sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Pedro (por António Lobo Antunes)

 

Pedro


Hoje, catorze de novembro, é o dia dos anos do meu irmão Pedro, uma das pessoas que mais amei no mundo, o único de nós que saiu moreno, de cabelo preto, quase sempre calado. Nunca invejou ninguém: era livre. Nunca disse mal de ninguém: era livre. Nunca discutiu com ninguém: era livre. Fez sempre, desde criança, o que quis: era livre. Não lhe interessava o dinheiro, nem o sucesso, nem o aplauso dos outros. Não criticava fosse quem fosse. Não falava mal de ninguém. Misterioso, secreto, muito raramente mostrava o que sentia e, apesar do seu silêncio imperturbável, percebia-se que gostava de nós, sem palavras, sem pieguices, sem exibir emoções. Não se queixava de nada conforme, aparentemente, não se zangava com quase nada. A pouco e pouco os pais foram-se apercebendo que não valia a pena enervarem-se com ele. Não lhes respondia que não, concordava sempre.

– Sim, mãe, sim pai

mas apenas fazia o que lhe dava na gana, sem argumentar.

– Isto não é hotel, Pedro

– Sim, mãe

– O jantar é às oito e meia, Pedro

– Sim, mãe

telefonava a dizer que chegava mais tarde, a mãe

– Mas onde é que tu estás, Pedro?

– Do outro lado da linha, mãe

e como é que se lhe podia ralhar depois disto? Aliás era inútil ralhar–lhe porque ele não protestava. No fim da descompostura concordava sempre

– Sim, mãe

numa serenidade amável que impedia exaltações e castigos. Uma ocasião fiz-lhe uma coisa horrível: tinha pedido que fosse lá abaixo à mercearia comprar-me papel para escrever, eu com catorze anos e ele com onze, respondeu-me tranquilamente sentado no tapete, a brincar com não sei quê

– Não vou

calmíssimo

– Não vou

eu ameacei, com medo que, indo eu à mercearia, se me acabasse a inspiração

– Se não vais digo ao pai que tu fumas

o Pedro nem se deu à perda de tempo de falar, indiferente àquela maldade estúpida
(o que eu continuo a arrepender-me dessa sacanice)
ameacei-o de novo

– Se não vais digo ao pai que tu fumas

ele continuou a brincar, completamente nas tintas, tive de ir buscar o papel e a inspiração acabou-se de facto, à hora de jantar o pai sentou-se à cabeceira, eu, furioso com a morte de uma obra prima, interrompi o silêncio da sopa

– Pai o Pedro fuma

o silêncio, se possível, aumentou ainda mais, à medida que eu começava a torcer-me de remorsos

(fui um cabrão)

enquanto o pai para ele, na esperança que o Pedro negasse

– Tu fumas, Pedro?

novo silêncio enquanto eu com ganas de me enforcar no candeeiro do tecto(nunca na vida fui

tão cabrão)

no silêncio a voz do pai a insistir

– Tu fumas, Pedro?

esperando que o Pedro negasse, pedindo a Deus que o Pedro negasse, o pai que odiava a mentira, suplicando que o Pedro negasse, o Pedro na tranquilidade de sempre

– Fumo, pai

mais silêncio durante o qual o pai me olhou com ódio, o pai de novo, num suspiro

– Tu fumas, Pedro?

o Pedro na mesma paz inalterável

– Fumo, pai

um silêncio ainda mais comprido, que eu devia ter aproveitado para me suicidar, o pai num suspiro

– Poisa a colher no prato e espera-me lá em cima

o Pedro, na paz do Senhor, poisou a colher e subiu as escadas, o pai levantou-se vertendo um olhar suspenso na minha direção enquanto atirava o guardanapo para a toalha, voltou passados minutos a detestar-me, o Pedro não voltou, no fim do jantar mais horrível da minha vida levantámo–nos cada um para seu lado, a porta do quarto do Pedro estava fechada, encontrei-o na manhã seguinte antes de sairmos para o liceu, ele falou-me como se nada tivesse acontecido, o pai demorou dias sem olhar para mim, eu demorei dias sem conversar com ninguém, feito em merda pela minha filha da putice e o Pedro seguia igual. Não sei se me perdoou: sei que esqueceu, e continuou a amar-me muito, conforme eu o amava muito a ele. Que eu soubesse não odiava ninguém: era um miúdo livre. Quando morreu saí do quarto dele no hospital porque o meu irmão Nuno me trouxe abraçado a dizer-me

