sábado, 7 de dezembro de 2013
M A D I B A
"Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos".
Nelson Rolihlahla Mandela
(Mvezo, 18 de julho de 1918 — Joanesburgo, 5 de dezembro de 2013)
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
domingo, 2 de dezembro de 2012
Não falo do que não sei
Não falo do que não sei. Sei que não sei de tudo.
Irritam-me pois, aquelas pessoas que insistem numa opinião sobre algo que lhes surge, assim como que... repentinamente.
Toda a gente precisa de ter "razão" na sua "interacção social".
Pois um dos defeitos graves que Portugal enferma é no argumento de que todas as opiniões são válidas.
- Não! Não é verdade. Sou alérgico a isso.
Mas sim, sou um tipo com "fair-play".
- Existir debate é vital!
sábado, 17 de novembro de 2012
2012
........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ ......... ......... ...... ..... .... ... .. . :)
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
Da "Multifuncionalidade" do CCTAR ao seu posicionamento estratégico...
A multifuncionalidade do Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua, permite-lhe valências, para as mais diversas artes performativas, que são difíceis de encontrar na generalidade das salas do país. Não se pode pois, dissociar, o interesse estratégico do complexo (Pólo 1 e Pólo 2) que criará uma enorme aptência nos produtores culturais e nas escolas de formação de teatro e de música.
Não esquecendo a determinação de minimizar o investimento, numa época de difícil conjuntura económica de Portugal e da Europa, e numa perspectiva de controlo rigoroso e minimização dos custos de exploração e manutenção, Santa Maria da Feira ficará a dispor de um equipamento de elevada qualidade, com uma especificidade única no país e marcante em toda esta vasta região da Grande Área Metropolitana do Porto.
Esta é uma oportunidade única para que Santa Maria da Feira possua um complexo de cariz cultural criado de raíz e que contribua para a confirmação do muncípio como a “capital” do teatro e artes de rua no país.
Hoje, como dantes, é importante que a arquitectura e as artes em geral, revelem e marquem a sua época, não apagando “memórias” nem as marcas da história e cultura antecedentes.
O Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua, contemporâneo, moderno, versátil, substituirá o que já foi ultrapassado, respeitando contudo, a memória dos que, noutros tempos, já viveram a cultura e o território com alegria…
(...)
Não esquecendo a determinação de minimizar o investimento, numa época de difícil conjuntura económica de Portugal e da Europa, e numa perspectiva de controlo rigoroso e minimização dos custos de exploração e manutenção, Santa Maria da Feira ficará a dispor de um equipamento de elevada qualidade, com uma especificidade única no país e marcante em toda esta vasta região da Grande Área Metropolitana do Porto.
Esta é uma oportunidade única para que Santa Maria da Feira possua um complexo de cariz cultural criado de raíz e que contribua para a confirmação do muncípio como a “capital” do teatro e artes de rua no país.
Hoje, como dantes, é importante que a arquitectura e as artes em geral, revelem e marquem a sua época, não apagando “memórias” nem as marcas da história e cultura antecedentes.
O Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua, contemporâneo, moderno, versátil, substituirá o que já foi ultrapassado, respeitando contudo, a memória dos que, noutros tempos, já viveram a cultura e o território com alegria…
(...)
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
CCTAR - Caixa das Artes
Apresentação pública do projecto do "Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua" .
Sexta-Feira, 11 de Novembro de 2011.
Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, 21h00.
Sexta-Feira, 11 de Novembro de 2011.
Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, 21h00.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Cultura
“A cultura não deve sofrer nenhuma coerção por parte do poder, político ou económico, mas ser ajudada por um e por outro em todas as formas de iniciativa pública e privada conforme o verdadeiro humanismo, a tradição e o espírito autêntico de cada povo”.
Papa João Paulo II
Papa João Paulo II
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
CCTAR no Correio da Feira

"Projecto(s) merecem elogios do PS"
"O PS elogiou o projecto para a construção do Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua, destacando a sua qualidade. A obra será erguida em dois pólos, distanciados três quilómetros entre si".
(...)
