promova o maior ataque de que há memória à boa imagem da Vila Termal de Caldas de S. Jorge.
A título de exemplificativo, para este último caso, imagine-se, por exemplo, que as Caldas do Gerês, de Caldelas ou do Luso, eram noticiadas e identificadas por um qualquer jornal de referência nacional, como local potencialmente indicado para a construção de um aterro sanitário. Que imagem isso transmitiria aos utentes?
- Provavelmente não acreditariam...
E por aí fora...
Curiosa é, também, a forma como o (dito) estudo foi conduzido. Os argumentos e metodologias das “selecções”. Mas isso, fica, eventualmente, para uma próxima.
Por isso, sem querer alongar-me mais, por agora, faço apenas referência ao facto de que, às regras da experiência comum, existe fundado e fundamentado receio que, através da execução das obras de construção de um aterro sanitário e da deposição de resíduos naquele local, se efective uma lesão grave e dificilmente reparável do direito a um ambiente de vida humano sadio e ecologicamente equilibrado.
Como se sabe, o acesso ao ambiente e à qualidade de vida constituem direitos constitucionais fundamentais de natureza análoga aos direitos, liberdades e garantias consagrados no nosso diploma fundamental.
É disso que nos fala o Artigo 66.º da Constituição da República Portuguesa!
Post Scriptum: a minha formação, origem e paixão por Caldas de S. Jorge, não me permite aceitar, como uma inevitabilidade, as conclusões do (dito) estudo. As pessoas devem ter direito à indignação. O “repto” que nos lançam, deve pois, do meu ponto de vista, ser levado a sério...
Acredito, sinceramente, que as "coisas" vão seguir a "lógica de todas as lógicas"...
Enquanto o resultado não é tornado publico, nunca é demais relembrar partes do que já foi escrito e enviado para as respectivas entidades responsáveis.
INCONGRUÊNCIAS - II
Nota prévia 1: a discussão em torno da identificação dos eventuais locais para a instalação do Novo Aterro do Sistema Multimunicipal da Suldouro não deve, do meu ponto de vista, resumir-se a uma mera discussão partidária. Considero, aliás, tratar-se de uma questão de natureza apartidária.
Nota prévia 2: acredito, sinceramente, que a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, não tem quaisquer responsabilidades nas conclusões emanadas do (dito) estudo efectuado pelo IDAD da Universidade de Aveiro. Nos últimos anos, houve, de facto, sinais comprovativos de que o município de Santa Maria da Feira, se interessa pelo desenvolvimento sustentado de Caldas de S. Jorge.
***
Gostaria de acreditar, que esta suposta “selecção” da fronteira entre Caldas de S. Jorge e Pigeiros para a “concorrer” à localização do novo Aterro Sanitário Multimunicipal da Suldouro se trata, apenas, de um mero exercício académico.
Mas não será assim.
De facto, tal documento, elaborado no conforto do Campus Universitário de Aveiro, a cerca de 80km do nosso território, contribuirá, provavelmente, para enquadrar o “caderno de encargos” que servirá de base ao “teste” da Avaliação Ambiental Estratégica, a elaborar numa fase seguinte.
- Dois locais. Apenas dois locais a “concurso”: Canedo e Caldas de S. Jorge/Pigeiros.
Ora, se o primeiro é já “repetente” nestas coisas dos resíduos sólidos, o segundo, e é desse que quero falar, foi realmente, uma verdadeira e mui desagradável surpresa.
Desde logo porque se trata da única freguesia da Área Metropolitana do Porto que possui um balneário termal. Quanto mais não fosse, só esse facto, já deveria ser suficientemente esclarecedor quanto à inidoneidade do local para a eliminação dos resíduos sólidos urbanos dos concelhos da Feira e de Gaia (este último com três vezes mais habitantes do que o primeiro) e instalação de um aterro sanitário.
Mas existem mais, muitas mais razões que me levam a considerar incompreensível e intolerável o pensamento, nem que seja por instantes, que a encosta da Várzea seja um potencial local para a instalação de um aterro sanitário.
É incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que a fronteira entre Caldas de S. Jorge e Pigeiros, pela sua localização e morfologia, pelas suas características geológicas, hidrológicas, de ar e de paisagem, seja considerada como um local viável para a construção de um aterro sanitário para nele se proceder á deposição de resíduos.
É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, do ponto de vista da estabilidade ecológica das águas, da sua capacidade de renovação e da defesa da saúde pública, que se construa um aterro sanitário num local impróprio, situando-se tal local sobre o Rio Uíma, próximo, de várias nascentes e de fontes daquela área do concelho.
É absolutamente incompreensível e intolerável, e repugna ao direito e às normas que visam salvaguardar e preservar a pureza das águas e a saúde das pessoas que se equacione, nem que seja por instantes, a construção de um aterro sanitário e se proceda à deposição de lixos num local onde as condições naturais existentes permitem a infiltração de efluentes que possam provir dos alvéolos de deposição de lixos e a contaminação das águas.
É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que se proponha como local com condicionantes moderadas para a construção do referido aterro, uma área de drenagem natural de águas pluviais, que se direccionam para a principal linha de água que atravessa o concelho, o Rio Uíma.
É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que se identifique, como local favorável à instalação de uma estrutura susceptível de causar impacto visual, libertação de maus cheiros, de biogás e lixiviados (que em contacto com componentes ambientais, lhes provocam lesões, tantas vezes irreparáveis), um espaço sempre defendido por (quase) todos como potencialmente perfeito para a promoção de actividades de lazer.
É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que se imagine, como local aparentemente apto à instalação de uma lixeira, uma encosta confinante com uma linha de água cujas especificidades excepcionais e muito próprias, contribuem para a importante biodiversidade existente na zona, de onde se destaca a aptidão, quase única, do Uíma, para o desenvolvimento do habitat da truta ou de mamíferos como a Lontra.
É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que se defina, como potencial espaço para albergar um aterro sanitário, um local que em termos de ordenamento e paisagem, não se encontra condicionado nem desvirtuado, sendo por isso uma reserva e espaço a preservar.
É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que se promova, como potencial lugar para albergar um depósito de lixiviados, um local que criaria fortíssimos e inenarráveis impactos paisagísticos negativos para as localidades (e suas gentes) a nascente do vale do Uíma.
É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que se escolha, para uma possível instalação de um depósito de resíduos sólidos, um local que ainda há poucos anos foi objecto de um projecto de vocação turística, que pretendia transformar aquele magnífico local, num espaço de atractividade internacional (projecto MARVA).
É absolutamente incompreensível e intolerável, nem que seja por instantes, que um estudo (que a bem da razoabilidade, deveria ser considerado um mero exercício académico), promova o maior ataque de que há memória à boa imagem da Vila Termal de Caldas de S. Jorge.