– Anda bebé, anda meu bebé

de maneira que além de filho dos meus pais nesse dia fui filho do Nuno. E gostei. Manos queridos. A maior manifestação de amor entre nós era fazermos chichi juntos, à noite, para a cascata. Agora mijo sozinho. Infelizmente.

 

ANTÓNIO LOBO ANTUNES

(Crónica publicada na VISÃO 1292, de 7 de dezembro de 2017)

domingo, 27 de dezembro de 2020

O dia da CIÊNCIA

27 de dezembro de 2020 

Começa hoje a ser ministrada em Portugal, a vacina contra a Covid-19. 

Histórico. É a consagração da Ciência. 

 O mundo respira esperança. 
Derrotará um vírus hediondo, que se aliou a alguma ignorância e a uma certa demagogia. 

Que fantástico acontecimento... naquele que também seria o dia de aniversário de alguém extraordinariamente especial (não é Pai?)...

sábado, 26 de dezembro de 2020

As "Torres Belas"

O "massacre" da torre bela não foi levado a cabo por caçadores. 

O hediondo e criminoso episódio, traz à reflexão, mais uma vez, a urgente necessidade de se discutir o que andamos por cá a fazer... 

Além de termos o direito (e dever) de condenar os intervenientes e responsáveis por esta inadmissível barbárie, devemos perceber e discutir o que, a coberto de uma suposta procura da chamada "energia limpa", avança para o extermínio irremediável da nossa paisagem rural. 

É preciso saber discutir e trazer a debate o que anda por aí, com a "chancela" dos fundos europeus. 

Já conhecemos a velha história do eucaliptal e da desordem na floresta. Também sabemos dos lucros com torres eólicas, que vieram pela mão de poucos mas orientados e "excepcionais" grupos de poder. Agora são os painéis solares. 

A que custo? A que custo para a nossa paisagem? 

- Assiste-se a uma completa falta de conhecimento. Mas, acima de tudo, a uma preocupante falta de interesse na discussão... 

É urgente que o ambiente e a paisagem "regressem" à agenda política!

sexta-feira, 29 de maio de 2020

PORTUGAL VAI VENCER

Certificado n.º 8419/2020 CITEVE


A tarde termina com a informação de que a máscara "Modelo A - Masc Babysil" cumpriu nos testes aos 25 ciclos de lavagem.

Satisfação renovada e... redobrada responsabilidade.

#portugal vai vencer.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Desconfinamento




Desde o início desta guerra (já passaram mais de 2 meses), tenho procurado relativizar posições e acções de muitos que, tendo opinião divergente da minha, foram debitando críticas sobre quem tinha a missão de decidir pressionado sob uma quase implacável realidade por todos desconhecida.

Mas as coisas foram serenando. Dia após dia, semana após semana, o país foi controlando o inimigo e demonstrando que afinal de contas, o SNS funciona, os números do excel de alguns não se vaticinaram, enfim… o país afinal não ruiu…

Claro está que, pelo meio (é justo reconhecer), a generalidade dos portugueses, soube, de uma forma absolutamente exemplar, demonstrar o civismo e a confiança necessária para ajudar ao sucesso no combate à COVID-19.

Após aquela que considero uma “jornada exemplar” dos portugueses, incluindo os nossos líderes, eis que chegou o inevitável e desejável tempo de desconfinamento.
Desconfinamento, que será o mesmo que dizer “libertação de situação ou estado de confinamento ou isolamento”...

É pois, neste contexto que nos encontramos, inevitável e necessário apelar a todos, sem excepção, que sendo desejável uma crescente confiança no regresso à vida social e profissional, importa continuar com um redobrado cuidado na forma como nos relacionamos e vivemos.