"O projecto do Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua (CCTAR), a construir em Santa Maria da Feira, foi reformulado e mereceu os elogios dos vereadores do PS, com António Bastos a destacar a qualidade do trabalho desenvolvido pelos serviços da autarquia. O valor da obra atinge agora o 7.7 milhões de euros, menos 4.3 milhões do que o inicialmente previsto. "Foi reduzido o volume de construção e alterados os materiais a usar, mas sem que isso tivesse colocado em causa a sua qualidade" - reconheceu António Bastos.
O CCTAR pretende constituir-se como uma aposta multidisciplinar nas áreas de criação e apoio a artistas, pelo que acolherá residências artísticas; uma incubadora da criatividade para artistas emergentes; um sector de acolhimento empresarial de negócios criativos; um serviço de aprendizagem e educação criativa; um departamento de investigação para artes do espaço público e espaços cénicos, de (re)criação e representação artística".
(...)
in "Correio da Feira", edição de 7 de Novembro de 2011
CCTAR no "Terras da Feira"
Novo centro de artes é mais transparente e mais barato
(...)
O CCTAR – Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua de Santa Maria da Feira mantém os dois pólos do projecto inicial: um no lugar do Cine-Teatro António Lamoso e outro na zona industrial do Roligo, em Espargo. Mas há mudanças estruturais, uma nova abordagem depois da decisão de aproximar os 12 milhões aos 7,3 milhões da comparticipação comunitária. O orçamento previsto emagreceu assim para os 7,5 milhões de euros. Na última reunião de Câmara, o projecto foi aprovado por unanimidade. Segue-se agora a abertura do concurso para a concretização da obra.
(...)
in "Terras da Feira", edição de 7 de Novembro de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
UEFA EUROPA LEAGUE
segunda-feira, 25 de abril de 2011
25 de Abril

ESPERANÇA
Quero que sejas
A última palavra
Da minha boca.
A mortalha de sol
Que me cubra e resuma.
Mas como à despedida só há bruma
No entendimento,
E o próprio alento
Atraiçoa a vontade,
Grito agora o teu nome aos quatro ventos.
Juro-te, enquanto posso, lealdade
Por toda a vida e em todos os momentos.
Miguel Torga
quarta-feira, 20 de abril de 2011
COMPETÊNCIA!
sexta-feira, 15 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Prémio Prtitzker 2011: Eduardo Souto Moura
Eduardo Souto Moura é o vencedor do Prémio Pritzker 2011. Mais uma vez a Arquitectura Portuguesa é distinguida ao mais alto nível mundial, depois de Álvaro Siza Vieira em 1992.
Eduardo Souto de Moura was awarded the 2011 Pritzker Architecture Prize.

Museu Paula Rego, Casa das Histórias, Cascais, Portugal, 2009
Eduardo Souto de Moura was awarded the 2011 Pritzker Architecture Prize.

Museu Paula Rego, Casa das Histórias, Cascais, Portugal, 2009
quinta-feira, 3 de março de 2011
Coisas... de cidade...
As cidades, como as civilizações, nascem, crescem, declinam e morrem quando lhes faltam os recursos que as mantêm vivas e, acima de tudo, quando não possuem um projecto de vida próprio.
Julgo, se a memória não me atraiçoa, que Santa Maria da Feira tem hoje, com o CCTAR, uma oportunidade quase “épica” de “fazer contas” com alguns elementos urbanos, fundamentais para a definição de “memórias colectivas” e para a consciencialização global de melhores vivências.
Criar condições para levar a cultura às pessoas é, em si (creio), também um nobre acto de cultura. De cidadania. Mas também o é a opção de criar praças, espaços de vivência urbana, equipamentos. Qualificar o espaço público.
Torna-se pois, importante, discutir pontos de vista. Visões. Soluções.
Mas sem “saudosismos”. E sem arregimentações...
Ser “do-contra-porque-sim”... não será, estou certo, o melhor caminho.
Julgo, se a memória não me atraiçoa, que Santa Maria da Feira tem hoje, com o CCTAR, uma oportunidade quase “épica” de “fazer contas” com alguns elementos urbanos, fundamentais para a definição de “memórias colectivas” e para a consciencialização global de melhores vivências.