A título de exemplificativo, para este último caso, imagine-se, por exemplo, que as Caldas do Gerês, de Caldelas ou do Luso, eram noticiadas e identificadas por um qualquer jornal de referência nacional, como local potencialmente indicado para a construção de um aterro sanitário. Que imagem isso transmitiria aos utentes?
- Provavelmente não acreditariam...
E por aí fora...
Curiosa é, também, a forma como o (dito) estudo foi conduzido. Os argumentos e metodologias das “selecções”. Mas isso, fica, eventualmente, para uma próxima.
Por isso, sem querer alongar-me mais, por agora, faço apenas referência ao facto de que, às regras da experiência comum, existe fundado e fundamentado receio que, através da execução das obras de construção de um aterro sanitário e da deposição de resíduos naquele local, se efective uma lesão grave e dificilmente reparável do direito a um ambiente de vida humano sadio e ecologicamente equilibrado.
Como se sabe, o acesso ao ambiente e à qualidade de vida constituem direitos constitucionais fundamentais de natureza análoga aos direitos, liberdades e garantias consagrados no nosso diploma fundamental.
É disso que nos fala o Artigo 66.º da Constituição da República Portuguesa!
Post Scriptum: a minha formação, origem e paixão por Caldas de S. Jorge, não me permite aceitar, como uma inevitabilidade, as conclusões do (dito) estudo. As pessoas devem ter direito à indignação. O “repto” que nos lançam, deve pois, do meu ponto de vista, ser levado a sério...
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Crítica por Crítica
Devemos responder, com aparente fra(n)queza, às “confissões” ou desabafos dos nossos "amigos" conterrâneos?
Talvez sim, talvez não.
As correntes de opinião ou as diferentes sensibilidades fazem parte da história recente do país mais ocidental da Europa. Por conseguinte, a “nossa” terra, fazendo parte desse “Portugal Marítimo”, Republicano e Laico, não foge à regra: se assim é desde há cerca de 3 décadas no país, porque não o haveria de ser em Santa Maria da Feira?
No entanto, abstraindo-nos do elemento decorativo e multiplicador que o “choradinho” e a proliferação da "crítica leviana” suscitam um pouco por todos nós, facilmente chegaremos à conclusão que o psicodrama identitário de alguns indivíduos, serve de muito pouco para o desejado crescimento e desenvolvimento do nosso território.
Ainda para mais quando, determinadas cenas, quase dramáticas, que por vezes se tentam explorar, cheiram a uma tentativa desavergonhada de arregimentação e institucionalização de tendências. "Coisa pouca" para quem "defende" a pluralidade de ideias...
Assim, talvez seja de apelar ao exercício do “poder de encaixe”, pelo que sugiro a adopção de uma atitude mais... pró-activa. Digamos que a crítica deverá surgir, não como um ataque indiferenciado, mas, pelo contrário, com uma razoável dose de “reciclagem e transformação” em função dos tempos actuais e em benefício da comunidade. Quanto mais não seja porque são esses alguns dos desígnios que mais se vão apregoando (incluindo os mais ortodoxos) em períodos cuja aproximação ao povo é mais notória e "necessária"...
Há que aprender a viver com isso...
Talvez sim, talvez não.
As correntes de opinião ou as diferentes sensibilidades fazem parte da história recente do país mais ocidental da Europa. Por conseguinte, a “nossa” terra, fazendo parte desse “Portugal Marítimo”, Republicano e Laico, não foge à regra: se assim é desde há cerca de 3 décadas no país, porque não o haveria de ser em Santa Maria da Feira?
No entanto, abstraindo-nos do elemento decorativo e multiplicador que o “choradinho” e a proliferação da "crítica leviana” suscitam um pouco por todos nós, facilmente chegaremos à conclusão que o psicodrama identitário de alguns indivíduos, serve de muito pouco para o desejado crescimento e desenvolvimento do nosso território.
Ainda para mais quando, determinadas cenas, quase dramáticas, que por vezes se tentam explorar, cheiram a uma tentativa desavergonhada de arregimentação e institucionalização de tendências. "Coisa pouca" para quem "defende" a pluralidade de ideias...
Assim, talvez seja de apelar ao exercício do “poder de encaixe”, pelo que sugiro a adopção de uma atitude mais... pró-activa. Digamos que a crítica deverá surgir, não como um ataque indiferenciado, mas, pelo contrário, com uma razoável dose de “reciclagem e transformação” em função dos tempos actuais e em benefício da comunidade. Quanto mais não seja porque são esses alguns dos desígnios que mais se vão apregoando (incluindo os mais ortodoxos) em períodos cuja aproximação ao povo é mais notória e "necessária"...
Há que aprender a viver com isso...
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Musica, Sol e Clerasil - II
Passaram, seguramente, quase vinte anos.
A malta cresceu. Hoje, pode-se considerar que, salvo uma ou outra excepção, o pessoal se enquadra naquela franja de indivíduos relativamente bem sucedida (uns mais, outros nem por isso), com emprego, e tempo para tomar um café, ao fim de semana, num dos estabelecimentos da vila. Alguns deles, ainda apresentam marcas nos joelhos, que teimam em perpetuar, para todo o sempre, o fantástico tempo dos campeonatos de concharinha, realizados no parque das termas.
E entretanto, passamos a olhar para os "miúdos" nascidos na segunda metade da década de 80 com alguma perplexidade, embora, não raras as vezes, com um misto de reprovação e inveja.
Porquê?
Porque os gajos estão cheios de "sangue na guelra" e agora não faltam sítios ou locais para se divertirem. À grande e à francesa. E nós, os trintões ou quarentões, já com algumas brancas, andamos é preocupados em cumprir com as "obrigações" para com a banca, e em arranjar uns cobres para passar oito dias num apartamento manhoso da Quarteira (a 800 metros da praia), e a segunda quinzena de Agosto "enfiados" numa barraca alugada da Praia da Seca em Espinho.
Ainda por cima, já não estamos em tempo de ter as nossas escapadelas, para jogar um sobe e desce no final da noite. Ou ainda, ir tomar um copo, às Sextas-Feiras, a um desses novos locais da "moda" (os novos DJ´s não são capazes de passar nada do tipo Simple Minds, Dire Straits ou The Clash? Aposto até que não sabem o que é o Blitz...).
Chego portanto à conclusão que os miúdos nascidos na segunda metade da década de 80, são mais do tipo "...pum, pum, pum... Ya? Tá-se bem...".
É desses que eu vos quero falar.
Sempre a curtir um bom som, é usual vê-los, a partir de Quinta-Feira, com os seus óculos D&G, caminhando sobre uns sapatos de cabedal, desenhados pelo Vieira (o estilista de S. João da Madeira), a entrar num dos ginásios mais in da região. Daqueles ginásios ou, se quiserem, daqueles espaços de "pseudocultura urbana" que proliferam um pouco por todo o país e que têm uns aparelhos esquisitos onde se pratica um "desporto" que chamam de solário, ou "...qualquer cena do género...".