O que tenho assistido nos últimos dias na rua, não me deixa tranquilo. Muitos são aqueles que, contrariando o estipulado pela DGS e autoridades, vêm participando em acções e ajuntamentos sem qualquer tipo de reservas ou cuidados. Sem máscara social, sem etiqueta respiratória, sem preocupações com o distanciamento social mínimo… sem qualquer cuidado e respeito por si e pelos outros.

Meus caros: a guerra ainda não acabou. Ainda nem sequer chegou a meio. É pois imperioso não desmobilizar. O apelo é para todos. Porque todos somos importantes.

Retome-se o trabalho. Retome-se o convívio. Retome-se o sorriso.
Retome-se pois, a vida, mas sem desbaratar o importante sacrifício e contributo para Portugal que, distintamente e em conjunto, soubemos construir.

Protejam-se. Protejam-se sempre. Protejamo-nos todos.


PNCS
Caldas de S. Jorge, 22 de Maio de 2020

sexta-feira, 1 de maio de 2020

quinta-feira, 30 de abril de 2020

CERTIFICADO 5008/2020 CITEVE


"Modelo A - Masc Babysil"
Integra a categoria de MÁSCARA DE USO PROFISSIONAL - NÍVEL 2
Certificado n.º 5008/2020 CITEVE

Alguém dizia "...será como uma peixinho dentro de um tanque de tubarões..."
Vale a pena acreditar. O produto é bom.

Amanha é dia do trabalhador!
Esta, vai lá para cima...

quinta-feira, 16 de abril de 2020

O desafio da certificação


Tudo a postos.
A Babysil, desenvolveu a Máscara Social "Modelo A - Masc Babysil".

Amanha, oficializar-se-á o desafio da certificação CITEVE.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Regresso da nova TELESCOLA


Quase 4 décadas depois, a "nova" telescola.

Não será bem a mesma coisa, até porque, tínhamos, à época, o apoio de dois professores... em registo presencial (componente letras e componente ciências)...

Acredito, contudo, que a "nova solução", de recurso, face ao estado de emergência que vivemos, será a forma mais assertiva e democrática de fazer chegar os conteúdos programáticos a todos os alunos beneficiários.

A nostalgia da época, faz-me recordar os mais fantásticos tempos de menino, das aulas à tarde, dos trabalhos manuais, da electrotecnia, da matemática do português, dos estudos sociais e das cosmopolitas aulas de francês (em França, vejam bem, não havia aulas "mercredi aprés midi)...

Aproveitem.
#protejam-se

PNCS
Caldas de S. Jorge, 9 de Abril de 2020

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Diário da Feira Vs Máscara


A produção de algumas máscara suscita interesse da comunidades.

Diário da Feira apresenta reportagem.

https://diariodafeira.com/?p=42876

domingo, 5 de abril de 2020

1.555.200 segundos depois…


1.555.200 segundos depois…
18 de março, o dia em que foi declarado o estado de emergência nacional em Portugal.

Um milhão, quinhentos e cinquenta e cinco mil e duzentos segundos depois...
Caldas de S. Jorge… o país… o mundo estão... diferentes.

A Covid-19 entrou pelas nossas casas “adentro”. Com ela, qual inimigo invisível, chegaram-nos notícias menos boas. Péssimas. Cruéis.
Por estes dias, percebemos que afinal de contas, não controlamos tanto assim o que nos rodeia. Não controlamos o mundo.

A “sirene do medo” toca de um e do outro lado do rio…

Lembro-me de muitas “sirenes do medo” tocarem a rebate nestes quase cinquenta anos de abril. Mas nunca como agora ela foi tão real e nos “tocou” tão fundo.
Crises económicas, golpes de estado na américa latina, guerra fria, Chernobyl, Ruanda, Massacre de Santa Cruz, Guerra do Golfo, Invasão do Iraque, 11 de setembro, crise económica 2008, e tantos… tantos outros. Mas eram lá longe. Muito longe. À excepção da última grande crise económica, era tudo lá longe… a uma distância que quaisquer 24 horas de noticiários faziam esquecer.