Criar condições para levar a cultura às pessoas é, em si (creio), também um nobre acto de cultura. De cidadania. Mas também o é a opção de criar praças, espaços de vivência urbana, equipamentos. Qualificar o espaço público.
Torna-se pois, importante, discutir pontos de vista. Visões. Soluções.
Mas sem “saudosismos”. E sem arregimentações...
Ser “do-contra-porque-sim”... não será, estou certo, o melhor caminho.
terça-feira, 1 de março de 2011
CCTAR - a nova CAIXA DAS ARTES
"CAIXA DAS ARTES promove indústrias criativasCom uma longa e consolidada experiência no domínio das Artes e Teatro de Rua, associada a eventos culturais de referência como o festival Imaginarius, a Viagem Medieval e a Terra dos Sonhos, que potenciam a oferta turística da Região Norte, o município de Santa Maria da Feira avança agora para um novo patamar de desenvolvimento nesta área, com a construção do Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua (CAIXA DAS ARTES).

A experiência adquirida nesta área, as condições criadas e a atractividade que exerce sobre públicos e criadores constituem uma oportunidade única para o município feirense agregar recursos e conteúdos criativos de uma forma estruturada e organizada, através da CAIXA DAS ARTES, que constituirá uma alavanca para o Turismo Cultural e Criativo.
Investimento de 8,5 milhões
O contrato de financiamento assinado dia 23 de Fevereiro, na BTL – Feira Internacional de Turismo 2011, por Alfredo Henriques, presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, e Mário Rui Silva, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDR-N), representa um investimento de 8,5 milhões de euros, comparticipados em 80 por cento por fundos comunitários, destinados à construção de espaços e equipamentos vocacionados para a criação e apoio a artistas, acolhimento empresarial de negócios criativos, e investigação e produção de conhecimento. O Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua resulta de uma candidatura ao Sistema de Apoio ao Cluster de Indústrias Criativas, do programa ON.2 – Novo Norte. Os trabalhos terão início no decurso de 2011 e deverão estar concluídos até ao final de 2014.

A CAIXA DAS ARTES é uma plataforma interdisciplinar e multifuncional, constituída por dois pólos distintos, mas complementares, que congrega seis valências: residências artísticas; incubadora de criatividade para artistas emergentes; acolhimento empresarial de negócios criativos; departamento de investigação para artes do espaço público; serviço de aprendizagem e educação criativa; e espaços cénicos de (re)criação e representação artística.
Academia e Villa
A implantar numa zona de fácil acesso, próxima do centro da cidade de Santa Maria da Feira, o Pólo I (ACADEMIA) é um espaço amplo, vocacionado para a criação, que privilegia uma íntima relação entre a produção e o consumo artístico. Aqui ficam instaladas as valências de residências artísticas, incubadora de criatividade para artistas emergentes e acolhimento empresarial de negócios criativos, com oficinas para produção de todo o tipo de objectos, adereços e cenários para teatro, apresentação de pequenos espectáculos de teatro e artes performativas, artes de rua, concertos, conferências, entre outros, assim como as residências para artistas. O programa completa-se com uma praça exterior para representação.

A construir em plena área central da cidade de Santa Maria da Feira, o Pólo II (VILLA) é um espaço de intercâmbio entre criadores e consumo de projectos criativos. Aqui ficam instaladas as valências de serviço de aprendizagem e educação criativa, assim como espaços interiores (AUDITÓRIO ANTÓNIO LAMOSO) e exteriores para apresentação de espectáculos de grande formato: teatro e artes performativas, concertos, espectáculos de dança, cinema (tecnologia digital) e conferências. Para o exterior está contemplado um grande espaço para representação, que aproveita o lago existente numa antiga pedreira e o transforma num palco ao ar livre, assente sobre sistema de jangada, apto a acolher espectáculos de teatro de rua, som, iluminação e pirotecnia. Numa segunda fase, toda a zona envolvente deste pólo será transformada numa grande praça da cidade, palco de variados espectáculos.