Apesar de serem raros os que terão aprendido a tabuada dos 7, e de terem chumbado duas vezes seguidas no décimo primeiro são, no entanto, geralmente, uns verdadeiros "Ases" no manuseamento dos telemóveis de última geração. Daqueles que fazem contas e têm jogos. Aprenderam também uma linguagem esquisita sms - "dakelas k qq ser hu mano tb keria e sonha aprender...".
Transformaram-se em catedráticos da noite. Raros são os segredos que a noite encerra aos tipos que, ainda continuam a tentar conquistar as garotas escondidos atrás de, pelo menos, dois centímetros de clerasil.
Pode ser que consigam ter uma profissão de referência, com futuro... Mas isto está cada vez mais difícil. Cada ano que passa, existem mais cursos superiores, e a maior parte deles (cursos) não servem rigorosamente para nada. Apenas para "sacar" o dinheirito aos "velhotes". Aliás, poucos são os que conseguiram entrar no curso desejado...
A "emancipação" dos jovens actuais será, portanto, muito tardia. Não têm solução: os tais "velhotes" (papás) vão ter que lhes "desenrascar uma ajudinha", pelo menos, por mais quinze anos.
É certo que há excepções.
Mas, essas excepções são tão poucas, que nem sequer lhes permite constituir uma equipa de futebol de "salão" para jogar ao Sábado à tarde nos "ringues" de Arcozelo ou de Azevedo... A esses, resta-lhes continuar, resignados à solidão da leitura do último livro do Rui Zink ou então, a preencher as palavras cruzadas do Público que, normalmente, se encontra impregnado de restos de café, em cima da mesa do canto (por vezes ainda conseguem apanhar o Sudoku a meio, podendo por isso, arriscar em decifrá-lo).
Mas, estas excepções, quase de certeza, não dizem respeito a miúdos normais.
Hoje, tal como há dias dizia, jovens normais, continuam a ser, mais do tipo ... MUSICA, SOL E CLERASIL, ao que se pode acrescentar um "... pum, pum, pum. Ya? Tá-se bem...".
Escusado será dizer que, provavelmente, terei de me ir habituando a esse cenário. Assim que os meus "rebentos" ou "herdeiros" começarem a crescer, terão de demonstrar perante a nossa sociedade que, afinal de contas, são putos normais...
Portanto, começo a perder a esperança de os ensinar a mergulhar na Várzea. Começo a perder a esperança de os levar à porta da discoteca e combinar a hora do regresso, antes da uma da manha. Começo a perder a esperança que eles não apreciem aquela bebida que alguém diz "dar asas" – uma tal de Red Bull.
Já perdi até a esperança que eles, algum dia, saibam o que é subir a uma árvore e mastigar uma maça de S. João.
Parece até, que já me estou a ver, ao Domingo, no Gaia Shopping, a comprar resmas e resmas de Clerasil...
Definitivamente, começo a ficar preocupado!
(crónica escrita em Maio de 2007)
A malta cresceu. Hoje, pode-se considerar que, salvo uma ou outra excepção, o pessoal se enquadra naquela franja de indivíduos relativamente bem sucedida (uns mais, outros nem por isso), com emprego, e tempo para tomar um café, ao fim de semana, num dos estabelecimentos da vila. Alguns deles, ainda apresentam marcas nos joelhos, que teimam em perpetuar, para todo o sempre, o fantástico tempo dos campeonatos de concharinha, realizados no parque das termas.
E entretanto, passamos a olhar para os "miúdos" nascidos na segunda metade da década de 80 com alguma perplexidade, embora, não raras as vezes, com um misto de reprovação e inveja.
Porquê?
Porque os gajos estão cheios de "sangue na guelra" e agora não faltam sítios ou locais para se divertirem. À grande e à francesa. E nós, os trintões ou quarentões, já com algumas brancas, andamos é preocupados em cumprir com as "obrigações" para com a banca, e em arranjar uns cobres para passar oito dias num apartamento manhoso da Quarteira (a 800 metros da praia), e a segunda quinzena de Agosto "enfiados" numa barraca alugada da Praia da Seca em Espinho.
Ainda por cima, já não estamos em tempo de ter as nossas escapadelas, para jogar um sobe e desce no final da noite. Ou ainda, ir tomar um copo, às Sextas-Feiras, a um desses novos locais da "moda" (os novos DJ´s não são capazes de passar nada do tipo Simple Minds, Dire Straits ou The Clash? Aposto até que não sabem o que é o Blitz...).
Chego portanto à conclusão que os miúdos nascidos na segunda metade da década de 80, são mais do tipo "...pum, pum, pum... Ya? Tá-se bem...".
É desses que eu vos quero falar.
Sempre a curtir um bom som, é usual vê-los, a partir de Quinta-Feira, com os seus óculos D&G, caminhando sobre uns sapatos de cabedal, desenhados pelo Vieira (o estilista de S. João da Madeira), a entrar num dos ginásios mais in da região. Daqueles ginásios ou, se quiserem, daqueles espaços de "pseudocultura urbana" que proliferam um pouco por todo o país e que têm uns aparelhos esquisitos onde se pratica um "desporto" que chamam de solário, ou "...qualquer cena do género...".
Apesar de serem raros os que terão aprendido a tabuada dos 7, e de terem chumbado duas vezes seguidas no décimo primeiro são, no entanto, geralmente, uns verdadeiros "Ases" no manuseamento dos telemóveis de última geração. Daqueles que fazem contas e têm jogos. Aprenderam também uma linguagem esquisita sms - "dakelas k qq ser hu mano tb keria e sonha aprender...".
Transformaram-se em catedráticos da noite. Raros são os segredos que a noite encerra aos tipos que, ainda continuam a tentar conquistar as garotas escondidos atrás de, pelo menos, dois centímetros de clerasil.
Pode ser que consigam ter uma profissão de referência, com futuro... Mas isto está cada vez mais difícil. Cada ano que passa, existem mais cursos superiores, e a maior parte deles (cursos) não servem rigorosamente para nada. Apenas para "sacar" o dinheirito aos "velhotes". Aliás, poucos são os que conseguiram entrar no curso desejado...
A "emancipação" dos jovens actuais será, portanto, muito tardia. Não têm solução: os tais "velhotes" (papás) vão ter que lhes "desenrascar uma ajudinha", pelo menos, por mais quinze anos.
É certo que há excepções.