Desta vez, tudo é diferente. Tudo nos transporta para um futuro desconhecido, cujo impacto nas nossas vidas ainda não é possível perceber.
A sirene toca agora todos os dias. Onde quer que estejamos, ela ouve-se. Tal com o nosso respirar, já quase nos habituamos ao seu eco profundo. Há quase uma consciência de que ouvi-la é pronuncio de doença, de dor… Mas já é quase natural.

Os primeiros dias (já lá vão três semanas), principalmente nas redes, fizeram humor, geraram-se polémicas, refizeram-se velhas e sólidas amizades. Esses “primeiros segundos”, causaram desentendimentos, trouxeram conhecimento e fizeram conhecer os “novos eus” de muita gente. Ajudaram a conhecer quem é quem. Ajudaram sobretudo, se o quisermos, a celebrar Abril.

Há, nestas coisas da “rede”, um misto de democracia e de impunidade face a posições e/ou comentários sem identidade, sem ciência, sem solidariedade e sem confiança. Não raras as vezes, promovem-se ataques ferozes aqueles que, de uma ou de outra forma, se destacam no panorama local ou nacional e que carregam a ingrata tarefa de tomar decisões.

Claro que não nos revemos nesta forma de fazer critica pela crítica ou de ajuste de contas. Valha-nos, por isso, que muitos desses “eus” tendem, progressivamente, a ficar desincentivados. Acredito que se trate de um ajuste de contas com a própria insignificância… As coisas ameaçam melhorar.

Porque as pessoas se vão conhecendo. Porque os vão conhecendo. E porque, nada faz calar a verdade a quem anda… a quem anda por bem. Felizmente que conheço muitos que andam por bem. Ontem, agora e sempre.

É sobretudo em momentos como o que passamos que mais sentimos a influência da política na comunidade e os princípios que a orientam. E podemos subtrair as nossas conclusões.

Apetece-me por isso, hoje e agora, 1.555.200 segundos depois,
e tal como eternizou José Afonso dizer-vos:

“seja (sempre) bem vindo quem vier por bem”...


PNCS
Caldas de S. Jorge, 5 de abril de 2020

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Máscara tripla protecção


A Babysil, pequena empresa familiar, desenvolveu uma máscara social.
Máscara de tripla protecção, não cirúrgica (não certificada para uso hospitalar).

"..De forma a contribuir para minimizar a elevada procura de máscaras de protecção em virtude da pandemia COVID-19, iniciamos um processo de confecção de alguns exemplares..."

domingo, 29 de março de 2020

Domingo. - Hã? Mudou a hora?


Ainda a propósito do episódio Costa Vs ministro das finanças holandês...

Aparentemente, os nossos liberais e neoliberais de cartilha, entendem que a reacção de António Costa em relação ao repugnante ministro holandês, sr. Wopke, se revelou uma fraca táctica negocial.

Admito isso apenas porque estamos habituados a que certa franja da sociedade apenas se interesse pelo excel, pelas regras de três simples e pela raíz quadrada do cosseno da hipotenusa...

Para esses, a decência moral e solidária de um povo é coisa pouca, revelando-se um adjectivo pouco dominante.

Nada de novo, portanto...

*****

Rui Rio.
Ao fim da noite, ouvi Rui Rio em entrevista à RTP.

Que dignidade.

"...o país precisa, antes de tudo, de unidade nacional..."

"...oposição ao vírus, não oposição ao governo..."

"Eu sou colaboração...".


(Não sendo "alinhado", conheço-o de outras andanças. Não me surpreende. Transmiti-lo-ei pessoalmente, num destes dias)

*****

Termino a dia "rogando" a um amigo que se liberte da paranóia dos números. Ora estão certos, ora estão errados. Ora são baixos, ora são altos.
Não ajuda... Não ajuda mesmo nada.


sexta-feira, 27 de março de 2020

Sexta-Feira, 27


Sexta-Feira, 27. Quaresma.