Considerando que as artes de rua são uma área artística pouco desenvolvida no plano da oferta no nosso País, mas com um potencial de crescimento de mercado, registando um constante aumento da procura, a CAIXA DAS ARTES assume-se como a única alternativa nacional à oferta estrangeira de grandes projectos para o espaço público e uma resposta à escassez de espaços de criação multidisciplinar com estas características. A construção deste Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua em Santa Maria da Feira perspectiva, por isso, um forte impacto na criação artística e abertura de novos mercados, e um significativo aumento do valor económico para estas actividades na Região Norte e no País".
in www.cm-feira.pt

A experiência adquirida nesta área, as condições criadas e a atractividade que exerce sobre públicos e criadores constituem uma oportunidade única para o município feirense agregar recursos e conteúdos criativos de uma forma estruturada e organizada, através da CAIXA DAS ARTES, que constituirá uma alavanca para o Turismo Cultural e Criativo.
Investimento de 8,5 milhões
O contrato de financiamento assinado dia 23 de Fevereiro, na BTL – Feira Internacional de Turismo 2011, por Alfredo Henriques, presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, e Mário Rui Silva, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDR-N), representa um investimento de 8,5 milhões de euros, comparticipados em 80 por cento por fundos comunitários, destinados à construção de espaços e equipamentos vocacionados para a criação e apoio a artistas, acolhimento empresarial de negócios criativos, e investigação e produção de conhecimento. O Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua resulta de uma candidatura ao Sistema de Apoio ao Cluster de Indústrias Criativas, do programa ON.2 – Novo Norte. Os trabalhos terão início no decurso de 2011 e deverão estar concluídos até ao final de 2014.

A CAIXA DAS ARTES é uma plataforma interdisciplinar e multifuncional, constituída por dois pólos distintos, mas complementares, que congrega seis valências: residências artísticas; incubadora de criatividade para artistas emergentes; acolhimento empresarial de negócios criativos; departamento de investigação para artes do espaço público; serviço de aprendizagem e educação criativa; e espaços cénicos de (re)criação e representação artística.
Academia e Villa
A implantar numa zona de fácil acesso, próxima do centro da cidade de Santa Maria da Feira, o Pólo I (ACADEMIA) é um espaço amplo, vocacionado para a criação, que privilegia uma íntima relação entre a produção e o consumo artístico. Aqui ficam instaladas as valências de residências artísticas, incubadora de criatividade para artistas emergentes e acolhimento empresarial de negócios criativos, com oficinas para produção de todo o tipo de objectos, adereços e cenários para teatro, apresentação de pequenos espectáculos de teatro e artes performativas, artes de rua, concertos, conferências, entre outros, assim como as residências para artistas. O programa completa-se com uma praça exterior para representação.

A construir em plena área central da cidade de Santa Maria da Feira, o Pólo II (VILLA) é um espaço de intercâmbio entre criadores e consumo de projectos criativos. Aqui ficam instaladas as valências de serviço de aprendizagem e educação criativa, assim como espaços interiores (AUDITÓRIO ANTÓNIO LAMOSO) e exteriores para apresentação de espectáculos de grande formato: teatro e artes performativas, concertos, espectáculos de dança, cinema (tecnologia digital) e conferências. Para o exterior está contemplado um grande espaço para representação, que aproveita o lago existente numa antiga pedreira e o transforma num palco ao ar livre, assente sobre sistema de jangada, apto a acolher espectáculos de teatro de rua, som, iluminação e pirotecnia. Numa segunda fase, toda a zona envolvente deste pólo será transformada numa grande praça da cidade, palco de variados espectáculos.
Considerando que as artes de rua são uma área artística pouco desenvolvida no plano da oferta no nosso País, mas com um potencial de crescimento de mercado, registando um constante aumento da procura, a CAIXA DAS ARTES assume-se como a única alternativa nacional à oferta estrangeira de grandes projectos para o espaço público e uma resposta à escassez de espaços de criação multidisciplinar com estas características. A construção deste Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua em Santa Maria da Feira perspectiva, por isso, um forte impacto na criação artística e abertura de novos mercados, e um significativo aumento do valor económico para estas actividades na Região Norte e no País".
in www.cm-feira.pt
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
A fantástica década de 90... (*)
Vamos ficando mais velhos. Digo isto como quem se confessa. Começamos a perceber que, mesmo não querendo, o nosso corpo dá mostras de cansaço nas noites mais longas.