Mas, essas excepções são tão poucas, que nem sequer lhes permite constituir uma equipa de futebol de "salão" para jogar ao Sábado à tarde nos "ringues" de Arcozelo ou de Azevedo... A esses, resta-lhes continuar, resignados à solidão da leitura do último livro do Rui Zink ou então, a preencher as palavras cruzadas do Público que, normalmente, se encontra impregnado de restos de café, em cima da mesa do canto (por vezes ainda conseguem apanhar o Sudoku a meio, podendo por isso, arriscar em decifrá-lo).
Mas, estas excepções, quase de certeza, não dizem respeito a miúdos normais.
Hoje, tal como há dias dizia, jovens normais, continuam a ser, mais do tipo ... MUSICA, SOL E CLERASIL, ao que se pode acrescentar um "... pum, pum, pum. Ya? Tá-se bem...".
Escusado será dizer que, provavelmente, terei de me ir habituando a esse cenário. Assim que os meus "rebentos" ou "herdeiros" começarem a crescer, terão de demonstrar perante a nossa sociedade que, afinal de contas, são putos normais...
Portanto, começo a perder a esperança de os ensinar a mergulhar na Várzea. Começo a perder a esperança de os levar à porta da discoteca e combinar a hora do regresso, antes da uma da manha. Começo a perder a esperança que eles não apreciem aquela bebida que alguém diz "dar asas" – uma tal de Red Bull.
Já perdi até a esperança que eles, algum dia, saibam o que é subir a uma árvore e mastigar uma maça de S. João.
Parece até, que já me estou a ver, ao Domingo, no Gaia Shopping, a comprar resmas e resmas de Clerasil...
Definitivamente, começo a ficar preocupado!
(crónica escrita em Maio de 2007)
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Musica, Sol e Clerasil - I
A malta nova está perdida.
Hoje em dia já não se conhecem os valores que orientaram os tipos que têm hoje trinta anos.
E, perguntam os leitores, como é que eu cheguei a esta triste conclusão:
Leitores: - Como é que chegaste a essa triste conclusão?
- Bom, existem várias razões. Passo a citar:
Noutros tempos, havia uma coisa que se fazia, no máximo, lá para a segunda semana de Dezembro. O presépio. Sim, esse conjunto peças de barro, que na maior parte dos casos ficavam "manetas" ao fim da primeira viagem para ver o "menino" deitado em palhas não douradas, mas daquelas que se conseguiam apanhar na casa do vizinho onde se ia "buscar o canado de leite" antes do anoitecer. Era um presépio lindo, feito de musgo retirado das calçadas ou dos velhos muros que teimavam em não cair… Mais. O musgo era arrancado com as próprias mãos, mesmo antes do "molete" com tulicreme e doce de abóbora feito no dia anterior.
Haviam aqueles desenhos animados, tipo Banna e Flapy e as suas aventuras na floresta; o homem da Atlântida que com as suas membranas no meio dos dedos percorria as profundezas dos oceanos, os cromos da colecção do "México 86"…
Eram tempos em que os gelados de dois e quinhentos faziam as delícias dos miúdos para desespero dos graúdos que teimavam em dizer "não escolhas um gelado de gelo, faz-te mal à garganta…";
Lembro-me até das descidas em velocidades alucinantes daquela encosta do passal (perto da Junta de Freguesia), sentados em cascas de velhos pinheiros – o "Pilhas" era um ás…
Passaram-se outros grandes momentos de juventude com o jogo do Pica, sempre a "fugir" do encarregado das termas – hoje reconheço que se deixava o parque numa lástima, tal era a forma de esburacar a terra.
O máximo então, era a "Volta a Portugal em concharinha" em pistas moldadas com o corpo dos mais abonados…
Vieram depois aquelas fabulosas séries televisivas como "O barco do Amor" e ainda a mais fantástica série de sempre, "O Verão Azul" que nos transportava miraculosamente para os sonhos das próximas férias de Verão (chorei quando o velho Shanquete morreu. Lembro-me como se fosse hoje da música do genérico).
Os jovens de agora… aposto… Nunca fizeram uma cabana. Nem subiram sequer a uma árvore para mastigar meia dúzia de maças de S. João com o típico bicho sempre presente.
Pior ainda, nunca mergulharam na Várzea? Nunca roubaram um calendário de bolso na papelaria mais próxima.
Os jovens de agora não caem de bicicleta. Não se vêm jovens com os joelhos impregnados de mercurocromo previamente "regados" com água oxigenada.
Mais… Se o jovem de hoje ousar pensar em fazer umas patifarias, logo vem o profissional da medicina apelar ao cuidado a ter com a hiperactividade.
Já para não falar das famosas explicações que os meninos têm de ter para "passar de ano".
Mas o computador… A Playstation,… O mp3… Os morangos com açúcar… Isso sim. Não podem faltar.
Hoje não pode faltar alguém a levar o miúdo à escola com o seu bólide. Hoje já não existem os caminhos lavrados com os pés dos mais pequenos onde de quando em vez se faziam os vira-ventos com as cascas dos eucaliptos.
Hoje uma mãe não puxa pelas orelhas ao puto que joga futebol com as sapatilhas do Domingo.
Na altura, um gajo tinha o perigo real de entrar na droga, de ser raptado quando se apanhava boleia após perder a "carreira", de espetar uma farpa no polegar na descida da árvore mais alta. Mas aprendia-se a viver com isso. Não eram raras as vezes que se ouvia "… não tenho nota… dá-me metade da bola de berlim… tou c'uma galga…"
Hoje os putos têm tudo. Ai daqueles que não levem para a escola o telemóvel da 3.ª geração. Que não tenham o portátil, o gameboy, as allstar, enfim… tudo.
Hoje em dia nem sequer existe o "cromo", o "cientista", o tipo dos óculos de fundo de garrafa, que é gozado por todos e que nenhuma rapariga gosta.
Hoje em dia, o puto que não curte um bom som, que não tem uns bons óculos de sol, que não usa creme na face para esconder as "espinhas", que não usa as sapatilhas da moda, que anda de bicicleta, que usa óculos graduados, que decora a tabuada, que não tem computador, que não tem telemóvel nem mp3, que não começa a ir para a "noite" aos 13 anos… Esse definitivamente… Não é um gajo normal.
Hoje, um puto normal é mais… MUSICA, SOL E CLERASIL…
(crónica escrita em Maio de 2007)
Hoje em dia já não se conhecem os valores que orientaram os tipos que têm hoje trinta anos.
E, perguntam os leitores, como é que eu cheguei a esta triste conclusão:
Leitores: - Como é que chegaste a essa triste conclusão?
- Bom, existem várias razões. Passo a citar:
Noutros tempos, havia uma coisa que se fazia, no máximo, lá para a segunda semana de Dezembro. O presépio. Sim, esse conjunto peças de barro, que na maior parte dos casos ficavam "manetas" ao fim da primeira viagem para ver o "menino" deitado em palhas não douradas, mas daquelas que se conseguiam apanhar na casa do vizinho onde se ia "buscar o canado de leite" antes do anoitecer. Era um presépio lindo, feito de musgo retirado das calçadas ou dos velhos muros que teimavam em não cair… Mais. O musgo era arrancado com as próprias mãos, mesmo antes do "molete" com tulicreme e doce de abóbora feito no dia anterior.