A semana termina com os números que teimam em crescer.

Passaram cerca de 15 dias desde que uma espécie de consciência colectiva “acordou” para o combate a uma guerra contra o inimigo desconhecido… invisível.

Depois do frenesim quase eufórico de muitos dos internautas na “rede”, a verdadeira dimensão da pandemia parece ter entrado, verdadeiramente, na consciência de todos nós.

Parece ser transversal à generalidades dos mortais, ter gente que Lhes (nos) toca que se encontram infectados e afectados pelo já famigerado vírus de nome Corona. Quer física quer emocionalmente. Quer ainda economicamente.

Em Portugal, à hora a que escrevo estas linhas, são já 4268 confirmados, 76 óbitos, 43 recuperados. Mais de 25.000 suspeitos (fonte DGS).
Um contágio a cada 2 segundos é mais ou menos a média mundial.
Estamos em fase de mitigação. O contágio é comunitário. Crescimento exponencial.

Os números vão certamente continuar a aumentar. Não sabemos bem até quando, mas vão continuar a aumentar. Preparemo-nos.

A economia ameaça queda abrupta. Sem precedentes. Nunca como hoje, o mundo, incluindo o dito “civilizado”, assistiu a tamanha prova de sobrevivência. Em termos de saúde pública e em termos económicos.

Alguns, felizmente cada vez menos, ainda vão insistindo e profetizando sobre o apocalipse, sobre a derrota do nosso SNS, sobre o colapso do sistema, sobre a queda de tudo o que mexe… como se alguém, por mais incrível e visionário que fosse, tivesse alguma vez previsto, mesmo no pior dos seus pesadelos, algo tão malévolo e semelhante ao que nos tem assolado.

Para esses, apetecer-me-ia usar o termo “Repugnante”, magistralmente utilizado pelo nosso primeiro ministro quando, ainda na passada madrugada, comentava a reunião ocorrida com dirigentes dos países que integram a união europeia, nomeadamente o ministro das finanças Holandês que perante o pedido de apoio de países como a Espanha e a Itália, que referiam não ter condições nem margem orçamental para lidar com os efeitos da crise, ousou afirmar que a Comissão Europeia deveria investigar esses países.

- Repugnante sim sr. Wopke! O senhor e a sua expressão é mesquinha e repugnante!
Essa não é a nossa europa.
Como disse AC, “Estar numa União (Europeia) a 27 não é viver por si só, é partilhar com os outros as dificuldades e as vantagens”.

O dia, fica ainda marcado por mais duas situações que merecem nota de destaque.

- A chegada ao Porto, pela manha, de material e equipamento de protecção individual, absolutamente fundamental para continuar a apetrechar os nossos hospitais e incansáveis profissionais de saúde. Esse é o foco.

E também o digno exemplo de oração do Papa Francisco na praça São Pedro, Vaticano: “abraçar o Senhor para abraçar a esperança”.
Que Homem extraordinário…



PNCS
Caldas de S. Jorge 27 de março de 2020

sábado, 21 de março de 2020

Estamos ON


Estamos em guerra!
O país, a europa e o mundo lutam contra um inimigo desconhecido.

Além da questão da saúde pública e da primordial importância em salvar vidas e controlar o avanço de focos epidemiológicos, temos também de cuidar daquilo que nos chega diariamente pela “rede”.

De repente, parece que todos se tornaram especialistas. Todos têm um médico dentro de si. Todos são enfermeiros e enfermeiras. Todos são polícias. Todos são padeiros. Todos são presidentes de câmara. Todos são ministros. Todos são António Costa.

Todos tratam “por tu” as questões de estratégia. Questões de liderança…

Após dias de descontrolo, as redes sociais começam agora, espero, a fazer a natural selecção.
A boataria, o apelo ao medo e ao pânico dos que estão em casa trancados à espera do apocalipse, transporta, por vezes, uma inenarrável e execrável tentativa de politização desta pandemia. Aprendizes de idiotas, tentam aproveitar o momento para atacar o Sistema Nacional de Saúde, as Autarquias, o Governo.