Mesmo os pequenos nadas com que nos deslumbrávamos começam a ser, cada vez mais, uma miragem.
Os dias e, principalmente as noites, ficaram mais curtos. Passaram entre 10 e 15 anos, e estamos em Julho de 2007. Julho de 2007? Já?
O trabalho e as preocupações com a casa ocupam-nos a maior parte do tempo. Em determinados momentos, damos até por nós a ter atitudes mais conservadoras. Dizemos coisas do tipo "... no meu tempo é que era...", o que, em certa medida, até se poderá considerar perigoso.
Mas, mesmo assim, e tendo em conta esse risco de repetir muitas vezes "no meu tempo é que era", vou falar-vos um pouco dessa fantástica década de 90.
Para muitos, as notas do décimo segundo eram o pronuncio de que, feliz ou infelizmente, o final de Agosto estava aí à porta e era tempo de arranjar um emprego que permitisse assegurar o compromisso mensal da quota do Seat Ibiza cinzento metalizado (ou do Renault Clio "de dois lugares").
Seria esse meio de transporte que nos levaria, futuramente, a percorrer os mais diversos recantos de "diversão" e a assumir a (quase) verdadeira independência paternal (quase porque era só em teoria).
Para outros, era tempo de recarregar baterias e das alucinantes noites de insónia na incerteza do ingresso na desejada universidade.
Deixáramos de ser putos fazia algum tempo.
- Os dois dígitos que carregam os dezoito, têm uma magia especial: a malta julga-se verdadeiramente autónoma, parece ter o mundo aos seus pés, qui çá, para o moldar à sua própria imagem.
Não demorará muitos anos a perceber que não é bem assim. Mas, em todo o caso, não é isso que importa por agora.
Dizia eu que essa fantástica década de 90, foi repleta de peripécias, umas agradáveis, outras nem por isso (a diferença está em que as primeiras foram em muito maior número).
Foram tempos em que a malta dispunha de algum do seu precioso tempo na defesa de algumas causas, entre elas, a ambiental, a associativa, a política (embora esta com menos adeptos), a musical, enfim, por aí fora.
Quem não se lembra das lutas contra a poluição no Uíma, contra o abate de árvores na freguesia, contra as podas desenfreadas dos plátanos do parque? Quem não se lembra dos registos videofotográficos do rio, desde as "suas nascentes" até às ribeiras?
Quem não se lembra do trabalho nas noites geladas a preparar o desfile no Carnaval? Quem não se lembra do saudável "combate" artístico que as pinturas de mensagens políticas no alcatrão proporcionavam?
Quem não se lembra ainda das "excursões" ao velho estádio de Alvalade para assistir aos memoráveis espectáculos dos U2 (ZooTV Tour), dos Dire Straits ou ainda dos sempre fantásticos concertos de música moderna portuguesa?
Sinto alguma nostalgia ao recordar esses tempos. Tempos das festas do chantily, das festas na relva, tempos da organização de campos de trabalho nacionais, tempos de noites de canções e guitarradas no saudoso México Bar, tempos de churrascadas ali p'rós lados da ponte dos candeídos.
Tudo era feito com militância (essa palavra cada vez mais em desuso) e, acima de tudo, impregnado de paixão.
Mas a malta vai ficando mais velha. Por isso, esses tempos já lá vão. Podem não ter representado muito para o actual dia-a-dia da nossa freguesia. Podem até não ter servido de nada.
No entanto, quero-vos assegurar que permitiram, quanto mais não seja, para o aprofundar das nossas raízes enquanto cidadãos e pensar, nem que fosse, por breves instantes que, afinal de contas, todos nós, sem excepção, podemos e devemos contribuir para o pulsar de Caldas de S. Jorge.