Haviam aqueles desenhos animados, tipo Banna e Flapy e as suas aventuras na floresta; o homem da Atlântida que com as suas membranas no meio dos dedos percorria as profundezas dos oceanos, os cromos da colecção do "México 86"…
Eram tempos em que os gelados de dois e quinhentos faziam as delícias dos miúdos para desespero dos graúdos que teimavam em dizer "não escolhas um gelado de gelo, faz-te mal à garganta…";
Lembro-me até das descidas em velocidades alucinantes daquela encosta do passal (perto da Junta de Freguesia), sentados em cascas de velhos pinheiros – o "Pilhas" era um ás…
Passaram-se outros grandes momentos de juventude com o jogo do Pica, sempre a "fugir" do encarregado das termas – hoje reconheço que se deixava o parque numa lástima, tal era a forma de esburacar a terra.
O máximo então, era a "Volta a Portugal em concharinha" em pistas moldadas com o corpo dos mais abonados…
Vieram depois aquelas fabulosas séries televisivas como "O barco do Amor" e ainda a mais fantástica série de sempre, "O Verão Azul" que nos transportava miraculosamente para os sonhos das próximas férias de Verão (chorei quando o velho Shanquete morreu. Lembro-me como se fosse hoje da música do genérico).
Os jovens de agora… aposto… Nunca fizeram uma cabana. Nem subiram sequer a uma árvore para mastigar meia dúzia de maças de S. João com o típico bicho sempre presente.
Pior ainda, nunca mergulharam na Várzea? Nunca roubaram um calendário de bolso na papelaria mais próxima.
Os jovens de agora não caem de bicicleta. Não se vêm jovens com os joelhos impregnados de mercurocromo previamente "regados" com água oxigenada.
Mais… Se o jovem de hoje ousar pensar em fazer umas patifarias, logo vem o profissional da medicina apelar ao cuidado a ter com a hiperactividade.
Já para não falar das famosas explicações que os meninos têm de ter para "passar de ano".
Mas o computador… A Playstation,… O mp3… Os morangos com açúcar… Isso sim. Não podem faltar.
Hoje não pode faltar alguém a levar o miúdo à escola com o seu bólide. Hoje já não existem os caminhos lavrados com os pés dos mais pequenos onde de quando em vez se faziam os vira-ventos com as cascas dos eucaliptos.
Hoje uma mãe não puxa pelas orelhas ao puto que joga futebol com as sapatilhas do Domingo.
Na altura, um gajo tinha o perigo real de entrar na droga, de ser raptado quando se apanhava boleia após perder a "carreira", de espetar uma farpa no polegar na descida da árvore mais alta. Mas aprendia-se a viver com isso. Não eram raras as vezes que se ouvia "… não tenho nota… dá-me metade da bola de berlim… tou c'uma galga…"
Hoje os putos têm tudo. Ai daqueles que não levem para a escola o telemóvel da 3.ª geração. Que não tenham o portátil, o gameboy, as allstar, enfim… tudo.
Hoje em dia nem sequer existe o "cromo", o "cientista", o tipo dos óculos de fundo de garrafa, que é gozado por todos e que nenhuma rapariga gosta.
Hoje em dia, o puto que não curte um bom som, que não tem uns bons óculos de sol, que não usa creme na face para esconder as "espinhas", que não usa as sapatilhas da moda, que anda de bicicleta, que usa óculos graduados, que decora a tabuada, que não tem computador, que não tem telemóvel nem mp3, que não começa a ir para a "noite" aos 13 anos… Esse definitivamente… Não é um gajo normal.
Hoje, um puto normal é mais… MUSICA, SOL E CLERASIL…
(crónica escrita em Maio de 2007)
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
CCTAR - news
"Cultura"
Arquitecto responsável explica conceito de “caixa mágica”
Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua em destaque no “Expresso”
"...O Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua (CCTAR) de Santa Maria da Feira esteve em destaque no suplemento “Espaços & Casas” do semanário “Expresso”. Com várias fotografias dos dois pólos da infra-estrutura cultural, que acaba de obter financiamento do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), o conceito de “caixa mágica” é abordado pelo arquitecto e coordenador do projecto, Pedro Castro e Silva.
“Este centro deverá ser definido como um conjunto de espaços multifacetados que, descentralizadamente, promoverão uma nova abordagem às diversas formas de produzir cultura e cidadania” - explicou o responsável. No artigo por si assinado, são descritas as várias valências do CCTAR. O equipamento, dividido em dois pólos, acolherá residências artísticas, incubadora da criatividade para artistas emergentes, acolhimento empresarial de negócios criativos, serviço de aprendizagem e educação criativa, departamento de investigação para artes do espaço público e espaços cénicos de criação e representação artística.
No pólo I, a nascer na zona industrial do Roligo, em Espargo, será um espaço para que a criação artística se possa desenvolver através da produção de cenários e outros adereços de grande dimensões, privilegiando uma relação íntima entre a produção e o consumo de criação artística para o espaço público...".
In "Terras da Feira", edição on line em 31/01/2011
Arquitecto responsável explica conceito de “caixa mágica”
Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua em destaque no “Expresso”
"...O Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua (CCTAR) de Santa Maria da Feira esteve em destaque no suplemento “Espaços & Casas” do semanário “Expresso”. Com várias fotografias dos dois pólos da infra-estrutura cultural, que acaba de obter financiamento do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), o conceito de “caixa mágica” é abordado pelo arquitecto e coordenador do projecto, Pedro Castro e Silva.
“Este centro deverá ser definido como um conjunto de espaços multifacetados que, descentralizadamente, promoverão uma nova abordagem às diversas formas de produzir cultura e cidadania” - explicou o responsável. No artigo por si assinado, são descritas as várias valências do CCTAR. O equipamento, dividido em dois pólos, acolherá residências artísticas, incubadora da criatividade para artistas emergentes, acolhimento empresarial de negócios criativos, serviço de aprendizagem e educação criativa, departamento de investigação para artes do espaço público e espaços cénicos de criação e representação artística.
No pólo I, a nascer na zona industrial do Roligo, em Espargo, será um espaço para que a criação artística se possa desenvolver através da produção de cenários e outros adereços de grande dimensões, privilegiando uma relação íntima entre a produção e o consumo de criação artística para o espaço público...".
In "Terras da Feira", edição on line em 31/01/2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
Retomar o "arquivo vivo"...
Está decidido!
- Voltarei a "alimentar", com a regularidade possível, o meu espaço de reflexão
http://certasconfidencias.blogspot.com/
De facto, começo a achar que um blog é muito mais interessante do que determinadas redes sociais nas quais tenho estado inserido.