- Meus caros, este não é o momento.

Não é o momento até porque, se a memória não me falha, jamais aconteceu nos últimos (diria) cem anos, qualquer acontecimento à escala global que originasse tamanho efeito devastador na sociedade.

Não é o momento até porque, temos assistido em Portugal, a uma exemplar acção dos dirigentes que vão gerindo com coragem e com a serenidade possível a situação mais grave de que alguém tem memória. António Costa, primeiro ministro (com toda a sua equipa) tem sido absolutamente exemplar. Genuíno. Um homem que também tem medo. Mas firme. Como também tem sido exemplar o Presidente da República. Como tem sido o meu Presidente da Câmara. Como tem sido a minha Delegada de Saúde.

Obviamente que existirão algumas questões que suscitam duvidas. Mas, não nos esqueçamos, que diariamente têm de ser tomadas decisões que vão muito para além da competência política que é exigida aos governantes. Decisões essas que são tomadas com base nas opiniões e relatórios técnicos de profissionais que, estando a “dar-tudo-o-que-têm”, também extravasam por vezes aquilo que lhes seria exigível. Técnica e deontologicamente.
Desse modo, apelo a que todos confiemos nas nossas lideranças.

Neste momento não há o partido do vírus e o partido do não vírus. Por isso, principalmente aqueles que têm alguma responsabilidade política e aos que de certa forma se considerem “opinion maker”, tentem não atrapalhar. Felizmente temos assistido também a meritórias posições por parte de alguns dos nossos dirigentes políticos. Rui Rio, por exemplo, confirmou aquilo que eu já conhecia: um homem sério, absolutamente genuíno e que se colocou ao lado do governo nesta guerra desigual e sem tréguas. Saibamos seguir o exemplo.

Não sei quando acabará esta história. Mas a história terá certamente um fim. A partir daqui nada mais será como dantes.

O problema do nosso vizinho é o nosso problema.
Estamos juntos. Estamos ON...


PNCS
Caldas de S. Jorge, 21 de março 2020

quarta-feira, 18 de março de 2020

COVID-19


A "coisa" está assustadora.
Amigos infectados. Internados até. Gente com quem privo regularmente...

Estado de emergência decretado para o país.
O isolamento social voluntário é imperativo. Essencial para atenuar a curva nos números que teima subir. Perigosamente.

Aparentemente, alguns de "nós" vão passando como que "por-entre-os-pingos-da-chuva".
- Mas não... Não vivemos isolados numa ilha.

O problema dos outros é o nosso problema.

domingo, 15 de março de 2020

Somos um povo extraordinário!


Estamos em estado de guerra. Sem fronteiras,
Mais do que nunca, temos agora de ser corajosos e seguir juntos.

Este é um tempo de acreditar. Acreditar em quem nos dirige, nos nossos profissionais de saúde que estão na primeira linha a enfrentar um inimigo desconhecido. Acreditar nos agentes de segurança, nos trabalhadores do retalho, nos transitários. Em todos.

Por isso, sigamos as indicações e orientações de quem nos lidera. Certamente que estão a dar o melhor e o possível a cada momento.
Esta é uma luta colectiva.

O governo, as autarquias, os profissionais de saúde estão a ser extraordinários.

A nós, cabe sermos pró-activos.
Sejamos portugueses.

Com confiança...

quinta-feira, 12 de março de 2020

COVID-19


Com o impressionante, assustador e mais que provável avanço da "contaminação" pelo Corona-Vírus, Governo distintamente liderado por António Costa decreta encerramento das escolas e outros serviços de atendimento público.

Estamos prestes a enfrentar uma luta com um inimigo desconhecido.

Boa sorte a todos nós.

domingo, 8 de março de 2020

COVID-19


2020. Março

COVID-19 ou CORONA VIRUS chega a Portugal.
Europa infectada "acorda" para uma guerra contra o "inimigo invisível".

Luta desigual. Com repercussões (ainda) imprevisíveis.