É isso que se espera de todos, e principalmente, das novas gerações. Para que, cada um, e à sua maneira, possa viver a sua fantástica década de 90…
(*)Crónica escrita em Julho de 2007
Mesmo os pequenos nadas com que nos deslumbrávamos começam a ser, cada vez mais, uma miragem.
Os dias e, principalmente as noites, ficaram mais curtos. Passaram entre 10 e 15 anos, e estamos em Julho de 2007. Julho de 2007? Já?
O trabalho e as preocupações com a casa ocupam-nos a maior parte do tempo. Em determinados momentos, damos até por nós a ter atitudes mais conservadoras. Dizemos coisas do tipo "... no meu tempo é que era...", o que, em certa medida, até se poderá considerar perigoso.
Mas, mesmo assim, e tendo em conta esse risco de repetir muitas vezes "no meu tempo é que era", vou falar-vos um pouco dessa fantástica década de 90.
Para muitos, as notas do décimo segundo eram o pronuncio de que, feliz ou infelizmente, o final de Agosto estava aí à porta e era tempo de arranjar um emprego que permitisse assegurar o compromisso mensal da quota do Seat Ibiza cinzento metalizado (ou do Renault Clio "de dois lugares").
Seria esse meio de transporte que nos levaria, futuramente, a percorrer os mais diversos recantos de "diversão" e a assumir a (quase) verdadeira independência paternal (quase porque era só em teoria).
Para outros, era tempo de recarregar baterias e das alucinantes noites de insónia na incerteza do ingresso na desejada universidade.
Deixáramos de ser putos fazia algum tempo.
- Os dois dígitos que carregam os dezoito, têm uma magia especial: a malta julga-se verdadeiramente autónoma, parece ter o mundo aos seus pés, qui çá, para o moldar à sua própria imagem.
Não demorará muitos anos a perceber que não é bem assim. Mas, em todo o caso, não é isso que importa por agora.
Dizia eu que essa fantástica década de 90, foi repleta de peripécias, umas agradáveis, outras nem por isso (a diferença está em que as primeiras foram em muito maior número).
Foram tempos em que a malta dispunha de algum do seu precioso tempo na defesa de algumas causas, entre elas, a ambiental, a associativa, a política (embora esta com menos adeptos), a musical, enfim, por aí fora.
Quem não se lembra das lutas contra a poluição no Uíma, contra o abate de árvores na freguesia, contra as podas desenfreadas dos plátanos do parque? Quem não se lembra dos registos videofotográficos do rio, desde as "suas nascentes" até às ribeiras?
Quem não se lembra do trabalho nas noites geladas a preparar o desfile no Carnaval? Quem não se lembra do saudável "combate" artístico que as pinturas de mensagens políticas no alcatrão proporcionavam?
Quem não se lembra ainda das "excursões" ao velho estádio de Alvalade para assistir aos memoráveis espectáculos dos U2 (ZooTV Tour), dos Dire Straits ou ainda dos sempre fantásticos concertos de música moderna portuguesa?
Sinto alguma nostalgia ao recordar esses tempos. Tempos das festas do chantily, das festas na relva, tempos da organização de campos de trabalho nacionais, tempos de noites de canções e guitarradas no saudoso México Bar, tempos de churrascadas ali p'rós lados da ponte dos candeídos.
Tudo era feito com militância (essa palavra cada vez mais em desuso) e, acima de tudo, impregnado de paixão.
Mas a malta vai ficando mais velha. Por isso, esses tempos já lá vão. Podem não ter representado muito para o actual dia-a-dia da nossa freguesia. Podem até não ter servido de nada.
No entanto, quero-vos assegurar que permitiram, quanto mais não seja, para o aprofundar das nossas raízes enquanto cidadãos e pensar, nem que fosse, por breves instantes que, afinal de contas, todos nós, sem excepção, podemos e devemos contribuir para o pulsar de Caldas de S. Jorge.
É isso que se espera de todos, e principalmente, das novas gerações. Para que, cada um, e à sua maneira, possa viver a sua fantástica década de 90…
(*)Crónica escrita em Julho de 2007
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Subscrever:
Mensagens (Atom)