- Voltarei a "alimentar", com a regularidade possível, o meu espaço de reflexão
http://certasconfidencias.blogspot.com/
De facto, começo a achar que um blog é muito mais interessante do que determinadas redes sociais nas quais tenho estado inserido.
sábado, 8 de janeiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
REMA
A minha primeira música.
Cantei-a no Salão Paroquial, provavelmente há 27 anos. Teria então 10 anos.
Numa das festas da Escola de Música de Caldas de S. Jorge.
Lindíssima! Ainda hoje.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Para reflectir...
Aqui está o que um português comum talvez tivesse... reservas... em escrever.
Artigo do Embaixador da GB ao deixar Portugal: Expresso 18 Dez 2010
COISAS QUE NUNCA DEVERÃO MUDAR EM PORTUGAL
"Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento é de pessimismo, não de alegria, nesta velha Europa. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
9:55 Segunda feira, 20 de Dezembro de 2010
1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.
Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal".
Artigo do Embaixador da GB ao deixar Portugal: Expresso 18 Dez 2010
COISAS QUE NUNCA DEVERÃO MUDAR EM PORTUGAL
"Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento é de pessimismo, não de alegria, nesta velha Europa. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
9:55 Segunda feira, 20 de Dezembro de 2010
1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.
Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal".
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Lembrando MEU PAI
MEU PAI
Grato por tudo o que propiciou ao meu ser,
E na certeza que era grande, a alegria que o moldava,
serenamente, por dentro,
Arrisco estas simples mas sentidas palavras.
Chegarão ao seu destino,
Levadas pela brisa do amor e embebidas em gratidão que,
Seguramente, jamais se apagará.
Mas serão sempre poucas.
Poucas porque os seus gestos me ensinavam.
Poucas porque o seu olhar me orientava.
Poucas porque a sua bondade me comovia.
Poucas porque a sua serenidade me acalmava.
Poucas porque, simplesmente...
FOI SEMPRE MEU PAI.
Por isso, recuso dizer-lhe Adeus.
Prefiro antes lembrar os nossos sorrisos,
Prefiro antes guardar os nossos abraços,
Prefiro antes ouvir a sua voz,
Prefiro antes sentir o seu calor.
Prefiro antes, fazer com que esses momentos sejam... eternos.
Jamais o esquecerei.
Eu sei que ele não morreu.
Apenas partiu antes nós!
(27 Dezembro 1928 - 20 Outubro de 2008)
***Republicação***
Grato por tudo o que propiciou ao meu ser,
E na certeza que era grande, a alegria que o moldava,
serenamente, por dentro,
Arrisco estas simples mas sentidas palavras.
Chegarão ao seu destino,
Levadas pela brisa do amor e embebidas em gratidão que,
Seguramente, jamais se apagará.
Mas serão sempre poucas.
Poucas porque os seus gestos me ensinavam.
Poucas porque o seu olhar me orientava.
Poucas porque a sua bondade me comovia.
Poucas porque a sua serenidade me acalmava.
Poucas porque, simplesmente...
FOI SEMPRE MEU PAI.
Por isso, recuso dizer-lhe Adeus.
Prefiro antes lembrar os nossos sorrisos,
Prefiro antes guardar os nossos abraços,
Prefiro antes ouvir a sua voz,
Prefiro antes sentir o seu calor.
Prefiro antes, fazer com que esses momentos sejam... eternos.
Jamais o esquecerei.
Eu sei que ele não morreu.
Apenas partiu antes nós!
(27 Dezembro 1928 - 20 Outubro de 2008)
***Republicação***
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Certo dia em 2017... (?)
Certo dia, em 2017 (de acordo com os meus cálculos), dois indivíduos abriram a porta do seu híbrido, e saíram, na praça central do resort localizado a sudeste das termas (do outro lado do rio). Mesmo na direcção do buraco 18.
Caminharam um pouco e, um deles, entrou no hotel. Olhando por entre os painéis semi-transparentes, percebeu-se que o tipo estava ao telefone. Soube-se depois que fez cinco ou seis chamadas, todas elas para os jornais referência do burgo, regressando, novamente, à praça central.
Denotava-se segurança nos dois indivíduos que usavam à lapela, mesmo ao lado da gravata, uns pins cor prata. Um deles, dirigiu-se ao automóvel e de lá retirou um embrulho, do qual, libertou, sofregamente, um pão doce. O outro, após um rápido tratamento higiénico das mãos, deu duas "sopradelas" na pequena arma branca que tinha sacado do bolso mais pequeno. De seguida, sentaram-se, e deram, então, umas dentadas, enquanto esperavam.
Três quartos de hora depois, as copas das palmeiras começaram a baloiçar, inspiradas pelo aterrar de dois helicópteros. Eram elementos da "brigada das forças especiais". Ao mesmo tempo, começavam a aproximar-se os automóveis dos jornalistas.
De um dos helicópteros saiu, então, um indivíduo: vestia umas calças de corte requintado, tom azul marinho e gravata azul-grená; completava a irrepreensível imagem com um blazer tipo trespasse e botões dourados. Era o enviado especial do "governo regional". Ao largo, as restantes "tropas" aguardavam orientações enquanto o representante do governo regional, colhia algumas informações de última hora.
Após breves instantes, e já de megafone em punho, o representante da tal organização regional (após o aceno de cabeça de um dos seus acólitos) gritou:
-Ei! Vocês aí na Praça Central!...
Sem ter tempo de prosseguir, notou que os senhores do híbrido gesticulavam abundantemente.
Os dois, com o seu típico bom receber, abanavam os braços, sussurrando para o homem do casaco tipo trespasse, o tal do governo regional, que se aproximasse, pois só assim lhe poderia ofertar as boas vindas.
Mas, num gesto espontâneo, logo os acompanhantes do senhor que chegou de helicóptero (sim, porque isso de pagar portagens não está com nada) , se apressaram a dizer:
- Perguntem lá o que quiserem, mas rapidamente. Não temos o dia todo.
E era verdade. Soube-se então que estavam à espera de uma comitiva anglo-saxónica, disposta a investir lá para os lados do Europarque.
Retorquiram, timidamente, os homens dos pins prateados:
- Mas... Mas... Então não é possível fazer um arraial ou uma festinha popular aqui no campo de golfe, junto ao hotel? Nós já tínhamos tudo organizado, com tasquinhas e tudo.
Logo uma voz forte e impiedosa veio do outro lado:
- Nem pensar. Vamos ter cá esta semana uns empresários orientais e outros americanos. E continuou: - E de qualquer modo, como podem verificar nos outdoors ali à entrada, isto é " Private Property". Esqueçam. Organizem essas coisas lá para o passal.
Mas, como os senhores dos pins, não são assim tão bons de levar, retorquiram:
- Nós queremos apenas fazer aqui umas animações para o povo. Isso é ponto de honra. E de mais a mais, garantimos que a relva não será pisada. Vá lá!?
(Era amplamente conhecida a forma como anteriormente tinha sido divulgado o interesse público daquele punhado de terra…).
Alguns segundos após se ter feito silencio, o senhor do governo regional lá acedeu e disse:
- Está bem! Mas só durante a primeira quinzena de Agosto. Que fique desde já assente, que isto aqui tem regras! Já não é Vosso...
Convictos do dever cumprido, e depois de um inicialmente tímido aperto de mão, os dois senhores do híbrido despediram-se dos tipos do "Governo Regional" que de seguida se foram embora, apressando-se logo a comunicar aos jornalistas e à malta cá da terra que a negociação tinha sido difícil, mas que, afinal de contas, as coisas até correram melhor do que pensavam.
O povo ficara contentado !!!???
E assim será, um dia, lá para 2017?
Post Scriptum: Qualquer semelhança com a realidade é pura ficção...
Caminharam um pouco e, um deles, entrou no hotel. Olhando por entre os painéis semi-transparentes, percebeu-se que o tipo estava ao telefone. Soube-se depois que fez cinco ou seis chamadas, todas elas para os jornais referência do burgo, regressando, novamente, à praça central.
Denotava-se segurança nos dois indivíduos que usavam à lapela, mesmo ao lado da gravata, uns pins cor prata. Um deles, dirigiu-se ao automóvel e de lá retirou um embrulho, do qual, libertou, sofregamente, um pão doce. O outro, após um rápido tratamento higiénico das mãos, deu duas "sopradelas" na pequena arma branca que tinha sacado do bolso mais pequeno. De seguida, sentaram-se, e deram, então, umas dentadas, enquanto esperavam.
Três quartos de hora depois, as copas das palmeiras começaram a baloiçar, inspiradas pelo aterrar de dois helicópteros. Eram elementos da "brigada das forças especiais". Ao mesmo tempo, começavam a aproximar-se os automóveis dos jornalistas.
De um dos helicópteros saiu, então, um indivíduo: vestia umas calças de corte requintado, tom azul marinho e gravata azul-grená; completava a irrepreensível imagem com um blazer tipo trespasse e botões dourados. Era o enviado especial do "governo regional". Ao largo, as restantes "tropas" aguardavam orientações enquanto o representante do governo regional, colhia algumas informações de última hora.
Após breves instantes, e já de megafone em punho, o representante da tal organização regional (após o aceno de cabeça de um dos seus acólitos) gritou:
-Ei! Vocês aí na Praça Central!...
Sem ter tempo de prosseguir, notou que os senhores do híbrido gesticulavam abundantemente.
Os dois, com o seu típico bom receber, abanavam os braços, sussurrando para o homem do casaco tipo trespasse, o tal do governo regional, que se aproximasse, pois só assim lhe poderia ofertar as boas vindas.
Mas, num gesto espontâneo, logo os acompanhantes do senhor que chegou de helicóptero (sim, porque isso de pagar portagens não está com nada) , se apressaram a dizer:
- Perguntem lá o que quiserem, mas rapidamente. Não temos o dia todo.
E era verdade. Soube-se então que estavam à espera de uma comitiva anglo-saxónica, disposta a investir lá para os lados do Europarque.
Retorquiram, timidamente, os homens dos pins prateados:
- Mas... Mas... Então não é possível fazer um arraial ou uma festinha popular aqui no campo de golfe, junto ao hotel? Nós já tínhamos tudo organizado, com tasquinhas e tudo.
Logo uma voz forte e impiedosa veio do outro lado:
- Nem pensar. Vamos ter cá esta semana uns empresários orientais e outros americanos. E continuou: - E de qualquer modo, como podem verificar nos outdoors ali à entrada, isto é " Private Property". Esqueçam. Organizem essas coisas lá para o passal.
Mas, como os senhores dos pins, não são assim tão bons de levar, retorquiram:
- Nós queremos apenas fazer aqui umas animações para o povo. Isso é ponto de honra. E de mais a mais, garantimos que a relva não será pisada. Vá lá!?
(Era amplamente conhecida a forma como anteriormente tinha sido divulgado o interesse público daquele punhado de terra…).
Alguns segundos após se ter feito silencio, o senhor do governo regional lá acedeu e disse:
- Está bem! Mas só durante a primeira quinzena de Agosto. Que fique desde já assente, que isto aqui tem regras! Já não é Vosso...
Convictos do dever cumprido, e depois de um inicialmente tímido aperto de mão, os dois senhores do híbrido despediram-se dos tipos do "Governo Regional" que de seguida se foram embora, apressando-se logo a comunicar aos jornalistas e à malta cá da terra que a negociação tinha sido difícil, mas que, afinal de contas, as coisas até correram melhor do que pensavam.
O povo ficara contentado !!!???
E assim será, um dia, lá para 2017?
Post Scriptum: Qualquer semelhança com a realidade é pura ficção...
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Peço imensa desculpa...
De vez em quando, a gente exagera. E não havia necessidade.
Felizmente, há sempre alguém, dotado de alguma destreza e do bom-senso que nos falta, que tem a generosidade de nos fazer entrar nos eixos e encarrilar nos trilhos da moralidade.
É verdade… Acho que me tenho excedido, nos últimos anos, em algumas acções que pretendem, tão somente, contribuir para a melhoria do local que me viu nascer.
Acredito mesmo que, esses meus actos, possam ser considerados uma “blasfémia”. A tal “vontade de sonhar” com uma terra mais desenvolvida, onde seja agradável viver, sem recurso à desconfiança e à inveja, tem destas coisas. Até porque há sempre os “anónimos” do costume, que nos gostam de “mimar” com a história do “insensato” e da falta de sentido prático das coisas...
Sempre pensei que, por mais pequena que seja, uma acção que vise a melhoria de qualquer aspecto do quotidiano da nossa pequena Vila, seria olhada com compreensão e, porque não, respeito.
Mas não. Ele há gente que não suporta essa capacidade. Não suporta a capacidade ou vontade de sonhar.
Ele há gente que, com a sua mestria, destreza, e “grande” dose de “pedagogia”, “malha” em tudo o que mexe.
Porquê?
Não sei! Mas talvez a resposta possa ser encontrada na seguinte questão:
- Quem poderá desafiar os “verdadeiros e humildes” reféns de um passado distante e que não conseguem sentir o simples prazer de sonhar?
Felizmente, há sempre alguém, dotado de alguma destreza e do bom-senso que nos falta, que tem a generosidade de nos fazer entrar nos eixos e encarrilar nos trilhos da moralidade.
É verdade… Acho que me tenho excedido, nos últimos anos, em algumas acções que pretendem, tão somente, contribuir para a melhoria do local que me viu nascer.
Acredito mesmo que, esses meus actos, possam ser considerados uma “blasfémia”. A tal “vontade de sonhar” com uma terra mais desenvolvida, onde seja agradável viver, sem recurso à desconfiança e à inveja, tem destas coisas. Até porque há sempre os “anónimos” do costume, que nos gostam de “mimar” com a história do “insensato” e da falta de sentido prático das coisas...
Sempre pensei que, por mais pequena que seja, uma acção que vise a melhoria de qualquer aspecto do quotidiano da nossa pequena Vila, seria olhada com compreensão e, porque não, respeito.
Mas não. Ele há gente que não suporta essa capacidade. Não suporta a capacidade ou vontade de sonhar.
Ele há gente que, com a sua mestria, destreza, e “grande” dose de “pedagogia”, “malha” em tudo o que mexe.
Porquê?
Não sei! Mas talvez a resposta possa ser encontrada na seguinte questão:
- Quem poderá desafiar os “verdadeiros e humildes” reféns de um passado distante e que não conseguem sentir o simples prazer de sonhar?
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Espaço Ilha - Inauguração a 20 de Maio de 2010
Do Conceito
NOTAS de Autor
“Marco Polo descreve uma ponte, pedra a pedra.
- Mas qual a pedra que sustém a ponte? Pergunta Kublai Kan.
- A ponte não é sustida por esta ou aquela pedra – responde Marco – mas sim pela linha do arco que elas formam.
Kublai Kan permanece silencioso, reflectindo.
Depois acrescenta: - Porque me falas das pedras? É só o arco que me importa.
Polo responde: - Sem pedras não há arco.”
(In “As Cidades invisíveis”, Italo Calvino)
Tal como a ponte que o viajante descreve, também o sistema de espaços colectivos não é substituído por esta ou aquela praça, por este ou aquele parque, por uma ou outra alameda, mas pelo conjunto integrado que todas elas formam. Afinal, é este o suporte físico de todo o ambiente urbano. Ambiente esse que define as “Terras” e do qual dependem todas as suas vivências.
É pois, nesse contexto da promoção de um melhor ambiente urbano e de uma maior qualificação dos espaços públicos, que surge o projecto do “espaço ilha”, uma proposta que pretende “unir os tempos”, criando ligações em falta entre fragmentos e memórias do passado e as novas realidades e necessidades do presente.
Trata-se, desde logo, de uma intervenção que respeita a memória de um rio, de um povo e de um lugar que viu crescer várias gentes. Uma intervenção que aproxima o objecto à escala e ao espírito do lugar, reinventando a imagem arquitectónica do antigo edifício e conferindo-lhe uma nova linguagem contemporânea.
Nessa perspectiva, a intervenção tem como objectivo, promover a instalação de um novo edifício de carácter colectivo e público – bar/restaurante (substituindo o velho bar da ilha) bem como a renovação e estabilização das margens da ilha e espaços envolventes.
O conjunto intervencionado apresentava-se bastante desqualificado, em que sobressaía o carácter de corpos em ripados de madeira apoiados directamente no solo maltratado, abraçado pelo Rio Uíma, numa ilha criada na década de 60, através da construção de uma represa que “parou” aquele espelho de água.
Na compatibilização do programa estabelecido com as pré-existências naturais e o lugar, instala-se então o novo edifício, o “ZIP ZIP ilha rest caffé”. Um edifício em estrutura metálica, revestido a viroc, aço corten e vidro, parecendo “levitar” em relação ao solo natural. E depois, todo o espaço exterior, com sucessivos pavimentos em deck que, envolvidos em verde, transportam os visitantes até à cota da água.
A volumetria, que dá continuidade ao “natural”, permite perceber o que está para “o lado de lá…”. Os seus planos transparentes, desenhados numa “caixa” branca, tremendamente ortogonal, retocada por uma mancha de cor ocre, completam a paleta em tons verde.
Um convite à reflexão…
O Uíma corre agora mais calmo e poético. Belo como sempre. A esplanada está lá, como outrora. Mas agora coberta, mais convidativa à reunião e à contemplação do plano de água e espaço natural.
De acordo com as necessidades impostas pelo tipo de equipamento, bem como as imposições legais da legislação em vigor, concebeu-se um edifico que engloba: zona de entrada, área social (interior e exterior), área de atendimento (balcão de bebidas), cozinha/copa, despensa geral e despensa de vasilhame, instalações sanitárias separadas por sexos, instalações sanitárias para deficientes; instalações sanitárias e balneários para o pessoal de serviço.
Trata-se de uma solução que pretende usufruir do mais amplo espaço dentro do contexto existente. Pelo facto do estabelecimento se desenvolver no sentido longitudinal do rio, bem como pelo tipo de ocupação e conceito, estamos perante uma solução do tipo “open space”, com a sua extremidade Nascente, a funcionar como “bolsa” de estar e de lazer (esplanada coberta) e de fácil fruição. A “praça de chegada”…
Uma solução que procura tirar partido das transparências, permitindo a leitura de todo o espaço natural envolvente.
Atento às questões da mobilidade, o edifício possui, necessariamente, condições para o acesso, a todos os espaços, de cidadãos de mobilidade condicionada ou reduzida. Neste caso, de realçar a ponte/rampa prevista sobre o Rio Uíma que, além de substituir a antiga travessia pedonal, será um elemento arquitectónico de referência no conjunto.
A proposta exigia a “total” reconfiguração do existente, de modo a criar um espaço com uma qualidade e uma atmosfera de acordo com o tipo de serviço que se pretende oferecer.
Retirou-se pois, do desenho, tudo o que se poderia considerar supérfluo. Pode agora, o visitante, contemplar o espaço natural existente.
Caldas de S. Jorge, Maio de 2010
Pedro Castro e Silva, arquitecto
domingo, 16 de maio de 2010
15.ª
terça-feira, 4 de maio de 2010
Presente para Bento XVI desenhado por Alvaro Siza

Um «ovo» de prata desenhado por Siza Vieira é o presente que vão oferecer a Bento XVI os representantes do mundo da Cultura que com ele se vão encontrar a 12 de Maio, em Lisboa.
A peça de ourivesaria foi apresentada esta Sexta-feira aos jornalistas, a quem Siza confessou ter ficado “aflito” quando recebeu o convite.
“Primeiro veio a ideia de uma pomba, porque é hábito dar à pomba uma simbologia com múltiplos significados”, referiu.
Depois, veio a ideia de criar uma “caixa” com a forma de um ovo. Em declarações à ECCLESIA, o arquitecto português admitiu ter-se inspirado a “referências que todos temos no espírito”.
in agência ecclesia
Subscrever:
Mensagens (Atom)





















